Aventura só no nome

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Todas as grandes façanhas de pessoas como Amyr klink, Waldemar Níclevicz e família Schürmann têm uma coisa em comum: uma grande preocupação com cada detalhe. Aprenda com eles a arte do planelamento Ao iniciar uma aventura, não existe um detalhe que seja tão pequeno para ser deixado de lado. Tudo é importante, como conta Waldemar Niclevicz: “A fase que antecede toda e qualquer expedição é o planejamento, fundamental para que se obtenha o sucesso. Basicamente é um estudo minucioso de tudo o que pode acontecer e seus efeitos. Cada uma das ações, de fato, só acontece se for pelo menos imaginada, pensada.

Para escalar o K2 foi necessário muita pesquisa, fui em busca de todo e qualquer tipo de informação (fotografias aéreas, cartas topográficas, relatos de outras expedições, livros, filmes, etc.), dessa maneira fiquei sabendo a grandeza do meu objetivo e de todas as suas complicações. Pude perceber uma série de problemas que seriam enfrentados e felizmente resolver cada um deles antes mesmo de partir para a montanha. Fui em busca do nível técnico adequado, dos equipamentos apropriados, de uma equipe competente, etc.”

O velejador Amyr Klink concorda: “Durante a construção do Paratii, eu queria um mastro anodizado (processo pelo qual o alumínio é coberto por um óxido protetor) em preto, o que significou um considerável transtorno. A anodização foi feita na Holanda, o transporte para o Brasil uma complicação, e os palpites contrários um inferno: ””””Por que preto?”””” ””””Para que anodizações e complicações?””””. Por uma razão simples: ao experimentar uma tempestade a bordo de outro barco, vi seus mastros se cobrirem de gelo. Isso travou as velas no lugar, impedindo que elas fossem erguidas ou baixadas e, pior, acumulou peso no mastro, um perigo para a estabilidade de qualquer veleiro. Pensei então que, se o mastro fosse de uma cor não refletora, ele absorveria calor suficiente para não permitir o acúmulo de gelo. A utilidade do mastro preto foi comprovada uma única vez, mas à qual sou eternamente grato.”

Ele podia sair sem essa proteção? Lógico, e a construção do barco seria bem mais simples, assim como vários planos de negócios são adaptados para “facilitar”. O problema é que, quando tais planos dão errado, culpa-se o processo de mudança inteiro e, muitas vezes, as empresas desistem de tentar coisas novas. Permanece eternamente “ancorada no porto”. E nada mais triste que um barco que não vai a lugar nenhum.

Mudar só pro mudar – Outro problema que muitas empresas enfrentam é trazido por quem deveria ajudar: novas tecnologias e computação. Pois não basta implantar um novo sistema no local de trabalho, é preciso adaptar os diversos serviços ao seu redor para que tudo funcione em harmonia. Muitas companhias não fazem isso, e passam a trabalhar dobrado: um serviço específico para alimentar o computador e outro para realmente fazer com que as coisas aconteçam ali.

Para navegar sozinho e enfrentar os perigos do continente Antártico, Amyr Klink deu uma aula de como unir o melhor das técnicas tradicionais com tecnologia de ponta.

“Certa vez, quando estava circundando o mar Antártico, dormi demais, um descuido imperdoável para quem navega sozinho. Levantei de um salto, preocupado com a possibilidade de estar encalhado ou fora da rota. A proa, ainda bem, estava livre de gelo. O aparelho de localização marcava confortáveis nove nós (quase 17 km/h) de velocidade média nas últimas horas. Aí, olhei para trás, e congelei de susto: exatamente à popa, sobre a linha imaginária que o Paratii ia traçando, havia um enorme iceberg, quatro quarteirões de largura por meio de altura de puro gelo, a pouco menos de uma milha (a milha náutica equivale a 1,852km) de distância do barco. Não entendi. Como eu podia ter desviado, assim, por milagre, daquele monstro? A lógica diz que eu deveria ter acordado sob uma muralha de gelo, com as ondas moendo o Paratii…

Aí percebi que o barco era guiado pelo seu leme de vento, e não pelo piloto elétrico. Explicação: o piloto elétrico de um barco mantém seu curso de acordo com a posição da bússola; um leme de vento mantém o rumo de um veleiro em relação ao eixo do vento. Portanto, qualquer pequena variação no rumo do vento provoca uma variação igual no leme e no rumo do barco. Supus que o vento batia no iceberg e mudava de direção, fazendo com que o Paratti também desviasse.

