5 lições para sobreviver na selva

5 lições para sobreviver na selva

Sempre gostei de buscar desafios. Então, depois de ter atuado durante quase 30 anos (15 deles como gerente de uma grande empresa nacional) em uma área bastante abrangente e, ao mesmo tempo, ter criado, quase que sozinha, três filhos, estava realizada com o que vinha fazendo, mas resolvi parar por um tempo. Vivi um período sabático de seis meses em minha vida.      

 

Ao optar por essa pausa, observei como vivemos muitas situações e fazemos escolhas de forma solitária. Eu decidi, totalmente só, ir para a Amazônia e, somente depois disso, compartilhei e coloquei em prática minha decisão. Como meus amigos não podiam ir, optei por ir sozinha. Fiquei em um impasse entre realizar meu sonho de ir à selva ou aguardar outra oportunidade, mas decidi seguir adiante. No meio da floresta, dormi em rede, nadei em igapós e convivi com ameaças verdadeiras e ilusórias, entre outras sensações e fatos – era algo realmente desafiador. Em alguns momentos, questionei se era loucura, mas conseguia fazer um perfeito paralelo entre minha experiência na selva amazônica e a rotina diária que se vive nas grandes empresas.

Continuei a pensar sobre as muitas decisões que precisamos tomar a todo instante. O simples fato de enfrentar o trânsito, por exemplo, pode ser comparado a entrar na floresta. Então, o medo da aventura não poderia ser algo impeditivo. Mas tanto na selva como em nosso dia a dia não podemos ser ingênuos a ponto de não planejar e deixar de buscar um mínimo de informação antes de decidirmos algo. No entanto, um planejamento não pode ser rígido, sem análises e redirecionamentos. Na selva amazônica, tive de trocar o primeiro guia escolhido porque ele não transmitiu segurança alguma. A decisão de substituí-lo não foi fácil e, mais uma vez, precisei fazer isso sozinha e assumir todas as consequências de minha decisão. 

 

Não pare no meio do caminho

 

Na floresta, também tive de conviver com a insegurança de caminhar em trilhas que poderiam ter animais selvagens e plantas que, se fossem tocadas, imobilizavam e causavam sérias irritações. Esses perigos eram constantes, eu estava só e não tinha com quem dividir o medo ou a coragem de se arriscar.

 

Percebi como essa situação também é frequente no ambiente corporativo. Quantas vezes conquistamos um espaço em nosso trabalho e passamos por isso? Quando somos líderes, precisamos conviver com o sabor da solidão, pois é necessário mostrar caminhos. Se somos seguidores, que confiança temos em quem nos guia? Como saber quando colocar a mão em uma planta, já que ela pode ser venenosa? Tive de vencer todos esses medos, além de superar os sons estranhos, cheiros e sabores novos, o desconhecido e, principalmente, o próprio medo de ficar sozinha.

 

Tanto na floresta como em uma empresa, precisamos aprender a superar nossos medos e arcar com o resultado certo ou errado. Não podemos ficar parados no meio do caminho, sem decidir. Tenha cautela, acredite si mesmo, informe-se o máximo possível antes de fazer suas escolhas e lembre-se de que a primeira pessoa a ser convencida de que sua decisão está correta é você. Afinal, um grande obstáculo a ser superado é seu próprio medo de ter de escolher e se responsabilizar pelas consequências disso. Mas não se paralise, pois ficar aguardando e postergando é frustrante. Se tiver de decidir, faça isso agora mesmo!

 

5 grandes lições

 

Depois dessa experiência, aprendi algumas coisas:

 

  1. 1.     Sonhe e busque a realização.
  2. 2.     Antes de tomar uma decisão, pode ouvir os outros, pedir conselhos e discutir as opções com outras pessoas, mas é sempre você quem escolhe qual será o caminho a seguir, ou seja, a decisão final é unicamente sua – você é responsável pelas suas escolhas.
  3. 3.     As conquistas são o conjunto de pequenos atos. Então, não adianta correr atrás apenas do objetivo maior, e sim, todos os dias, conquistar uma parte menor ou um detalhe que será fundamental para obter o que você quer – e lembre-se de fazer aquelas tarefas que dão mais trabalho ou causam maior insegurança, chegando a aterrorizar às vezes. Em meu caso, na selva, tive muito medo de encontrar cobras nas trilhas, por isso procurei ter todas as informações e cuidados pelo caminho, sempre pensando na possibilidade de elas estarem por perto.
  4. 4.     Quando estiver trilhando o caminho rumo a seus objetivos, acredite que você é guiado por um ser superior, que pode, nas horas de mais desespero, fazer com se lembre de tudo o que já passou e ainda oferecer um ombro e uma luz.
  5. 5.     Depois de tomar a decisão e partir em busca de um grande objetivo, observe o que foi realizado. Celebre e não deixe de avaliar cada passo para ter mais acertos na próxima vez.

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