O sucesso com vendas rendeu-lhe o cargo de diretor de marketing. Mas o espírito de vendedor falou mais alto O sucesso com vendas rendeu-lhe o cargo de diretor de marketing. Mas o espírito de vendedor falou mais alto
Carlos começou a trabalhar com onze anos, fazendo entrega de peças automotivas. Pouco depois, passou a cuidar do balcão da loja e a atender os clientes. Com 16, virou contínuo do antigo Banco Bamerindus, em Apucarana, no Paraná. Comunicativo, começou a vender seguros. A partir daí, passou por várias experiências profissionais bem-sucedidas. Ficou seis anos no Banco e foi convidado para trabalhar como vendedor em uma revendedora de automóveis, onde ficou cinco anos. Porém, um sonho fazia com que Carlos não conseguisse se manter estável em um lugar, mesmo vendendo bem. Era o sonho de ser um vendedor externo, mais conhecido como viajante.
Passou a vender material promocional. Sucesso, mais uma vez. Atendia grandes empresas, como: Coca-Cola, Volvo, Mate Leão, Brhama, Renault e várias outras na cidade de Curitiba e interior. Foi nesse momento que teve uma das maiores compensações profissionais da carreira. ?No lançamento de um caminhão da Volvo, após enfrentar grande concorrência, fui o vencedor e pude vender todo o material promocional para o evento. Só em bonés foram mais de 30 mil peças, mais camisetas e bolsas. Parte desses produtos foram enviados para a Suécia, sede da empresa, onde os produtos brasileiros foram bastante elogiados?, recorda. Além da grande venda, o desempenho de Carlos lhe rendeu livre acesso aos departamentos de marketing de várias empresas, o que resultou em outros tantos bons negócios.
Acabou assumindo o departamento de vendas de uma empresa de confecções, e a mudança para o interior de São Paulo foi inevitável. Já estabelecido na cidade de Cerquilho, onde vive até hoje, recebeu outra proposta, dessa vez para assumir o marketing de uma escola de idiomas, a PBF. Em três meses, o número de alunos dobrou. Apesar do sucesso e da estabilidade, duas coisas o incomodavam: ?Eu não conseguia ficar fechado em uma sala com um computador ligado, criando, pensando, imaginando. A minha vida sempre foi negociando, carregando pasta, abrindo mostruários. Em segundo lugar, o vendedor faz o próprio salário, quanto mais trabalhar, viajar, mais vai ganhar e não era o que estava acontecendo, não aprendi a viver com um salário fixo, carteira registrada, essas coisas que vendedor não sabe administrar?, conta. Resultado: Carlos mergulhou definitivamente na profissão que o realiza, vendedor.
Atualmente representa quatro grandes marcas de moda infantil, nas principais cidades do Estado de São Paulo e prepara-se para o Mercosul. Com a experiência acumulada de vários anos de profissão e atuação em diferentes segmentos, Carlos hoje dá palestras para vendedores em início de carreira e já escreveu dois livros, que ainda não foram publicados.


