As armadilhas da auto-ajuda

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Para atingir o sucesso em vendas é preciso separar o joio do trigo Auto-ajuda realmente funciona no mundo dos negócios? Claro! Ninguém pode negar que o lado bom dela dispara o ânimo em vendedores e gerentes. No entanto, ela se torna perversa quando diz que basta acreditar em seu poder sem limites e saber o que se quer e querer o que se sabe que você despertará seu gigante interior. Ora, hoje em dia, não ganha mais quem só acredita. Ganha quem é acreditado, quem tem networking, porque o mais importante na era da revolução do conhecimento não é o que você sabe e, sim, quem você conhece. Mas, quando os conselhos dos gurus do lado mentiroso da auto-ajuda falham, eles estão prontos para dar explicações muito inteligentes: “Se você leu o meu livro e cometeu algum erro na sua reprogramação de vida, não me culpe, é porque você apertou o botão errado. Ou errou na receita. Ou não acreditou em seu potencial. Ou acreditou, mas não agiu. Ou agiu, mas não perseverou.”

Dizer, por exemplo, que o sucesso está ao alcance de todos, é uma declaração politicamente incorreta, biologicamente contestada e de inteligência emocional analfabeta. Esses conselhos geram estresse em alguns vendedores destreinados, principalmente quando escutam coisas do tipo: “hoje, para ficar onde você já está, é preciso correr muito”. Ora, será que é racional afirmar que alguns profissionais são o que são porque optaram em ser inertes ou porque decidiram não ter a energia inquieta para a superação? Ou porque não querem ser ponto.com e, sim, ponto.sem? Ou será porque não receberam treinamento dirigido e continuado?

Resumo muitos conselhos do lado ruim da auto-ajuda assim: jogue uma galinha e uma raposa dentro de uma jaula fechada e grite bem alto: viva a liberdade a da galinha e a da raposa! E aí você já pode prever o que vai dar: sem orientação, o mais forte vai massacrar o mais fraco, só que de maneira diferente; dizendo que o mais rápido destrói o mais lento, o mais culto o mais ignorante, sem diagnosticar as verdadeiras causas que fazem um profissional ser lento ou inculto.

Se a informação no mundo dobra a cada 80 dias, será que alguns executivos de vendas, apenas lendo livros de auto-ajuda irresponsáveis, terão competência pessoal dobrada para enfrentar essa nossa era do caos? Era em que alguns até pregam que ser excelente é ser efêmero?

Será que funciona reunir o pessoal de vendas e dar conselhos do tipo: mentalize-se como pessoa vencedora, seja veloz e flexível, transforme seus sonhos em objetivos, reinvente suas oportunidades, tenha gosto pelo risco e ousadia com atrevimento criador? Não será mais inteligente dar treinamento centrado nas necessidades levantadas e no aprimoramento dos pontos fortes deles? Será sábio perturbar um vendedor dizendo que ou ele se transforma num superprofissional ou o próprio mercado vai despedi-lo?

Muitos vendedores potenciais ouvirão essas coisas e começarão a rezar. Mas aí não é auto-ajuda. É ajuda do alto. Treinamento personalizado focado nos pontos fracos – essa é a chave dos que vencerão. Sempre valerá a pena ler livros de auto-ajuda, mas, se não separar o joio do trigo você será mais um órfão do lado mentiroso do auto-conhecimento.

Maurício Góis é palestrante e consultor em Desempenho de Alta Performance. Para contata-lo ligue para (19) 3865-1597 ou pelo e-mail: contato@mauriciogois.com.br Visite o site: www.mauriciogois.com.br

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