O detalhe é que são poucos os veleiros modernos que aceitam o leme de vento, pois navegam tão rápido e fazem manobras tão bruscas que o instrumento torna-se ineficiente. Porém, por nada no mundo eu me meteria na insana empreitada de navegar sozinho sem um sistema eficiente de leme, sem um barco impecavelmente equilibrado. Durante a construção do barco, sempre encarei o leme como o principal desafio. Valeu a pena.”

Ao realizar um novo projeto, jogue fora os conceitos antigos que merecem ser descartados, mas preserve o que sua empresa faz de bom.

Não é só a máquina – Porém, cuidados com o equipamento são apenas um detalhe de uma grande empreitada. É preciso que você também esteja pronto para tudo o que acontecer pela frente. Como conta Waldemar Niclevicz: “Não existe uma cartilha que te ensine a escalar uma montanha como o K2. Preparar-se para tal escalada exige uma vida inteira dedicada ao alpinismo. A preparação física e psicológica vem através de anos de experiências, de inúmeras expedições realizadas. Ajuda, e muito, aumentar a resistência aeróbica e muscular, correndo e nadando longas distâncias, realizando séries de exercícios com muitas repetições. Mas para escalar o K2, você já precisa ter passado por tudo o que pode acontecer em uma escalada, e a única maneira de se preparar para isso é escalando, escalando muito.”

A vida toda – A preparação também foi a chave para o sucesso da viagem da famiia Schürmann. Como explica Vilfredo Schürmann: “Você não sai, assim, para navegar o mundo inteiro sem uma vida de preparação. Nosso primeiro veleiro foi o Polvo, barco aberto e de apenas seis metros de comprimento. Foi com ele que tivemos nossas primeiras aulas de vela, que disputamos nossas primeiras regatas e passamos nossos primeiros sustos no mar.

Pouco tempo depois, com sacrifícios, compramos o Sagüi, nosso primeiro barco oceânico. Sua viagem de estréia, do estaleiro do Rio à nossa casa em Florianópolis, foi um desastre. Não tínhamos ainda cruzado o morro da Urca e já tinha gente enjoando. Imagine um barco novo cuja tripulação de sete pessoas nunca havia colocado o pé em alto-mar. Foi um teste de coragem e paciência, imprescindíveis para quem queria sair mares afora.

Logo iniciamos um curso de navegação. Durante quatro meses absorvemos conhecimentos técnicos, práticos, de meteorologia e navegação astronômica. Enquanto isso, o Sagüi venceu várias regatas, assim como nossa próxima embarcação, o Manatee. Este último era tão bom nas competições que ninguém entendeu como podíamos colocar um barco campeão à venda. Mas nosso objetivo era outro. Após a venda, aproveitamos uma crise na Argentina e compramos um ótimo veleiro – o Guapo – bem barato. Com ele, depois de uma vida de preparação, lançamonos ao mar.”

Lições de planejamento

1 – Detalhes são importantes. Planeje a fundo sua campanha de vendas, sua mudança na logística da empresa. Não permita, porém, que tal planejamento minucioso impeça a mudança de ser implantada. Detalhes devem ajudar, nunca atrapalhar. Por isso, antes de tudo, defina uma data para sua “partida” e cumpra-a à risca.

2 – Pense no pior cenário possível. Prepare-se para ele. Caso não aconteça, ótimo, siga em frente. Porém, se o desastre acontecer, você está preparado.

3 – Qualquer novidade em sua empresa não é um acontecimento estanque, contido em si só. Ele afeta a todos na organização. Explique a cada funcionário o que está ocorrendo, o que vai acontecer, e como a rotina de trabalho dele será alterada. Se for necessário treinar o pessoal, treine.

4 – Não esqueça da preparação pessoal. Cursos de línguas, leituras, palestras, exercícios físicos. Tudo é importante para aumentar suas chances de sucesso.

5 – Meça e acompanhe. Velejadores têm mapas e rotas náuticas, alpinistas sabem o caminho onde devem ir. Você também deve construir instrumentos para verificar se está no caminho certo. Metas de faturamento, contatos a clientes, velocidade na elaboração de pedidos, telefonemas efetuados, qualquer coisa. O importante é que seja um fator que você possa medir e verificar o quão perto está de sua meta.

6 – Inspire-se no passado, mas não limite-se por ele. Histórias de sucesso são ótimas para inspirar e impedir que você cometa alguns erros. Porém, não se limite por elas. Não é porque ninguém realizou o que você deseja antes que não vai funcionar. Acredite em você e seja o primeiro a “escalar uma montanha”.

Para saber mais:
. Dez Anos no Mar – Diário de uma Aventura, Família Schürmann. Editora Record.. Paratii Entre Dois Pólos, Amyr Klink, Companhia das Letras.
. Everest, O Diário de uma Vitória, Waldemar Niclevicz. Editora Sagarmatha www.sagarmatha.com.br

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