Até que ponto defender a empresa?

Confira as respostas dos especialistas

“Sou representante comercial e gostaria de saber até que ponto devo defender a empresa em que trabalho. Mesmo ela estando errada, devo defendê-la diante do cliente?” (Leitor optou por não se identificar)

 

Paulo Rangel é consultor do IDORT, economista especialista em administração financeira, elaboração e análise de projetos.

Não creio que o termo “defender” seja apropriado. Melhor seria “concordar”, embora não seja obrigatório aderir às determinações da empresa, mas sim acatá-las. Você representa a imagem externa da corporação, mesmo que ela esteja errada. Portanto, é natural que as pessoas reclamem. Você deve apenas ouvir para não ser antiético.

A sua ocupação é importante, pois, ao trabalhar com clientes e fornecedores, você conhece as expectativas e preferências do mercado. Por outro lado, pode transmitir essas informações para que a empresa analise suas falhas e, quem sabe, ainda mude a postura externa e interna de relacionamento. Tenho certeza de que, se adotar esse comportamento, você se sentirá melhor e não precisará escolher lados.

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Fernando Montero da Costa é diretor de operações da Human Brasil, graduado em administração de empresas com especialização em negócios e recursos humanos.

 

Quando você faz a menção de que a posição da empresa está errada, é difícil não atrelar isso a um juízo de valor. E fazer um juízo de valor é se questionar sobre ética, moral, entre outros comportamentos. No ponto de vista do posicionamento da companhia, não é bom discordar da visão do chefe ou de quem está no mercado. No entanto, é necessário e prudente posicionar-se de forma direta, afinal, você tem um jeito de pensar e a organização pode ter outro. Mas o fato de cada um enxergar de maneira diferente ainda pode gerar resultados positivos para a corporação. Até que ponto nós devemos defender a empresa em que trabalhamos? Eu diria que até o limite da ética. A partir do momento que ela romper a barreira do respeito, da psicologia comportamental, das responsabilidades sociais e ambientais e deixar esses valores de lado, não merecerá mais ser defendida.

 

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Colaboração: Cristiane Dias

 

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