As mudanças são atitudinais ou são comportamentais. Mas qual é a diferença? A nossa experiência de 18 anos ajudando pessoas a conseguirem uma melhor atuação profissional através de uma melhor comunicação deu-nos um aprendizado complementar, e quero compartilhá-lo com as pessoas preocupadas com sua evolução que acreditam que ela acontece a partir do empenho pessoal nessa direção.
Primeiramente, vamos entender quais são as mudanças que podemos e, muitas vezes, precisamos empreender:
As mudanças são atitudinais ou comportamentais. Mas qual é a diferença?
As atitudes são os nossos valores, são a composição do nosso mundo cognitivo, o conjunto de crenças e valores que estabelecem os nossos critérios sobre o que é certo e o que é errado, enquanto, os comportamentos são as nossas ações, o conjunto de atividades que nosso esforço realiza. Em síntese, é o pensamento, e comportamento é ação.
Partindo dessa premissa, podemos fazer uma análise sobre a congruência ou incongruência do que pensamos ou acreditamos e a ação.
Há uma necessidade de mudanças na nossa atitude, quando temos baixa auto-estima e, em função disso, nos escondemos em uma pseudozona de conforto, protegendo-nos, mas também, nos impedindo de realizar o que desejamos ou realizar os nossos sonhos. Um exemplo simples: uma pessoa recebe um convite para dar aula ou fazer uma palestra. Fica apavorada, ansiosa, com medo e fala sobre a sua incompetência, porque não sabe falar em público e mais isso e aquilo.
A mudança que observamos a ser trabalhada é a atitudinal, ou seja, ajustar a sua crença à realidade.
Por outro lado, pensemos em uma pessoa que precisa processar uma mudança comportamental. Imaginemos uma pessoa que se diz corajosa e, claro, a coragem é uma das forças e recursos fundamentais para um guerreiro, um lutador ou profissional que atua e deseja ter sucesso no mundo dos negócios. Acontece que, diante de uma situação de risco, fraqueja e mostra-se um covarde.O que precisa fazer? Reforçar a sua atuação, a sua ação para ficar próxima à sua crença. O conflito acontece quando há forças opostas em desarmonia, que impedem uma livre e fluida caminhada. Que tal, então, fazer uma reflexão e verificar se há algum conflito dessa natureza em sua vida?
Analise, por exemplo, as suas crenças. Em que você acredita sobre si? Responda sinceramente a estas perguntas: você é uma pessoa otimista? Coerente? Entusiasta? Corajosa? Firme? Determinada? Honrada? Honesta? Íntegra? Decidida? Tem auto-estima? É bom comunicador? Sabe enfrentar a timidez? Administra adequadamente a preocupação? É carente? Tem bom senso? É sensível? Gosta de pessoas? Obviamente poderá pensar em muitas outras crenças.
O grande desafio vem agora. Verifique se, de fato, suas ações retratam fielmente essa pessoa (que é você) que acaba de descrever. Perceba se há algumas incoerências e, bem provavelmente, haverá.
Ao identificar alguma dessas incoerências, invista em redução ou, se for o caso, no redimensionamento da sua crença.
Creia em mais uma coisa. Ao fazer isso, estará reduzindo conflitos pessoais e canalizando a energia gasta nesses conflitos para algo mais produtivo, mesmo que seja estar, um pouco mais equilibrado e melhor consigo.


