Júpiter deu a notícia de que pretendia escolher um rei para os pássaros. Marcou então uma data para que todas as aves do seu grande reino comparecessem diante de seu trono. Júpiter deu a notícia de que pretendia escolher um rei para os pássaros. Marcou então uma data para que todas as aves do seu grande reino comparecessem diante de seu trono. O pássaro mais bonito seria declarado rei por Júpiter. Foi grande a falação. ?Mas isto é injusto?, disse o pardal, com suas penas cinzentas sem graça. ?Realmente, Júpiter foi injusto conosco?, retrucou o abutre, com sua cara feia de dar dó. Mas como palavra de rei é palavra de rei, as aves começaram a agir.
Querendo arrumar-se o melhor possível, foram tomar banho e alisar as penas às margens de um arroio. A gralha também estava lá no meio dos outros, só que tinha certeza de que nunca ia ser escolhida, porque suas penas eram muito feias.
“Vamos ter que dar um jeito nisso” – pensou ela.
Depois que os outros pássaros foram embora, muitas penas ficaram caídas pelo chão. A gralha então recolheu as mais bonitas. Eram muitas! Fez mais uma seleção das mais belas entre as belas penas, e prendeu-as em volta do seu corpo. O resultado foi deslumbrante: nenhum pássaro era mais vistoso e colorido do que ela.
Quando o dia marcado chegou, os pássaros se reuniram diante do trono de Júpiter; Júpiter examinou uma a uma das aves. E escolheu a gralha para rei. Já ia fazer a declaração oficial quando todos os outros pássaros começaram uma grita geral. Foram todos avançando para o futuro rei, e arrancaram suas penas falsas uma a uma, mostrando a gralha exatamente como ela era.
Moral da história: Belas penas não fazem belos pássaros.
Fábula de Esopo


