Consultora de cosméticos busca patrocínio para contar uma saga pouco conhecida: a do perfume brasileiro No início da década de 50, uma jovem brasileira conseguiu façanha sem precedentes na história do país – conquistou o 2º lugar no concurso de Miss Universo, nos LUA. Na mesma época, Adolfo Milani, proprietário da Gessy, trabalhava numa grande campanha de seu sabonete no Brasil. Não deu outra: a agência da empresa viajou para Nova York e convenceu a beldade Marta Rocha a assinar um contrato exclusivo para anunciar o sabonete.
Essa e outras histórias estarão no livro Brasilessência, a Cultura do Perfume, que vai mostrar a história e a evolução da perfumaria brasileira. O livro será totalmente iconográfico, com imagens dos vidros mais famosos e propagandas de época, entre outras ilustrações.
O projeto é da pesquisadora brasileira e consultora de cosméticos Renata Ashcar, que desde 1986 atua nesse setor no Brasil. Ela conta que em 1998 recebeu um convite do famoso designem francês Pierre Dinand – que anos antes assumira o Musée Parfum, na ilha de Oita, no Japão – para trabalhar na curadoria de uma exposição da trajetória do perfume brasileiro, que seria realizada no museu japonês. Foi então que Renata Ashcar percebeu a escassez de material escrito sobre o perfume brasileiro e resolveu fazer a pesquisa para o livro.
De acordo com a pesquisadora, a obra será publicada em português, inglês e francês. O projeto está orçado em R$ 800 mil, com uma chancela de R$ 370 mil da lei Rouanet. O objetivo da pesquisadora é lançar o livro ainda este ano, na cidade de Grasse, na França, aproveitando o gancho das comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. O projeto prevê uma tiragem de 13 mil exemplares, que terá distribuição nacional e internacional.
PAINEL – Brasilessência promete fornecer um amplo painel da evolução da perfumaria no Brasil: origem e evolução da essência e do vidro, produtos utilizados para perfumação, hábitos e curiosidades, os marcos de cada época, evolução da propaganda e da empresa de perfume brasileira.
Não serão esquecidas as origens indígenas. “Desde os primórdios de nosso descobrimento, temos conhecimento de práticas odoríferas indígenas, não para despistar os odores corpóreos, mas para cultuar seus deuses, delimitar seus espaços, discernir bons ou maus alimentos e determinar hierarquias. Queimar ervas fragrantes, bem como esfregá-las no corpo, eram práticas comuns na busca da cura de várias doenças. Flores, folhas, ervas e resinas também odorizavam o corpo para a guerra, a caça ou o amor…”, escreveu a pesquisadora.
Renata Ashcar afirma já tem obtido espaços para promover exposições do livro no Musée Parfum, no Japão, no Musée International de La Parfumerie de Grasse, na França, na feira internacional de embalagens Luxepak, em Mônaco, e no evento internacional Place D””””Or, de Paris.
Ficha Técnica
Projeto: Brasilessência, a Cultura do Perfume
Incentivo: Lei Rouanet<
Custo total: R$ 800 mil
Contato: (11) 5096-5359, com Renata Ashcar.
Matéria publicada na revista Marketing Cultural Nº 35
Contato: (0**11) 3842-5090 – Internet: www.marketingcultural.com.br


