A escada da capacitação profissional

Conheça os degraus da escada da capacitação profissional e veja o que é recomendável para chegar ao topo Imagine uma escada com quatro degraus: operações, gerências, diretoria e proprietários. Nesta ordem, de baixo para cima.

No primeiro degrau, estão as operações, processos, tarefas, atividades, papelada, burocracia, e as pessoas acostumadas a fazer apenas o que pedem, cumprir rotinas sem sair da linha, sem arriscar o ?pescoço?. Com isso, estacionam e começam a falhar em novas situações não previstas.

Se os colaboradores que estão nesse degrau não forem desenvolvidos, à medida que as operações se tornarem mais complexas, se tornarão descartáveis e terão de ser substituídos por outros com formação melhor e capacitação mais abrangente.

É quase uma questão de sobrevivência para as empresas manter um processo de capacitação constante e crescente dessas pessoas, mesmo porque, são elas que estão na batalha diária, que geram os resultados.

Essa capacitação poderá ser melhorada e agilizada, se houver uma formação universitária, abrindo-se as mentes para novos conceitos, alterando-se o ambiente para novidades gerenciais e operacionais e quebrando-se a resistência às mudanças, através do aumento da percepção que virá por meio dos estudos.

Recomenda-se, para esse nível, participar de eventos setorizados, palestras e cursos de formação e aperfeiçoamento, cursos universitários direcionados (seqüenciais), etc.

No segundo degrau, estão as gerências, as decisões gerenciais ligadas ao primeiro degrau, que precisam ser tomadas para evitar problemas maiores, como aprovação dos cheques que são dados pelos clientes, liberação de entrega das mercadorias, viagens e contatos pessoais com clientes. É o chamado degrau coração, já que movimenta a empresa e precisa ter as pessoas melhores preparadas.

Quando os gerentes são oriundos do primeiro nível e permanecem apenas com a vivência prática, empírica e experiência adquirida em anos de labuta, seu grau de resistência às mudanças é muito alto, seja de forma direta ? ?eu não vou? ? ou indireta ? ?o.k., eu vou, só que depois não vá e arrume desculpas?.

Essa é uma situação que atinge a maior parte das equipes gerenciais de muitas empresas, sem formação adequada e com grande resistência às mudanças, fugindo dos eventos e cursos e somente indo quando a diretoria ?pede? ou ?obriga?.

Para esses, recomenda-se que participem de cursos, palestras e eventos, como um meio de alterar sua percepção do ambiente, quebrar sua resistência à mudança e melhorar seu perfil executivo e sua capacitação. Cabe à diretoria estimular essa participação dos gerentes, com foco num objetivo maior ? suas metas.

No terceiro degrau se encontra a diretoria, as decisões de maior peso corporativo, como compras e vendas de ativos (veículos, imóveis, máquinas, contratação de executivos e serviços). Seus diretores, que também podem ser executivos contratados, precisam ter formação e experiência suficiente para ?surfar? nas ondas das mudanças políticas e econômicas sem cair da prancha.

Precisam ter visão geral do negócio ? todos os setores ? e conviver bem tanto com seus clientes como com seus principais fornecedores, visando torná-los parte do sucesso, na sua cadeia produtiva.

O grande risco de não desenvolver os níveis anteriores é que a empresa poderá não ter pessoas capacitadas para dirigir novas unidades de negócio, porque suas gerências e encarregados são limitados, não se interessaram em estudar, e também a diretoria não os incentivou.

Recomenda-se, para esse nível, uma formação mínima de curso superior e aperfeiçoamentos em MBA Empresarial, cursos rápidos, palestras, seminários, visitas ao mercado (concorrentes, parceiros, fornecedores, clientes), para ter uma visão ampla dos negócios. Ou contratar profissionais de fora, executivos do mercado que tenham essa capacitação.

No último degrau dessa escada, estão os proprietários, as decisões que podem tornar a sobrevivência dos negócios melhor ou pior. Uma ?canetada? errada pode acabar com uma empresa, num investimento errado. Um acerto pode trazer milhões de lucro.

É recomendável, para esses, viagens constantes ao mercado, eventos e feiras do setor, viagens ao exterior para ver modelos mais atualizados, conhecer concorrentes melhor aparelhados tecnicamente, estreitar a parceria com seus fornecedores e clientes, criar um elo, uma cadeia produtiva forte. Não se pode esquecer da formação, com no mínimo curso superior e MBA Executivo em escolas renomadas, além de comparecer a palestras do setor e grandes eventos corporativos.

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