A magia do varejo natalino

Por que uma estratégia bem definida pode mudar tudo nesta época do ano Por que uma estratégia bem definida pode mudar tudo nesta época do ano

Uma das mais coloridas celebrações da humanidade, o Natal, por si só, já é carregado de magia. Por mais que se conteste a data ou a influência que ela sofre pela mais diferentes culturas e crenças mundiais, não há como ignorar o quanto ela é importante, calorosa, envolvente e marcante para a humanidade.

A data comemorativa mais esperada do ano pelo comércio está chegando e mostrando que, a cada ciclo natalino, os hábitos e a forma de comprar das pessoas mudam. Em um mundo em que as mudanças são quase passíveis de gerenciamento, os valores, temerosos de julgamentos e o poder aquisitivo das massas, em fase de transformação constante, é no Natal que finalmente eles se revelam para uma análise, ainda que um pouco distorcida do que a magia representa para a economia e para a estratégia do varejo brasileiro.

A experiência do Natal

Já é comprovado que hoje ninguém mais vai às compras de Natal procurando o que há de mais barato, mas sim em busca do que chamamos de experiência natalina. Para entrar no clima das cores, músicas e espírito fraterno que transforma uma fantasia de compra quase em uma cantiga de valores, que nos remete a algumas lembranças da nossa infância e que pode ser decisiva no processo da compra. É preciso mais que lindos papéis de presente e muitos produtos nas prateleiras.

Eu diria que o Natal ainda remete a compras emocionais, e é o momento certo para a conquista de novos clientes, fidelização dos antigos e também para garantir um faturamento que possa refletir positivamente durante todo o ano seguinte.

A importância da estratégia

Mas para que isso tudo aconteça é preciso lembrar da importância da estratégia, afinal, sabemos o quanto à falta de organização compromete o faturamento e o volume das vendas.

Se pegarmos o varejo, por exemplo, perceberemos a diferença que faz uma decoração envolvente, o investimento em publicidade, uma política promocional forte, formas de pagamento diferenciadas e um atendimento singular. Ora, de nada adianta um estoque reforçado, planejado a cada ano com mais antecedência, se a magia do Natal se perder na concorrência.

E o que eu quero dizer com isso? Quero dizer que o varejo está cada vez mais preocupado com a logística e com o aumento do volume das vendas ? ainda que os pontos destacados sejam de extrema importância ? que acaba se esquecendo do principal: tocar o coração das pessoas para o despertar da experiência natalina.

O planejamento do Natal

Será que cinco mil anos de história de comércio presencial estão caminhando para um novo ciclo? O que está faltando ou sobrando para que esse quadro de mudança de hábito seja alterado dessa maneira? Como estarão os nossos hábitos de consumo, nos próximos dez anos?

A verdade é que, nessa briga, vencerá quem tiver inteligência o bastante para saber avaliar o limite entre a necessidade física, emocional, senso de urgência, ganho de tempo, confiança e envolvimento das pessoas.

Com uma estratégia bem definida, o varejo tradicional terá tempo suficiente para se preocupar e investir nos detalhes que farão toda a diferença, podendo reduzir os aspectos negativos que acabam refletindo em perda de clientes. Afinal, um Natal mais bem planejado rende muito mais.

O alinhamento da magia do Natal com a magia do varejo, em geral, e com a magia que as pessoas buscam em suas essências é o caminho mais curto para a sobrevivência das árvores, dos presentes, das velas, das estrelas, dos cartões, das comidas típicas, dos presépios e principalmente da alegria, da paz e da esperança que o Natal remete ao coração de cada um de nós. Isso não tem preço, e é o tipo da coisa que a internet ainda não sabe suprir. É mágico, e manter essa chama acesa só depende das atitudes e da capacidade de reinvenção de cada um de nós.

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