Ah, que bom seria…

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Tem um sonho? Tome uma atitude e persiga-o. Que este sonho seja a sua motivação para vencer! Paulo queria ser ator, mas ninguém sabia. Para agradar a família se formou em engenharia, dedicando-se depois a uma maratona de concursos públicos, sem se importar com a função que exerceria. Atualmente, Paulo passa o dia protocolando documentos numa repartição qualquer. “Mas tem estabilidade”, costuma dizer. Seu maior contato com a profissão de ator é quando liga a TV para assistir, de chinelos, a novela das oito.

Ana adora bichos e, desde pequena, sonhava em ser veterinária. Os pais de Ana tinham condições de pagar um curso e caso apertassem daqui e de lá, realizariam o sonho da filha. Mas os pais de Ana já não estão mais aqui. E, mesmo quando estavam, nunca ouviram de forma clara esse desejo da filha. Ana, que é gerente de banco, não se sente mais na idade de arriscar. Se é que existe idade para isso. Na atualidade, ela se contenta em cuidar do peixinho de aquário que cria no escritório.

André queria ser jogador de futebol. Joga bem, mas só treina no campinho ao final da rua, em horários incertos. Como todo garoto de sua idade, André precisa estudar. Há uma escolinha de futebol perto da casa dele que, às vezes, faz umas peneiragens profissionais. Ele sabe disso, mas não vai lá porque os treinos são aos sábados e começam às 7 horas. André chega a ficar rouco assistindo o futebol na TV, aos domingos.

Carlos é um comunicador brilhante e seu sonho era ser professor, daqueles que hipnotizam a classe. Mas ele nunca falou isso para ninguém. Nem para os mais de 300 diretores de escolas que visita todo ano. Carlos vende livros para uma editora.

Julia canta muito bem, mesmo sem formação musical, e também compõe. Seu caderno de letras fica guardado na gaveta do criado-mudo, debaixo de tudo. Julia gosta de cantar, mas se limita a fazê-lo no chuveiro, usando um tubo de xampu como microfone. Ela é enfermeira e está sempre mal-humorada. Pergunte se alguém do hospital já a ouviu cantando e a resposta será não.

Se Paulo, Ana, André, Carlos e Julia declarassem suas vontades para o mundo, trabalhassem a favor de si, mobilizassem seus recursos, por mais escassos que fossem, hoje não estariam rezando para que a sexta-feira ? ou a aposentadoria ? chegue logo. Eles criariam oportunidades e alterariam a própria sorte e o final dessa história seria outro.

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