Algumas dicas do pequeno manual de mãe e pai

Por que será que cada vez mais mãe e pai têm dificuldades de educar os filhos? Por que será que cada vez mais mãe e pai têm dificuldades de educar os filhos? Cada vez mais os consultórios de terapeutas são procurados por eles, bem intencionados, mas desconhecendo o que fazem de errado na educação de seus filhos. Esses mesmos consultórios também se enchem de filhos para resolver seus problemas de inadequação à sociedade. E tantos outros pais que se sentem impotentes perante filhos que quebraram seus sonhos…

Essas são algumas das conseqüências de uma “constatação a ser feita também pelos pais: somente cuidar dos filhos não é mais suficiente para garantir-lhes um bom futuro. Educar é muito diferente de criar. Vários adolescentes estão muito bem criados: simpáticos, fortes, saudáveis e bonitos, mas não educados. Mãe e pai querem que seu filho seja feliz. São, porém, poucas as crianças que se sentem plenamente felizes. Porque ninguém pode dar felicidade a outras pessoas, nem os pais aos próprios filhos. O que os pais conseguem é dar alegria, prazer, saciedade, condições básicas de saúde, educação, ajudar na construção da auto-estima… Mas são os filhos que devem aprender a ser felizes.

Então, aqui vão algumas dicas (e não uma fórmula pronta) para guiar os pais que, até por motivos alheios (como compromissos, trabalho, carreira) perdem a segurança na hora de educar seus filhos:

1. Falem a mesma língua. Quando o pai diz “vinho” e a mãe diz “água”, o filho “disanda”. Troquem idéias em família antes de tomar decisões importantes, para contar com o compromisso de todos.

2. Imponham limites saudáveis e possíveis de respeitar. Ausência, incoerência ou inconstância de limites provocam ansiedade, falta de controle e insegurança, levando à diminuição da auto-estima das crianças.

3. Prometam somente aquilo que pode ser cumprido. Muitos pais prometem o que sabem de antemão que não conseguirão fazer. Talvez seja mais cômodo prometer que enfrentar realmente o que precisa ser feito. Não existe nada pior para os filhos que perder a confiança nos pais. Lembrem-se: quem promete pode esquecer, mas o credor da promessa jamais a esquece.

4. Peçam aos filhos que contem o que fizeram em casa, o que aprenderam na escola, o que viram no passeio – e saibam ouvir. Assim, estarão ensinando a ouvir, além de participar da vida deles, mesmo que estejam ausentes fisicamente.

5. As crianças escutam também com os olhos; portanto, quando quiserem realmente ser ouvidos, falem olhando dentro dos olhinhos delas.

Utilizem os cinco passos para um atendimento total que leve à educação integral:

1. Parem o que estiverem fazendo e limpem a cabeça de pensamentos preconcebidos, como se fossem atender o filho pela primeira vez.

2. Ouçam até o fim a fala do filho (estimula o racional-humano).

3. Olhem: o olhar é instintivo e capta tudo instantaneamente (estimula o instinto animal).

4. Pensem na melhor resposta para atender às necessidades e alimentar a independência e auto-estima.

5. Ajam conforme a linha educativa que pretendem adotar.

Extraído do livro Quem Ama, Educa! – Editora Gente (www.editoraaente.cam.br), de lçami Tiba, psiquiatra e psicodramatista há 34 anos e conferencista.

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