Cartoon – Outubro 2004

“O quê? Ratos de novo na empresa? Mas alguém tem que dar um jeito nisso! Vamos pedir para a diretoria contratar um consultor!”

Frase: “Se ninguém jamais tivesse assumido riscos, Michelângelo teria pintado apenas o chão da Capela Sistina” – Neil Simon

“O ruim é que o tempo passa. O bom é que passa para todo mundo” – Renata Namo

Alguns cartazes motivacionais que você nunca vai ver em nenhuma empresa – Os romanos não criaram um império participando de reuniões, mas matando todos aqueles que eram contra · A pessoa que sorri na hora da adversidade provavelmente já inventou uma desculpa · As reuniões irão continuar até se descobrir porque nenhum trabalho é feito aqui · Nunca deixe para amanhã o que você pode esquecer em um canto qualquer a semana toda · Ânimo! Só faltam mais 20 anos para você se aposentar · Não tenha medo de errar, assim como a diretoria não tem medo de reconhecer que errou ao lhe contratar Acreditamos em você, mas por favor, passe pelo detetor de metais antes de entrar e sair da empresa.

AVANÇOS Por Brasílio Andrade Neto Um inventor britânico afirma que, depois de 20 anos de testes e aperfeiçoamentos, ele inventou uma maneira de fazer com que os carrinhos de supermercados andem em linha reta, em vez de ficarem nos puxando para lá e para cá, como sempre acontece.

Assim, mais um dos grandes mistérios e problemas da humanidade parece estar solucionado. O cotidiano das pessoas parece caminhar para uma grande calmaria, sem sustos ou imprevistos. Carros de supermercados que sempre andam em linha reta, geladeiras que se conectam aos supermercados quando você precisa fazer compras, carros que avisam qual é o caminho mais livre de trânsito para você chegar a seu destino. Nada de surpresas ou sobressaltos.

Como isso seria um baque muito grande para os seres humanos, algum gênio da indústria deu aos computadores a tarefa de nos dar sustos. Operações ilegais. Vírus. Travamento. Problemas de e-mails.

E o computador, acusado de frio e distante em seus primórdios, transforma-se assim na mais humana das máquinas. Um companheirão, falível em um mundo com a mania de querer ser cada vez mais perfeito. Com limites, lógico. Ainda está longe o dia em que o DeepBlue, após ganhar do Kasparov, vai passar o mouse sobre seus ombros, dizer “deixa pra lá” e levá-lo a um bar beber cerveja, contar piada e azarar a mulherada.

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