As empresas brasileiras estão cheias de gente morta

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Em muitas empresas, vemos cadáveres ambulantes: gente que morreu e não sabe. O brilho dos olhos se foi, o fogo apagou, a energia sumiu. Provavelmente já estiveram cheios de entusiasmo, mas depois de tantas chicotadas, desistiram. Morreram por dentro, mas não têm coragem de assumir. Por mais infelizes que estejam, têm medo de arriscar e serem felizes.

Algumas das coisas mais importantes nas nossas vidas são aprendidas pelo velho método de tentativa e erro. Ou pela experiência, com o passar dos anos. Ou observando os outros. Algumas pessoas aproveitam isso para crescer. Outras ficam desmotivadas e se entregam.

Esta é a grande diferença dos vencedores: reconhecer que para ter sucesso é preciso arriscar-se, e que o risco embute sempre a possibilidade do erro. Decidir finalmente qual a melhor alternativa e agir. Uma vez que “o que” fazer está decidido, o resto fica fácil – é só uma questão de “como”.

Porque o pior pecado que se pode cometer é errar por omissão. Por medo. Por preguiça. Tem tanta gente que fica esperando a oportunidade ideal… e a oportunidade ideal nunca surge. Simplesmente porque não existe. Acabam não fazendo coisa alguma. E a vida passa. E acabam morrendo, de verdade, ou pior: por dentro. Já nem sabem mais por que vivem.

Na imensa maioria das vezes, é um erro maior ficar parado e não agir do que tomar alguma decisão – mesmo que errada. Porque se estiver errada, vai ser fácil descobrir e consertar. Além disso, pelo menos você estará no controle.

Isso nos leva a outra característica do sucesso: já dizia um filósofo que as pessoas de sucesso criam suas próprias oportunidades. Ou pelo menos enxergam melhor as oportunidades disponíveis. Ao contrário dos perdedores, que sempre acabam tendo que decidir entre situações sobre as quais não têm o mínimo controle. E quem não tem controle sobre sua própria vida não tem nada. Por mais dinheiro que tenha, quem não controla sua própria vida vai ser sempre pobre.

Qualquer pessoa, independentemente da profissão, formação, sexo, religião ou raça, tem a grande liberdade de escolher sua própria atitude perante a vida. Pode ser uma atitude corajosa, ambiciosa, disposta ao risco calculado. Uma vida na qual você tem o controle. E se der certo ou errado, foi o seu certo ou errado não o dos outros.

Quem arrisca, e a palavra diz tudo, está correndo o risco. De errar, certamente. Mas também de acertar! Se você considerar seus erros como aprendizado, e seus acertos como vitórias, verá que em certos momentos da vida você vai ter de se arriscar. Tanto pessoalmente quanto profissionalmente.

Resumindo de forma prática tudo o que foi dito até aqui: se você quer ter sucesso, tem de se arriscar e aceitar seus próprios erros, aprendendo com eles. Mas sem se desencorajar. Como disse Mahatma Gandhi, “a verdadeira liberdade é a liberdade de cometer erros”.

Raúl Candeloro – Editor
Raul@vendamais.com.br
www.raulcandeloro.com.br

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