A divisão dos mundos

O mundo divide-se em dois tipos de seres humanos: os que vêm para serem compreendidos e entendidos por ele, e os que vêm para compreendê-lo e entendê-lo. O mundo divide-se em dois tipos de seres humanos: os que vêm para serem compreendidos e entendidos por ele, e os que vêm para compreendê-lo e entendê-lo.

Mas uma coisa é certa: tudo o que temos hoje nos negócios e na vida fez parte, em algum momento, da visão de mundo de alguém. Foi Marconi, por exemplo, que imaginou que poderíamos falar à distancia através das ondas do rádio. Foi Galileu Galilei que, observando as luas de Júpiter, imaginou que a Terra não poderia ser o centro do universo, como se acreditava. Aliás, um conceito simples que, com essa nova visão de mundo, alterou profundamente a filosofia e a ciência.

Nos negócios esse assunto é o que separa empresários bem-sucedidos daqueles que vivem “dando murro em ponta de faca”. O fato é que quando você pára e procura compreender aquilo que o cerca, o lado de fora da porta da sua empresa, você segue no caminho daqueles que vêm ao mundo para entender e compreender o que nos cerca. E, ao contrário, quando você tem problemas e fica reclamando, procurando culpados, pensa de forma indignada como o mercado não o entende, você joga no time daqueles que pensam e esperam que o mundo existe para compreendê-lo melhor.

O mais importante é que nos negócios e na vida, não existem “salas de estar” confortáveis e com serviço VIP, desenhadas para a sua plena satisfação. Tudo é imperfeito, existe o caos, a desorganização, os conflitos, a concorrência e os jogos de interesse. Porém, existem também imensas oportunidades aguardando pela criatividade da descoberta.

Então, lembre-se: realidade é o que você pensa. É a visão do mundo. Até porque o conforto não está pronto para ser consumido como produto na gôndola de um supermercado, embora você pode arquitetá-lo e construi-lo. E o primeiro passo importante é raciocinar profundamente sobre esta primeira e valiosa “divisão dos mundos”.

Faça uma séria auto-crítica sobre isso. Você joga e espera que o mundo esteja pronto para você, ou você sabe convictamente de que tudo é um imenso potencial para que você aja como transformador, criador, empreendedor?

Nos jornais, lemos todos os dias sobre diversas desgraças, como os suicídios, por exemplo. O que é um suicida senão uma pessoa que desanimou completamente sobre a possibilidade de entender e transformar o mundo? Quando o mundo não lhe oferece mais aquilo que desejava ardente e apaixonadamente, decide que não há mais razão para viver. Coloca a culpa no mundo. Fica vítima de si mesmo, da sua prisão mental, e fim! Ou quando alguém rouba e mata para obter aquilo que deseja. Essa pessoa acredita que o mundo é o responsável pelo seu abastecimento, pela satisfação dos seus desejos. E, dentro da sua limitada ignorância, pega o que pode ao alcance da sua mão, ainda que a morte de alguém seja o preço.

Quando uma empresa vai mal, quando o seu negócio não prospera, coloque a mão na consciência, converse com seu travesseiro, e jogue fora 80% das convicções que não prestam. Comece destruindo aquela falsa verdade interior que repete para você todos os dias: “você não é o problema, o problema é o mundo que não te entende!”. Ao contrário, sonhe e procure refletir ao lado de bons conselheiros, amigos de verdade, pessoas evoluídas, sobre a maior e mais importante missão da vida… existir, com a consciência de interpretar o mundo e, a partir disso, transformá-lo e melhorá-lo.

Acredite. É você que domina a vida, e nunca o contrário – não importa a situação que esteja vivendo.

Frase: ?Na briga entre mar e rocha, o primeiro sempre vence ? não pela sua força, mas pela perseverança? ? H. Jackson Brown

Para Saber Mais: O Vôo do Cisne, de José Luiz Tejon Megido (Editora Gente).

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