A mensagem de Augusto Cury: seja autor da sua história

O psiquiatra Augusto Cury tem seus livros publicados em mais de 40 países e já vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares, tornando-se o escritor brasileiro de maior sucesso comercial, hoje. O psiquiatra Augusto Cury tem seus livros publicados em mais de 40 países e já vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares, tornando-se o escritor brasileiro de maior sucesso comercial, hoje. O segredo para conquistas tão importantes? Sua mensagem profunda, porém acessível. :

Como um poeta, ele toca os corações. Como um cientista, ele revela. Como um professor, ele ensina. A destreza com que transmite a sua mensagem permite ao leitor ou ao ouvinte de suas palestras entrar no complexo mundo das emoções sem sentir o efeito incômodo que a falta de conhecimento técnico do campo psiquiátrico poderia produzir. :

O funcionamento da mente humana é o grande tema de Augusto Cury, e a essência da sua mensagem é o autodiálogo. As pessoas precisam aprender a viajar para dentro de si e a perguntar por que estão ansiosas, irritadas, solitárias, com medo, observa. ?É necessário aprender a intervir em seu próprio mundo, se tornar autor da sua história. Quando o mundo nos abandona, a solidão é tolerável, mas quando nós mesmos nos abandonamos, a solidão é quase insuportável?, afirma. :

Sentido da vida Em sua palestra, proferida na última edição da ExpoCristã, Cury iniciou com uma pergunta que leva, no mínimo, a parar para pensar: ?Qual o sentido da sua vida??. Sua resposta não é pronta, mas dá-se através de uma explanação de uma hora e meia sobre sonhos, projetos de vida, auto-abandono, relacionamento, criatividade. :

Para ele, nós temos vivido em uma sociedade de pessoas auto-abandonadas, que não conseguem, minimamente, conversar com seu próprio ser. ?O que pensamos quando vemos uma pessoa conversando sozinha? Louca! Sabe por que as pessoas que têm surto psicótico conversam sozinhas? Porque é uma das raras coisas saudáveis que eles fazem. Enquanto nós, que nos consideramos normais, não dialogamos com nossos medos ou confessamos a nossa estupidez e a nossa insegurança?, diz. :

Cury critica a sociedade moderna ao afirmar que ela se tornou uma fábrica de pessoas estressadas. Ele observa que, com o refinamento dos sistemas de comunicação, o século XXI deveria ter a geração mais notável, pois pode facilmente cruzar os muros que interferem no diálogo entre as pessoas. ?Mas, ao contrário, o que temos hoje é a geração mais doente, ansiosa, depressiva, fóbica, escrava. Quem já falou para seus filhos ou para o seu cônjuge sobre o dia mais triste da sua vida? Quem já falou sobre os momentos mais cálidos, excitantes? Quem já perguntou para as pessoas que ama: ?Quais são os seus sonhos? Quais as perdas mais relevantes? Em que eu errei com você??? :

Somos uma sociedade mutista, Cury acredita, porque falamos sobre o homem que está, mas nos calamos sobre o homem que é. Ele aponta que, quanto mais uma pessoa tem sucesso, seja no campo intelectual, financeiro, social ou espiritual, maior é a tendência a se isolar, se enclausurar em seu mundo e não trocar experiências de vida. ?Quanto mais sucesso ela tem, mais se torna uma máquina de atividades. Ela tem medo de falar com o outro e, pior ainda, medo de falar consigo, de ter o autodiálogo.? :

?Janelas killers? O psiquiatra explica a questão das ?janelas killers? (ou zonas de conflitos) que temos no inconsciente. Em milésimos de segundo, o estímulo visual ou sonoro ? uma decepção, uma crítica ? penetra nas entranhas do córtex cerebral e abre as ?janelas killers?, bloqueando outras janelas, devido ao acúmulo de tensão, fazendo-nos reagir estupidamente. :

?Quantas vezes você reage sem pensar, sofre por pequenas coisas, se angustia por um futuro que não aconteceu ou rumina sordidamente um passado e se esmaga por um sentimento de culpa? Um conjunto de estímulos estressantes pode formar um corpo de ?janelas killers? e enclausurar-nos no único lugar em que devemos ser livres: dentro de nós, sem desprezo.? :

Sobre o desprezo, ele ressalta que é uma das experiências mais dramáticas do sofrimento humano. Se alguém é discriminado, rejeitado, exposto publicamente, há um registro automático da memória, de maneira privilegiada. Às vezes, o desprezo, uma palavra agressiva, dirigida a alguém publicamente se torna inesquecível, e a pessoa pode acreditar que nunca mais terá liberdade, espontaneidade para se relacionar com outra pessoa. :

?Um aluno em uma sala de aula, rejeitado, exposto publicamente pelo seu professor, pode ficar traumatizado, a ponto de enclausurar e abortar a inteligência. Quando você consegue entender, pelo menos um pouco, o teatro da mente humana percebe que toda discriminação é uma barbaridade, um ato desinteligente. Toda a rejeição e exclusão confrontam com a sabedoria.? :

