A magia da liderança

Quer conversar com um especialista?
Entre em contato!

A frase ?uma empresa será bem-sucedida se líderes e funcionários se unirem em torno de um objetivo? já deve ter sido escutada ou lida por você, em algum momento da sua vida. Mas como fazer isso? A frase ?uma empresa será bem-sucedida se líderes e funcionários se unirem em torno de um objetivo? já deve ter sido escutada ou lida por você, em algum momento da sua vida.

Mas como fazer isso?

A resposta é: acrescente a essa máxima os ingredientes reação ao ambiente, liderança capaz e fluxo de informação eficiente.

Para que possa aplicar, na prática, a teoria de unificar a empresa em torno de um objetivo comum, o líder tem de ser dotado de uma conduta exemplar que deriva do caráter nobre e de um comportamento condizente. Precisa ser capaz de criar e manter a harmonia entre a equipe e na empresa em geral. Mas exercer o papel da liderança não é tão simples assim.

Desenvolver o chamado grau de resiliência, ou seja, a capacidade de se adaptar ao ambiente sem mudar sua essência, é primordial. Um exemplo de resiliência? Ao entramos no cinema, quando o filme já iniciou e o ambiente está na penumbra, não enxergamos nada a princípio. Daí alguns segundos, nossas pupilas se dilatam e conseguimos visualizar o ambiente apesar da escuridão. Porém, ao sairmos novamente para um local iluminado, nossas pupilas retornam ao estado habitual. Em suma, precisamos aprender a mudar a forma como lidamos com uma situação ao invés de tentarmos mudá-la, pois, muitas vezes, forçar a mudança pode ser uma luta inglória.

Fraquezas e virtudes ? Mas só isso não basta, é preciso exercer uma liderança capaz. Talvez aqui resida o maior desafio, porque requer superar as fraquezas e desenvolver as virtudes. As fraquezas são a imprudência, insegurança, volatilidade e sensibilidade excessiva a críticas. Já as virtudes são a integridade, coragem, gentileza, disciplina e sabedoria. Por isso, elogios também precisam fazer parte das palavras que um bom líder expressa aos membros de sua equipe.

E, por fim, o líder precisa ser um canal de informação clara e precisa. Vou tomar como exemplo a história de Sun Tzu, autor de A Arte da Guerra. Há 2.500 anos, o rei Ho-Lu, do Estado de Wu (China), ao ler o tratado pediu que convidassem o autor a visitar o palácio para testar a eficiência das idéias apresentadas. Sun Tzu, então, dividiu as concubinas do rei em dois grupos, sendo cada um comandado por uma concubina favorita de Ho-Lu. Após explicar os principais elementos dos exercícios militares, perguntou se elas haviam compreendido as regras. Todas afirmaram que sim. Sun Tzu iniciou as ordens, mas as mulheres começaram a rir. Diante disso, ele ordenou o enforcamento das duas líderes ? as concubinas favoritas do rei. E Ho-Lu nada pôde fazer, pois estava no acordo que o autor teria o poder de decisão. Após a execução, Sun Tzu escolheu outras duas líderes e prosseguiu com os exercícios. Ninguém riu e tudo foi realizado segundo as instruções.

Qual a moral dessa história? Se os regulamentos não estiverem claros o suficiente e as ordens não forem plenamente compreendidas, o erro é do comandante. Se as regras estão claramente definidas e esclarecidas, mas ninguém as segue, a falha está no líder. Mais que isso: se você aprecia as palavras, mas não tem coragem suficiente para colocá-las em prática, algo dará errado.

Essa obra de Sun Tzu, traduzida para a Língua Portuguesa por diversas editoras e que também possui outras versões publicadas por autores que a aplicaram em sua estratégia, inclusive na comunicação e no marketing, nos mostra o quanto é fundamental saber reagir ao ambiente, exercer uma liderança capaz e promover o fluxo de informação eficiente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Conteúdos Relacionados