Conhecidos até pouco tempo atrás como simples agendas eletrônicas, a cada nova versão os computadores de mão – ou handhelds – se superam ao oferecer inúmeros benefícios aos usuários. Por conta disso, desde que foram lançados no mercado mundial, há cerca de seis anos, esses produtos registram um crescimento de consumo assustador. Só no Brasil foram mais de 244 mil unidades vendidas em 2001, e a previsão de vendas para este ano é de cerca de 409 mil unidades. Recentemente o número de computadores de mão comercializados foi praticamente igual à quantidade de notebooks vendidos. Isso ocorre por que as novas versões de computadores de mão contam com quase todos os recursos disponíveis dentro de um laptop, e o mais importante, com preço bem acessível
Para o gerente de território da Palm do Brasil, Gianfranco Coppola, existem algumas razões que explicam o aumento de vendas dos computadores de mão e a conseqüente queda nas vendas de notebooks. “Os computadores de mão vêm substituindo o notebook pela mobilidade, facilidade de operação, baixo consumo de bateria e custo. É a solução mais barata que existe, em hardware e software, para uma empresa automatizar processos, evitando erros de digitação, redigitação, e a perda de papéis e documentos. Os consumidores, principalmente do setor corporativo, perceberam que não há a necessidade de se investir quase R$ 5 mil num notebook para realizar algumas atividades profissionais. Além disso, com o aumento da capacidade de processamento e memória, o poder desses aparelhos não deixa nada a desejar aos notebooks”, afirmou durante road-show realizado em Curitiba.
Varejo: jogo ganho
O evento, que passou pelas principais capitais do Brasil, coincide com duas novas estratégias da empresa: levar a tecnologia Palm para outros mercados fora do eixo Rio-São Paulo e conquistar o meio corporativo. As apresentações foram voltadas ao mercado de consumo (varejo), em que participaram as revendas que atendem ao público consumidor, e a outra metade do evento foi mais focada nas empresas, em que foram apresentadas soluções para as revendas que atendem clientes finais corporativos. “Abrimos espaço para os próprios clientes finais, para que pudessem entender a nossa tecnologia, as opções de conectividade que o Palm oferece”, disse o executivo.
O redirecionamento da Palm do Brasil é reflexo do que acontece no exterior, onde os computadores de mão têm sido cada vez mais utilizados no meio corporativo. No Brasil, sozinho o Palm tem 87% de market share no varejo, e o percentual de crescimento ano a ano tem sido de 115% – números bastante animadores se analisarmos que a atuação da empresa estava concentrada em apenas dois estados. “Com essa abertura de mercado, no mínimo vamos dobrar nossa meta de faturamento e unidades vendidas no Brasil”, avaliou Coppola.
Multifuncional
O computador de mão da Palm realiza de forma eficiente funções como edição de texto, planilhas eletrônicas, visualização de apresentações de power point, e-mails, showcase de fotos, e mais de dez mil softwares disponíveis para dispositivos que contam com o sistema operativo PalmOS, sendo que muitos desses aplicativos são oferecidos gratuitamente. Isso permite uma total “customização” pelo próprio usuário, ou seja, o uso do software que mais se aplica ao dia-a-dia das pessoas.
Outra vantagem dos handhelds, segundo o executivo, é a segurança. “Devido ao tamanho e preço dos notebooks, o índice de roubos desses equipamentos vem subindo vertiginosamente nas grandes cidades brasileiras.” Por serem portáteis, os computadores de mão não despertam tanta atenção quanto os laptops. Além disso, com a utilização do HotSync (espécie de backup que transfere os dados do computador de mão para o PC e vice-versa), os usuários conseguem armazenar todas as informações importantes de forma rápida e segura.
Utilização e crescimento
A recém lançada linha de computadores de mão Palm m125, m130 e m515, que custam R$699,00, R$899,00 e R$ 1.399,00, respectivamente, oferece aos profissionais praticamente todos os recursos disponíveis dentro de um laptop. Isso justifica por que a Shell do Brasil optou pelo Palm como uma ferramenta indispensável para automatizar a força de vendas.
Exatos 204 handhelds da PaIm foram utilizados para automatizar o processo de vendas dos Distribuidores Shell. Segundo o assessor de tecnologia de informação da empresa, José Alberto Martins de Souza, antes da incorporação desses equipamentos pela Shell, parte do processo de vendas era feito manualmente, o que acarretava perda de tempo tanto para os representantes de vendas quanto para os clientes.
“Antigamente, levávamos muito tempo para que uma operação de venda fosse concluída, já que tudo que o departamento de vendas dos Distribuidores fazia – como anotação no bloco de pedidos, agendamento de visitas, listagens de cobrança e de preços – eram tomados no papel para posteriormente serem transmitidos por fax, telefone ou pessoalmente”, observou Martins.
“Para nós, a otimização dos processos e das informações é fundamental para o nosso negócio. Sem dúvida, por meio desses computadores de mão pudemos fazer o armazenamento de dados, sincronizar e transportar as nossas informações com um baixo custo”, acrescentou o assessor de tecnologia da Shell.
De acordo com Giafranco Coppola, esse trabalho confirma a importância dos computadores de mão na vida das pessoas. “O caso Shell é apenas um exemplo de como os produtos Palm são úteis no dia-a-dia.”
Escolha
Um exemplo prático de opção pelo computador de mão é o do engenheiro de vendas Fábio Chavernac. “Optei pelo Palm porque trabalho externamente e preciso contar com uma ferramenta que me permita mobilidade constante. As minhas necessidades não justificam a compra de um notebook, que tem um preço muito alto.”
“Vale ressaltar ainda que a bateria dos notebooks descarrega rapidamente, ao contrário dos computadores de mão, cuja durabilidade é mais longa, o que garante maior segurança das informações, além de eliminar o carregamento daquela parafernália”, complementou Chavernac.
Mais informações: Home page:www.palm.com/br