Modelo Cury usa como modelo principal de comportamento sadio o exemplo de Jesus: ?Mais importante do que os erros de uma pessoa é a pessoa que erra. Jesus nunca expôs publicamente os erros de uma pessoa. Se você faz isso, comete um grave erro. Jesus nunca pediu conta das faltas e atrocidades cometidas pelos homens. Sabe por quê? Porque Ele era uma pessoa bem resolvida, tinha auto-estima sólida. Era um homem apaixonado pela vida. Tinha grandes sonhos, e o maior deles era envolver cada ser humano, conhecê-lo, tocá-lo, amá-lo.? :

O psiquiatra conta o desenrolar da passagem bíblica que mostra quando um pequeno grupo de radicais religiosos trouxe a mulher adúltera para Jesus, para que pudessem usá-la como isca para destruí-lo. ?Perguntaram qual era a sentença de Jesus para aquela mulher. Se Ele dissesse: ?Que seja apedrejada!?, livraria a sua pele, mas destruiria seu discurso e seu amor pelo ser humano. Se respondesse: ?Não a matem!?, Ele e a mulher seriam apedrejados, pois iria contra a tradição daqueles radicais. :

Qual a foi a primeira resposta de Jesus? A frase ?Quem não tem pecado atire a primeira pedra?? Não, essa foi a segunda. A primeira resposta foi o silêncio, quando Ele abaixou-se e começou a escrever na areia. Ele escrevia no teatro da sua mente. :

Não se obrigue a dar respostas quando alguém agredir você. O silêncio nunca é mal-interpretado. É a maior arma contra a arrogância. No silêncio, devemos encontrar a maior força e entender que por trás da pessoa que está ferindo você, está a pessoa ferida.? :

História pessoal Uma pessoa que quer construir grandes sonhos precisa ser autora da própria história. O psiquiatra explica que o autor de um livro tem a liberdade para concluir as frases com segurança e inteligência e pode conduzi-las a qualquer momento. ?Há algum grande autor que não cometeu erros ao longo da sua escrita? Que reciclou textos, que mudou as idéias? Só não muda de idéia quem não tem idéias, quem tem a necessidade neurótica de estar sempre certo, causando transtorno dramático para os outros e também para si. Por isso, seja autor da sua própria história?, diz. :

?Ser autor da própria história é pensar no amanhã suficientemente para ter subsídios para encontrar respostas para o presente. É transformar os dias mais tristes da sua vida nos momentos mais importantes.? Além de ter de ser autor da própria história, Cury cita outros pontos como fundamentais no processo de realização dos sonhos. :

§ Perseverança ? Quem não tem perseverança não suporta o calor da jornada. :

§ Disciplina ? Não basta ter garra, transpirar, é necessário ter cadenciamento. Disciplina sem sonhos produz pessoas autômatas. Sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas:

§ Força ? Sonhos não determinam o lugar em que você vai chegar, mas é a força necessária para retirá-los do lugar em que está. :

§ Riscos ? Quem tem grandes projetos e sonhos tem de correr alguns riscos, como ser debochado, rejeitado, zombado. Não espere que as pessoas o compreendam e o apóiem nos momentos mais importantes da sua vida. Você tem de seguir a visão interior. Se você perder o foco, a visão interior, em algum momento você vai jogar tudo para o alto. :

§ Criatividade ? Você tem de libertar o leque da criatividade. Versatilidade é fundamental no processo criativo. :

Novo livro Além dos sucessos Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, A Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres e Nunca Desista dos seus Sonhos (todos pela Editora Sextante), Cury se prepara para lançar, ainda neste semestre, o livro O Segredo do Pai Nosso ? A Solidão de Deus. Uma análise filosófica e psicológica do texto mais conhecido do mundo. :

Para o psiquiatra, Deus é uma verdade científica, porque só a existência pode gerar a existência. ?Em algum momento de qualquer teoria da evolução de Darwin ? que conheço e sobre a qual dei aula ? , nós temos de colocar Deus, caso contrário vamos atingir o nada?, afirma. :

Ele considera que Deus tem necessidades psíquicas, e a maior delas é a de superar a solidão. ?A primeira lei de Moisés, ?amar a Deus sobre todas as coisas?, revela que Deus precisa ser amado. E um pai só existe se tiver filhos que tenham o mesmo nível de complexidade para trocar experiências com ele.? :

Cury fala também da importância da segunda lei, ?amarás ao próximo como a ti mesmo?, como ponto central para ser uma pessoa saudável. ?Amem, pois só o amor liberta. Só o amor irriga a emoção, traz esperança ao caos, dá-nos força quando o mundo desaba sobre nós. A pessoa que não se ama, não tem romance em sua vida, não tem auto-estima, não pode ser saudável.? :

?Uma pessoa que quer construir grandes sonhos precisa ser autora da própria história? :

?Sonhe em fazer da sua vida uma experiência única, criar relacionamentos saudáveis, em romper a sua solidão? :

?Um conjunto de estímulos estressantes pode formar um corpo de ?janelas killers? e nos enclausurar? :

?Não se obrigue a dar respostas quando alguém agredir você. O silêncio nunca é mal-interpretado. É a maior arma contra a arrogância?

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