Ajudar é um ato egoísta

Encontre a motivação para ajudar os que necessitam ? e não precisa ser apenas em datas comemorativas. O raciocínio é simples. Você consegue imaginar a Madre Teresa de Calcutá, o Gandhi ou a dra. Zilda Arns sentindo um vazio interior ou tomando Prozac? Ou esse mesmo grupo apelando para aulas de yoga, meditação ou acupuntura para se livrar da depressão? Eu não consigo.

O que eles têm que nós não temos? Eles ajudam ? ou ajudavam ? pessoas. O tempo todo. Não apenas nas festividades, como Dia das Crianças, Páscoa ou Natal, como a maioria de nós faz.

Todo ano é a mesma coisa. Com a proximidade de algum evento comemorativo, de grande apelo, muitos de nós corremos para as lojas de R$ 1,99 e afins para procurar brinquedos que serão doados às entidades beneficentes. Então, sentimos que estamos com nosso dever cumprido e que conseguimos nos redimir dos pecados que cometemos. Tudo acaba e o antidepressivo continua na cabeceira da cama.

Vivemos em um país que, infelizmente, proporciona uma infinidade de oportunidades de trabalhos voluntários nas mais variadas entidades filantrópicas e ONGs. Empregos não-remunerados de todos os tipos. Para quem quer ajudar criança, para quem não quer se envolver demais, para quem quer mergulhar de cabeça, para quem só se sensibiliza com animais em extinção, para quem ama as plantas, para quem quer ?adotar? um velhinho, para quem está envolvido com a questão agrária. Todos, sem exceção, com problemas dos mais urgentes e emergenciais.

Independentemente do tipo de engajamento, aos poucos o voluntário vai se curando da depressão, deixa de sentir o tal do vazio interior e sente que é imprescindível. E descobre que, mais do que um ato humanitário, ajudar o próximo é um ato de auto-ajuda. Do altruísmo ao egoísmo.

Quer começar? Descubra o que você pode e gosta de fazer. Procure a entidade que mais se enquadra ao seu perfil e vá em frente. O sorriso de uma criança, a perpetuação da espécie de um animal ameaçado de extinção ou uma noite dançando com um idoso em um asilo, valerão, com certeza, mais do que mil drágeas de Prozac.

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