A empresa que rega a cidadania

O sucesso empresarial, a prosperidade e a solidez nos negócios é tudo que uma empresa pode querer? Para algumas sim, mas tem que almeje mais. O sucesso empresarial, a prosperidade e a solidez nos negócios é tudo que uma empresa pode querer? Para algumas sim, mas tem que almeje mais.

Foi o que aconteceu com as empresas Randon ao criar, junto ao seu complexo industrial em Caxias do Sul (RS), o projeto Florescer: ação social voltada para crianças e adolescentes de 7 a 14 anos de idade com menos oportunidades econômicas e sociais, que estudam em escolas da rede pública. O programa oferece atividades pedagógicas, culturais e esportivas a mais de 350 educandos, em centros de educação livre, que funcionam em turno complementar ao da escola formal.

As crianças matriculadas, selecionadas dentro do critério de vulnerabilidade social, freqüentam o Florescer gratuitamente, com a finalidade de promover sua formação integral e inclusão social, em um processo de educação livre e multidisciplinar .

Elas têm assistência na realização das tarefas escolares diárias, atividades de inglês, informática, prática esportiva, canto-coral (música instrumental, com estudo de violinos e flauta), teatro, culinária, além de debates sobre ética, meio ambiente, cidadania e sexualidade. Recebem, ainda, transporte e alimentação.

Raul Randon, presidente da organização, defende a tese de que não é difícil administrar um programa desta natureza porque os benefícios suplantam quaisquer dificuldades. ?O obstáculo maior está na tomada da decisão. Basta querer fazer?, afirma ele referindo-se a outras empresas que poderiam seguir caminho semelhante.

Desde 2003, a metodologia do Programa Florescer é disponibilizada de forma gratuita pelas Empresas Randon como modelo a outras companhias que quiserem adotar iniciativa semelhante. Trata-se da Franquia Social, cujo objetivo é multiplicar a ação. A empresa Rodorib Tecnologia Rodoviária Ltda, em Ribeirão Preto (SP) é uma franqueada.

Colaboradores Mas tão interessante quanto o projeto é o envolvimento de 100% dos 6.800 funcionários. O Florescer tem um custo estimado em R$ 200 por criança/mês e cada funcionário faz uma contribuição espontânea mensal de R$ 2 a R$ 10.

De acordo com Maria Tereza Casagrande, gerente administrativa corporativa, após o programa ser implementado, ?os funcionários começaram a ter um carinho especial pelas crianças, que convivem diariamente com eles.? Segundo ela, este ponto foi fundamental para motivá-los a contribuírem com o programa.

?A empresa que gera riqueza só tem sentido se contribuir para o desenvolvimento da sociedade?, acrescenta a gerente. Para ela, o fato de os colaboradores perceberem uma atuação responsável da empresa promove neles um sentimento de realização profissional também.

Arte O Coro Infanto-Juvenil do Programa Florescer e a Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul lançaram, em agosto deste ano, um CD, que representa um grande aprendizado para os jovens cantores. A orquestra atende os alunos do programa com aulas de violino, flauta-doce e canto coral.

Hoje, o Coro Florescer, com a regência de Maristela Carneiro, conta com 88 coralistas de 9 a 15 anos que participam de apresentações com a orquestra e já integraram as atividades de grandes eventos, como o Natal Luz de Gramado.

O CD tem cunho estritamente institucional, pois visa mostrar a importância e o resultado quando educação e música andam em compasso. Ele é distribuído aos públicos relevantes das Empresas Randon, como: funcionários, clientes, fornecedores e acionistas.

Tão interessante quanto o projeto é o envolvimento de 100% dos 6.800 funcionários . ?O progresso começa com a crença de que o necessário é possível.? ? Norman Cousins

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