Sobre “vendedores” e mentirinhas

vendedores mentirinhas

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Até que ponto uma mentirinha pode ser dita? Na esperança de ganhar a comissão, uma vantagem ou “status” com a equipe, será que vale a pena mentir?

Não! Quando uma lorota é contada, a reputação da empresa é manchada. Olha só algumas provas disso:

Uma cliente precisava comprar uma sandália para ir a um casamento. Quando ela calçou o modelo de seu interesse, percebeu que, por ter o pé gordinho, as tiras apertavam sua pele, que parecia que iria estourar. Mas ela tinha achado a sandália tão bonita…

Indecisa, a cliente resolveu perguntar a opinião da vendedora, que prontamente disse que tinha ficado ótimo – e que aquele modelo iria lacear.

No dia da festa, assim que a cliente chegou à igreja, a sandália arrebentou, deixando a moça envergonhada e sem ter como curtir o casamento.

Na segunda-feira, logo que a loja abriu, ela já estava na porta e armou o maior “barraco”. Foi a segunda confusão naquele mês com a mesma vendedora. Como ela estava em período de experiência, a empresa não renovou seu contrato e a vida seguiu.

Após um longo dia de trabalho, uma vendedora contou a seu chefe que estava com problemas em casa. Disse que estava passando necessidades porque tinha feito muitas dívidas. O chefe, sensibilizado com a história contada pela moça, fez um adiantamento de salário. No dia seguinte, a vendedora postou no Facebook uma foto de uma tatuagem que tinha acabado de fazer. Alguns dias depois, ela foi avisada de que estava sendo demitida por causa da crise. Mas a verdade é que o chefe descobriu que ela mentiu e o dinheiro era para pagar o estúdio de tatuagem mais caro da cidade.

José (nome fictício) tinha uma reunião na quinta-feira pela manhã. Porém, na quarta à noite, tinha rodada do campeonato de futebol. E o time para o qual ele torce venceu de goleada. Para comemorar, José bebeu a noite inteira. Foi visitar o cliente na sexta-feira pela manhã. O cliente lembrou que a reunião estava marcada para o dia anterior. José coçou o nariz e disse ter sofrido um grave acidente de carro. Seus olhos se encheram d’água ao falar que seus filhos estavam no hospital. O cliente descobriu a mentira e cancelou o pedido que iria fazer. Em pouco tempo, o “vendedor” foi desligado da empresa.

→ Quem me contou essa história foi o palestrante Jean Oliveira.

Existem três possibilidades de alguém ser contemplado em um consórcio:

  1. Por meio de um sorteio.
  2. Quitando todas as parcelas.
  3. Dando o maior lance da assembleia.

Um conhecido foi até uma loja e o “vendedor” fez a seguinte promessa: “Nosso consórcio é diferente. Temos o plano consórcio premiado. Você paga um valor maior no primeiro mês e automaticamente é contemplado.”

Desconfiado, esse meu amigo pediu para atender uma ligação no celular. No próprio aparelho, consultou o nome da empresa no Reclame Aqui. Não ficou surpreso ao encontrar as muitas ocorrências de outros clientes irados. Obviamente, ele não assinou o contrato. Recentemente, me disse que o “vendedor” não trabalha mais naquela empresa.

Recebi, em meu escritório, um “vendedor” de telefonia. Ele pediu para fazer uma revisão em minha conta telefônica. Disse que meu contrato era antigo e que com essa revisão eu poderia pagar uma fatura menor. Ele preencheu um contrato manual com um preço realmente abaixo do que eu estava acostumado a pagar – e não havia nenhuma cláusula de tempo de fidelidade.

No primeiro mês, correu tudo bem (inclusive, o valor foi bem menor do que o cobrado anteriormente). Já no segundo mês, a fatura veio com o dobro do preço que eu pagava ANTES de o vendedor me visitar. Telefonei para a operadora para cancelar e fui informado de que o contrato era de um ano. Eu não poderia rescindir sem pagar uma multa rescisória. Como o vendedor trabalhava para uma franquia, telefonei para empresa para tirar satisfação. Assim que perguntei por ele, fui informado de que ele não trabalhava mais na empresa.

O “vendedor” de seguros foi recebido na residência. Disse para o dono da casa que aquele plano se chamava P.A.I. – Plano de Assistência para Imprevistos (nome fictício). E o seguro tinha esse nome justamente porque era um plano para a família inteira – afinal de contas, “é o pai que cuida da casa toda” (sic). Com esse argumento, conseguia vender muitos contratos por dia. Só que o plano era individual. Não dava cobertura para todos os integrantes da família. E quando o vendedor contou para os colegas de trabalho que utilizava essa estratégia, todos riram, porque acharam a história “criativa”. Quem me contou o caso foi o consultor Robson Escobar. Ele disse que o vendedor foi demitido. A empresa percebeu que famílias inteiras poderiam ser prejudicadas por essa “mentirinha”.

Todas essas histórias têm duas coisas em comum: pessoas que achavam que uma mentirinha não iria prejudicar ninguém e empresas que fazem o que é certo, que não toleraram as mentiras.

Infelizmente, no dia a dia, é comum encontrar líderes que fazem vista grossa e não se importam com a falta de caráter de algumas pessoas. Porém, verdade seja dita: vender não tem nada a ver com enganar as pessoas. A pessoa que engana não é um vendedor, é um picareta.

História bônus:

Recentemente, solicitei um orçamento para uma gráfica. No e-mail, expliquei vários detalhes. Disse que seria necessário um corte especial e uma tinta específica. Existe um aplicativo que se chama mailtrack.io. Com ele, é possível identificar quando e quantas vezes o e-mail foi aberto. Dois dias depois e após ter verificado que o e-mail tinha sido aberto três vezes, telefonei cobrando o orçamento. A pessoa disse que não tinha recebido o e-mail e perguntou se eu poderia enviar novamente. Enviei, só que para outra gráfica.


Leandro Branquinho é palestrante de vendas e liderança de vendas, tem a tatuagem “Eu Amo Vender” no braço e é podcaster no www.radiovendas.com.br

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