A eficiência dos cursos complementares no mercado de trabalho

Através da indústria da certificação, muitas pessoas pensam que ter um certificado basta. É preciso muito mais do que isso para ter uma carreira de sucesso. Há alguns dias, conversava com um amigo que está cursando o último semestre de pós-graduação em uma renomada instituição de ensino reconhecida nacionalmente. Perguntei o quanto o curso estava agregando à sua carreira profissional. E a sua resposta foi curta: ?O curso é só para constar em meu currículo, pois o que é passado nele pouco acrescentará em minha vida profissional.?

Não é de se espantar que ele faça esse tipo de colocação, pois a todo momento somos surpreendidos pelos meios de comunicação com chamadas do tipo: ?Para se destacar no mercado, faça sua pós ou MBA na universidade tal e garanta sua vaga no mercado.? Como se diz por aí, é a indústria da educação ou da certificação? Parece que mais importante do que saber é ter um certificado. Mas, o que se pode esperar dessa indústria quando ela não respeita o controle de qualidade, que, nesse caso, é exigir do aluno, no mínimo, uma média sete para poder concluir o curso?

Semestralmente, são lançados no mercado milhares de novos profissionais sem o preparo adequado para assumir um trabalho. Talvez, esteja aí a explicação para o fato de as empresas fazerem tantas exigências para o preenchimento de suas vagas. Pesquisando em um site de busca de vagas de emprego, chamou-me a atenção uma dessas exigências: ?Falar e escrever corretamente a Língua Portuguesa.? A expressão estava até em negrito, o que me faz deduzir que nem todos estão à altura.

Quero deixar claro que sou a favor da formação do indivíduo e que acredito muito na educação. Minha indignação está na forma de como isso é apresentado ao mercado. Penso que as instituições deveriam levar a sério o seu propósito, a sua missão como instituição. O seu dever mais nobre que é o de preparar o indivíduo para vida, seja no campo profissional ou pessoal, transmitir conhecimento, favorecer o questionamento e o aprofundamento das questões humanas, sociais e políticas.

Aprendi com minha trajetória profissional que ser graduado é necessário, mas o diferencial competitivo está nos cursos extrafaculdade. Esses é que me deram as informações necessárias para o desempenho do meu papel. Assim como eu fiz, cada vez mais pessoas estão buscando conhecimento e informações em cursos segmentados, para melhorar suas habilidades na escrita e na fala, na gestão de pessoas, no uso de recursos de informática, no marketing pessoal, entre outras áreas.

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