Aspirina, o produto perfeito

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Produto 100% perfeito não existe, mas, 99% existe, chama-se Aspirina, e todos os demais deveriam se referenciar nele Produto 100% perfeito não existe, mas, 99% existe, chama-se Aspirina, e todos os demais deveriam se referenciar nele

Na primeira turma do MBA em Marketing da Madia Marketing School, estudamos um dos cases mais emblemáticos de toda a literatura do marketing e da indústria farmacêutica: o da Aspirina. Um dos poucos produtos com uma força interior única, que quando se imagina ter esgotado todas as suas virtudes, revela novas e até então desconhecidas e, seguramente dentre todos, o que mais merece a ?tarja azul? que o carinho e o afeto das pessoas lhe atribuem, quando verbalizam, ?um santo remédio?.

A Aspirina ? ácido acetilsalicílico ? foi sintetizado pelo cientista alemão Felix Hoffman há 102 anos, e nem bem nascia já atenuava as dores de artrite do pai de Felix. De lá para cá, e a cada novo ano, mais notícias positivas sobre as virtudes e competências do simpático e querido remédio.

Recentemente, o renomado professor da Universidade de Miami, Charles Hennekens, fez a melhor manifestação, prestou a mais justa das homenagens ao ?santo remédio?, ao afirmar: ?Durante muito tempo, ninguém levou muito a sério os prodígios alcançados pela Aspirina, por se tratar de remédio simples, comum e barato. Hoje, eu e meus companheiros da comunidade científica mundial costumamos dizer que se Aspirina precisasse de receita médica para ser comprada, custasse dez vezes mais do que custa e fosse apenas 50% menos eficaz do que comprovadamente é, seria muito mais respeitada e valorizada?.

Isso posto, e para provar que a Aspirina continua surpreendendo, e confirmando seu amplo espectro de virtudes e competências, agora quem reverência a síntese de Felix Hoffman é uma pesquisa realizada com mais de 200 mil pacientes, publicada pela revista científica The British Medical Journal. Segundo a pesquisa, e comprovadamente, a Aspirina reduz os riscos de ataques cardíacos e derrames, porque impede que as plaquetas formem coágulos capazes de bloquear as artérias. Por essa razão, o estudo patrocinado pela British Heart Foundation e pelo Medical Research Council of Britain, de certa forma censura os médicos que deixaram de receitar a Aspirina para seus pacientes com doenças crônicas como angina, diabetes e problemas circulatórios. Se assim o fizessem, diz e conclui o estudo, mais de 40 mil mortes por ano teriam sido evitadas.

Vender mais é também e principalmente, fabricar produtos Aspirina.

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