A verdadeira riqueza

A verdadeira riqueza não está em uma conta bancária de vários dígitos, uma mansão ou um carro do ano. Todos sabemos disso, mas estamos sempre nos esquecendo dessa lição. Por que será tão difícil dar valor às coisas simples da vida? Por Raúl Candeloro

A verdadeira riqueza não está em uma conta bancária de vários dígitos, uma mansão ou um carro do ano. Todos sabemos disso, mas estamos sempre nos esquecendo dessa lição. Por que será tão difícil dar valor às coisas simples da vida?

A autora Jaye Lewis parece conhecer muito bem o valor dessas tais ?coisas simples?. Ela mora com sua família no estado da Virgínia (EUA), numa região belíssima chamada Appalachian Mountains, longe do estresse das grandes cidades. Para ilustrar quão equivocados são nossos valores atualmente, Jaye nos conta uma bela história.

Havia oito meses que a família de Jaye estava novamente reunida. Seu marido Louie era agora oficial reformado da Marinha Americana, e tinha estado muitos anos fora a trabalho. Era Natal (na verdade, dia 26 de dezembro), e todos foram juntos ? Jaye, Louie e as filhas Jenny e Helen ? a uma livraria.

O único emprego que Louie havia encontrado era em Norfolk, a seis horas e meia daonde moravam. Como a saúde de Jaye estava debilitada, resolveram que seria melhor ela e as filhas continuarem nas montanhas. Todos tinham esperança de que logo o pai encontraria uma ocupação nas Appalachian Mountains.

E assim estavam os quatro, passando seu tempo juntos em uma livraria, antes que tivessem de se separar novamente. E, por isso mesmo, não economizavam em abraços, beijos e risadas. Havia só mais uma pessoa na livraria ? uma mulher da mesma idade de Jaye. Por seu modo de vestir parecia ser bastante rica, com dinheiro para comprar todos os livros que desejasse!

Jaye e sua famíla estavam divertindo-se em uma ?caça ao tesouro?: como tinham apenas cinco dólares cada um para gastar, queriam encontrar os livros mais baratos. Uma das filhas encontrou um livro que há muito queria comprar. Mas ele custava 25 dólares! ?Isso não é justo! Todo mundo só pode gastar cinco dólares, e você vai conseguir cinco vezes mais?!?, disse Jaye, lamentando-se e rindo ao mesmo tempo.

Toda riram, provocando Jenny sem piedadade ? mas ela conseguiu convencer o pai a lhe dar o dinheiro. E assim foram os dois ao caixa automático, do outro lado da rua, pegar a quantia. Antes de partirem, Jaye e Louie despediram-se como um verdadeiro casal apaixonado, jurando amor eterno. Poderia parecer piegas a quem estivesse observando, mas eles realmente estavam pouco se importando. Famílias de militares podem ser divididas em duas categorias: as que estão sempre a procura de oportunidades de desmonstrar afeto; e as que evitam contatos maiores, porque as despedidas doem. Os Lewis, sem dúvida, pertenciam ao primeiro grupo, sempre dando beijos e abraços onde estivessem, sem se importar com os outros.

Louie voltou, e finalmente Jaye encontrou o livro perfeito. Era sobre a Idade Média, seu assunto preferido. Como ela queria aquele livro! Rapidamente olhou a contra-capa, e desanimou-se. Custava 25 dólares! Ela olhou para o marido, procurando a resposta em seu rosto. Ele abraçou-a fortemente, e ela entendeu a mensagem ?querida, não podemos comprá-lo?. Deixou o livro na prateleira.

Logo depois, Jaye viu que a mulher rica pegara-o. ?Bem, se ela pode comprá-lo… que compre-o!?, pensou ela. Deu outro abraço em seu marido, murmurando ?ah, como eu queria ser rica…?. E, para sua surpresa, a mulher respondeu: ?A mim parece que você é!?, disse ela sorrindo.

Jaye sentiu como que seus olhos abrirem-se. Olhou o marido, as filhas ao seu redor e compreendeu. Ela era rica! Muito rica. Virou-se para a mulher, mas ela já havia partido. Para onde teria ido? Jaye nunca soube. Apenas ficou agradecida pelo pequeno milagre que ela havia operado: o de mostrar a verdadeira riqueza a Jaye.

Algumas semanas depois, Louie conseguiu um emprego perto da família. Estavam agora todos juntos definitivamente! Jaye sabia que o encontro com aquela mulher não foi por acaso: para ela foi um toque do próprio Deus lembrando do que é verdadeiramente importante em nossas vidas ? o amor, a família, os amigos, a fé em um futuro melhor.

Você pode não ser a pessoa mais rica deste mundo, mas com certeza está rodeado de gente que o ama, e que quer vê-lo bem, apesar das dificuldades que a vida traz. Descubra o verdadeiro tesouro da vida: o amor, o companheirismo, a compreensão acima dos falsos valores que apregoam por aí. É isso o que verdadeiramente importa.

Frase: ?Há três coisas que perduram ? a fé, a esperança e o amor ? e a maior destas é o amor? ? São Paulo

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