Era uma vez um homem que tinha uma Galinha. Subitamente, em ida inesperado, a Galinha pôs um ovo de ouro. Ouro! Outro dia, outro ovo. Outro ovo de ouro! O homem mal podia dormir. Era uma vez um homem que tinha uma Galinha. Subitamente, em ida inesperado, a Galinha pôs um ovo de ouro. Ouro! Outro dia, outro ovo. Outro ovo de ouro! O homem mal podia dormir. Esperava todas as manhãs pelo ovo de ouro ? clara, gema, gala, tudo de ouro! ? que o tirava da miséria aos poucos, e aos poucos ia guindando ao milionarismo. O fato, que antigamente poderia passar ao despercebido, na data de hoje atraía verdadeiras multidões. E não só multidões. Rádios, jornais, televisão, tudo entrevistava o homem, pedindo-lhes impressões, querendo saber detalhes de como acontecera o espantoso acontecimento. E a Galinha, também ia dando aqui e ali seus shows diante dos jornais, câmeras, microfones. Certa vez até, num esforço de reportagem , conseguiu pôr um ovo diante da câmera da TV Tupi. Porém, o tempo passou e muito antes que o homem conseguisse ficar rico, a Galinha deixou de botar ovos de ouro. Desesperado, o homem foi ocultando o fato, até que certo dia, não se contendo mais, abriu a galinha para apanhar os ovos de que ela tivesse lá dentro. Para sua decepção não havia mais nenhum.
Então o homem ? espírito bem moderno ? resolveu explorar o nome que lhe ficara do acontecimento e abriu um enorme restaurante, com o sugestivo nome de Aos Ovos de Ouro. E isto lhe deu muito, muito mais dinheiro do que a Galinha propriamente dita.
MORAL: Cria galinhas e deita-se no ninho
Livro: Fábulas Fabulosas – Editora Nórdica.


