Como está sua energia para vender?
Começar algo novo, levantar com energia da cama – se lembra disso? Às vezes acabamos nos esquecendo de fazer isso, na pressa diária para realizar um monte de coisas que, no fundo, mais nos afastam do que realmente somos na essência que nos aproximam. É uma pena que tanta gente, para pagar as contas, seja bastante infeliz.
Como acredito que tudo acontece por alguma razão, achei muito mais que coincidência quando encontrei um livro chamado Change em uma loja numa pequena ilha da Flórida. Escrito por um casal de americanos que largou tudo para abrir um restaurante e morar em Antígua, no Caribe, o livro é um dos melhores em autoajuda que já encontrei. Calmo, simples, sem exageros, sem “o segredo”. Um passo a passo lógico e racional para quem quer mudar de vida, recheado de histórias de pessoas (muitas bem-sucedidas) que se sentiam presas e queriam algo diferente.
Um dos testes que Bob e Melinda Blanchard sugerem no livro é bem interessante. São apenas dez perguntas, mas é impressionante como alguns questionamentos começam a ser incômodos, mesmo sendo extremamente simples. Muitas pessoas começam a dar as mais variadas desculpas para não fazer o teste. Dizem: “É bobagem”, “Não funciona” (não funciona é ótimo – a pessoa nem tentou e já decidiu que não funciona…) e coisas do estilo.
O livro pega forte nisso: todas as racionalizações que as pessoas criam para continuarem basicamente presas. São anos inventando histórias para si mesmas. Mas o teste, por mais simples que seja, ajuda a verdade a aparecer. Ou você está vivendo de maneira energizada e feliz ou precisa mudar alguma coisa. Vamos dar uma olhada nas perguntas do placar energético? (Dê uma nota de 1 a 5 para todas elas, sendo 1 “nunca”, 2 “raramente” até chegar ao 5 “sempre”).
- Acordo alegre de manhã?
- Raramente fico entediado?
- Se pudesse viver minha vida novamente, faria poucas coisas diferente?
- Geralmente fico bem motivado com novos projetos/desafios no trabalho?
- Minha visão geral sobre a vida é positiva?
- Frequentemente converso com minha família e amigos sobre minhas conquistas/resultados mais recentes?
- Raramente me pego sonhando com as próximas férias?
- Meu nível de energia é bastante alto?
- Geralmente me sinto muito satisfeito ao chegar em casa depois do trabalho?
- Raramente me pego pensando que gostaria de estar fazendo outra coisa, em outro lugar ou com outras pessoas?
Esse é um ótimo teste para um gerente fazer com a equipe de vendas (ou com a empresa inteira!). Qualquer pessoa com menos de 40 no score final tem algo a melhorar. Mas o principal são as pessoas com menos de 20: essas precisam de um empurrão para fora. Não é treinando nem motivando que serão “salvas”. Pelo contrário: quanto mais ficarem, provavelmente pior será. Até fisicamente elas sofrem – gastrite, insônia, ansiedade, ganho de peso…
Existe uma boa porcentagem de vendedores que não vai trabalhar feliz porque, de verdade, queria estar fazendo outra coisa. A forma de ajudar mais correta e honesta, nesses casos, deveria ser estimular a pessoa a se recolocar.
Por que um editorial sobre isso justamente no mês do vendedor e cuja capa é Eu Amo Vender? Porque precisamos encarar que vamos ter pessoas desmotivadas na equipe e que existem formas distintas de lidar com isso. A maneira “enrolation” é na base da campanha e do oba-oba motivacional. A forma séria é parando para analisar o ser humano, ajudando-o a se expressar, conquistar suas metas e sonhos e se realizar. É dar oportunidades para quem realmente gosta, tem talento e quer, dando-lhe condições, treinamento, ferramentas e incentivos para que canalize produtivamente toda essa energia.
Os que dizem “Eu amo vender” de verdade, com emoção na voz, brilho nos olhos e aperto no peito sabem que, no fundo, realizam seus sonhos ajudando os outros a resolverem os problemas deles (e a conquistarem sonhos também). A todos esses, espero que você esteja na lista, meus parabéns pelo Dia do Vendedor. E obrigado por estar aqui conosco. Para quem tirou menos de 20 no teste, fica o conselho: faça algo rápido, pois a vida passa depressa.
Abraço e boas vendas!


