Qualquer dia nós podemos amanhecer e escolher a mudança. Podemos escolher aplicar a disciplina necessária à mudança. Qualquer dia nós podemos amanhecer e escolher a mudança. Podemos escolher aplicar a disciplina necessária à mudança. Podemos abrir um livro, ler um artigo ou assistir a uma palestra e encontrar a idéia inspiradora. Podemos escolher começar uma nova atividade que irá ser o motor de muitas outras mudanças. Podemos nos colocar em um processo de contínua mudança que nos fará ter uma saúde e qualidade de vida melhor.
Podemos também escolher não fazer nada. Se mudar for algo muito desconfortável, podemos ficar do jeito que somos. Podemos escolher o descanso no lugar do trabalho, a diversão no lugar da educação, a ilusão no lugar da verdade ou a dúvida no lugar da confiança. Podemos nos deixar entorpecidos por horas, todos os dias, na frente da televisão ou ainda em um bar sorvendo álcool em suas diversas formas, criando um mundo imaginário de bem-estar inexistente.
O tempo e a satisfação ? A observação tem mostrado que as pessoas mais infelizes são as que têm mais medo de mudança. Será que é o nosso caso? Outros dizem que não têm tempo. Por que é que nunca se tem tempo para fazer as coisas direito, mas sempre se tem tempo para fazê-las de novo por ter feito errado?
Se acharmos que as coisas estão boas do jeito que estão, nos perguntemos até quando isso vai durar. Se estamos insatisfeitos é porque já passou a hora de mudarmos. É hora de arrancarmos as unhas curvas, as penas pesadas e quebrar o bico curvo como faz águia. Deixarmos crescer algo novo que dá, ao mesmo tempo, muito trabalho e um imenso prazer de viver.
Margareth Thatcher disse: ?Lembre-se de um final de dia em que você estava supremamente satisfeito. Certamente não era um dia em que você passou jogado em uma rede ou em um sofá não fazendo nada, mas sim um dia em que tinha um monte de coisas para fazer e você conseguiu fazer tudo?.Então, mãos à obra. Todos nós sabemos o que devemos fazer para evoluir. Dentro de nós estão todas as soluções que precisamos. O que vamos buscar são informações para fazer melhor.
Princípios básicos e velhos hábitos ? Não se pode esquecer o que disse Lao Tsé: ?Na busca do conhecimento, cada dia algo é adquirido. Na busca da sabedoria, cada dia algo é abandonado?. Muitos de nós confundem a nobreza de manter intactos os princípios básicos tais quais a integridade, honestidade, responsabilidade, comprometimento e ética, com a manutenção de velhos hábitos que nos puxam para trás. Os princípios são a referência que estabelece limites. Os hábitos envelhecidos são marcas provocadas pela repetição sem criatividade no jeito de fazer as coisas. Não têm nem o charme da tradição cultural.
Se queremos mudar devemos nos propor flexibilidade. Como desenvolvê-la? Quebrando rotinas: comendo coisas que nunca comemos; sentando em um lugar diferente a cada refeição em casa; vendo um canal diferente de televisão a cada dia; lendo jornais e revistas diferentes; freqüentando igrejas diferentes; mudando o estilo de nossas roupas; fazendo caminhos diferentes em nossos roteiros; começando nossas entrevistas de jeitos diferentes a cada cliente; etc. Se reclamamos do mundo que não coopera para nossos objetivos de mudança, devemos lembrar Gandhi, que disse: ?Você precisa ser a mudança que deseja ver no mundo?.
Não somos postes fincados no chão. Nós somos capazes de alterar o rumo das coisas. Podemos escolher novos lugares e os caminhos para chegar até eles. Os chineses antigos diziam que uma pedra preciosa não pode ser polida sem a fricção, assim como o homem não pode progredir sem provações. A história da humanidade está repleta de exemplos de que vale o esforço da mudança.
?Não podemos voltar atrás e fazer um novo começo, mas podemos recomeçar e fazer um novo fim?
Ayrton Senna
Assim seja!


