Quero lhe convidar para um jogo. Na verdade, uma situação hipotética que não lhe desejo que ocorra, mas que é necessária para que você se enxergue e se avalie quanto à sua conduta como um líder, um subordinado ou um colega de trabalho. Ou seja, uma situação para você questionar como tem tratado os de cima, os de lado e os de baixo. Minha proposta parece macabra, parece roteiro de filme, mas eu lhe peço apenas que pare um pouco agora e se veja nessa situação. E depois, pense sobre como seria esse seu possível último dia de trabalho. Ou primeiro!
Imagine o seguinte: é de manhã, cedo, e você está saindo de casa. Quando bate a porta, um feixe de luz intensa e sobrenatural rompe se à sua frente, tomando todo o ambiente. Você fica paralisado, apoiado na parede, sem entender o que está acontecendo. De dentro da luz surge a figura de um anjo (do jeito que você quiser imaginá-lo)). Você pensa que está sonhando, mas vê que a visão é real, apesar de inimaginável. Ele se aproxima de você e diz o seguinte:
– Deus lhe enviou uma mensagem. Ele disse que hoje você decidirá se continuará vivendo ou não. Você deve ir para o trabalho e dependendo de sua conduta, ao final do dia, eu voltarei com a decisão dele. Mas, lembre-se de duas coisas importantes: primeiro, você não poderá comentar sobre isso com ninguém, nem com sua família. Caso contrário, a decisão sumária de Deus será de levá-lo. Segundo, você não poderá abandonar seu trabalho em hipótese alguma. Deve ter um dia normal. Mesmo que Deus, depois de avaliar sua conduta ao final do dia de hoje, decida por sua morte, você ainda terá todo o dia de amanhã para tratar de tudo que for necessário e ficar com sua família. Você será levado somente amanhã à noite. Voltarei hoje, às seis da noite, com a resposta de Deus. Agora, vá e trabalhe. E lembre-se: está em suas mãos e em suas atitudes se você viverá ou morrerá.
A luz desaparece e você nota que tudo em seu redor está absolutamente normal, do jeito que era antes.
Eu sei que a princípio você ficaria atordoado, tonto, pensando se o que tinha visto era real ou não. É quase certo que um dilema iria lhe acompanhar pelo resto do dia. Sua primeira grande questão talvez fosse “ignoro ou considero o que ocorreu? Quais os riscos? E se for verdade?”. Digamos que você tenha tomado a decisão de considerar como verdadeiro o ultimato divino e sobrenatural. Agora, pense: como seria esse seu dia de trabalho? Como seriam suas posturas e relações, sabendo que sua vida ou sua morte seria decidida em função da avaliação de Deus quanto à maneira que você escolheria agir em relação aos outros? Será que esse seria um dia normal, como todos os outros, ou você ficaria mais atento) e zeloso aos relacionamentos? Será que daria um “bom-dia” para alguém que você tem hoje ignorado? Será que pediria desculpas ou até mesmo perdão por alguma palavra mais dura dita no passado? Será que procuraria inspirar as pessoas a fazerem melhor seu trabalho? Será que seria mais compreensivo e solícito em ajudar alguém que realmente precisasse de seu auxilio?
Bem, em toda essa imaginação, uma coisa é real. Você sabe como deve agir. Talvez, só não tenha descoberto ainda, dentro de si mesmo, o porquê de não desejar agir assim, o porquê de não se dispor a agir em conformidade com aquilo que você considera como padrão correto de relacionamento. Vamos lá, tente responder: por quê? Pergunte se isso e decida se amanhã vai ser simplesmente outro dia, como tantos outros já foram. Se vai ser o último dia de trabalho do velho profissional ou o primeiro dia do novo. Está em suas mãos. Decida!
Paulo Angelim é consultor e palestrante nacional em Marketing, Vendas e Crescimento Pessoal, autor do livro Por Que Eu Não Pensei Nisso Antes? Visite o site: www.pauloangelim.com.br


