Vencendo desafios e negociando preconceitos
Ela é a melhor operadora de telemarketing da Softway. Enquanto seus colegas fazem a média de 42 transações por mês na venda de cartões de crédito, ela faz 53, superando as expectativas. E sempre trabalha de bom humor. Você deve estar se perguntando: além de superar a meta, o que mais ela tem de diferente? Tudo. Persistência, coragem, força, dedicação e muita vontade de trabalhar.
A catarinense Anísia Estela Dorosz, de 22 anos, é portadora de uma doença rara que impediu o desenvolvimento de suas pernas e braços. Sentiu na pele o peso do preconceito depois de perder uma vaga em uma empresa de sua cidade natal, no interior de Santa Catarina, porque era deficiente. Anísia não desistiu. Resolveu tentar a vida em Florianópolis, capital.
Depois que mudou se para lá, ainda ficou desempregada durante dois meses. “Estava em uma agência de empregos quando conheci um rapaz que percebeu meu potencial e me levou para a Softway”, lembra. E dessa vez a sorte estava ao lado de Anísia. A empresa passava por mudanças no sistema de discagem telefônica e tudo passou a ser computadorizado, o que facilitou a adaptação da nova funcionária. Demonstrando interesse, motivação, vontade de aprender e de vencer, desenvolveu aptidões para superar todos os limites e preconceitos que a impediam de seguir uma carreira, e hoje é exemplo para todos os outros funcionários.
Desde setembro de 2001, quando foi admitida na empresa, trabalha sempre integrada à equipe e, mais do que ninguém, transmite a todos positivismo. O segredo de Anísia para vender mais e superar a meta é atender o cliente com atenção e entender suas necessidades.
E para quem está desanimado, essa supervendedora guerreira deixa uma mensagem: “Nunca desista, não deixe o preconceito tomar conta de você. Todas as pessoas têm um sonho e devem correr atrás dele”.


