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Revendedores da Fuji selecionam alunos entre seus clientes para oferecer cursos básicos de fotografia A fotografia é ao mesmo tempo arte e lazer. Serve para preencher o álbum de família, mas também as paredes de alguns dos mais importantes museus do mundo. Nada mais natural, então, para uma empresa que atua nesse setor do que incentivar todos os possíveis usos desse meio de expressão humana.

Há dez anos a Fujifilm, uma das seis maiores multinacionais que atuam nessa área no Brasil, mantém em São Paulo um espaço inteiramente dedicado à fotografia – a Casa da Fotografia Fuji, que desde agosto de 1990 desenvolve atividades constantes. Luciene Moreira, coordenadora cultural da Fujifilm, conta que a empresa vem investindo de R$ 500 mil a R$ 600 mil por ano para custear o espaço. Nesse período, o espaço já recebeu mais de 200 mil pessoas, que fizeram cursos, visitaram exposições e pesquisaram na biblioteca, entre outras atividades.

Uma das principais ações da Casa são os cursos gratuitos de fotografia, realizados pelo Brasil. Eles funcionam assim: revendedor da Fuji, de qualquer lugar do país, seleciona os alunos – geralmente seus clientes – e arruma o local para as aulas. A Fuji entra com o professor e como material didático O curso é básico, voltado para amadores, e tem atraído muita gente. Em 1993, a Fuji realizou 60 cursos para 5.305 alunos. Em 1998 foram 204 cursos, representando um aumento de 240%. Em cinco anos, a empresa ministrou 754 cursos para cerca de 125 mil participantes.

O benefício mais direto da ação vai para o revendedor Fujifilm, que tende a vender mais material fotográfico. Segundo Luciene Moreira, o benefício para a multinacional é duplo: divulga sua marca e aumenta o mercado de fotografia.

APOIOS – Além de trabalhar com seu próprio espaço de fotografia, a Fuji também fornece material fotográfico para projetos independentes, ações que, segundo Luciene Moreira, consumiram cerca de R$ 100 mil no ano passado.

Um dos apoios mais recentes foi para o filme Copacaban da diretora Carla Camuratti. A empresa se prontificou a fornecer o que for necessário para a captação de imagens, como películas cinematográficas em 35 mm, fitas Betacam SP fita VHS, filmes fotográficos positivos, negativos e PB. Segundo Fujifilm, a cineasta sempre utilizou sua linha de produtos, numa parceria que começou no primeiro longa-metragem de Camuratti, intitulado Carlota Joaquina. ””””Além de apostar no trabalho, que com certeza será outro grande sucesso do cinema brasileiro, estaremos ampliando nossa participação no segmento de filmes para longa-metragem”, acrescenta Marcelo Puntel, gerente de marketing da Fujifilm.

Outro projeto apoiado pela empresa é o Brasil 2000: 500 anos em 500 dias. Um grupo, formado por um fotógrafo, um geógrafo e um cinegrafista, partiu, em dezembro último, de São Paulo em direção ao Arroio Chuí (RS), numa viagem em um jipe. A previsão é de que sejam percorridos 26 estados brasileiros, num total de 100 mil quilômetros. A Fujifilm cedeu ainda 2 mil rolos de filmes e revelações para os pesquisadores, além de outros equipamentos fotográficos.

EXPOSIÇÕES – Para popularizar a fotografia no país, a multinacional ainda utiliza outras ferramentas. A Casa da Fotografia Fuji promove pelo menos seis mostras anuais, reunindo artistas de renome nacional e internacional. Em oito anos, foram 46 mostras que receberam 37.329 visitantes. Um dos recordes de público aconteceu em 1998, quando 3.500 pessoas visitaram a exposição Projeto Olho Mágico, que misturava segredos da física e da ótica.

Outra iniciativa interessante é o projeto Leitura de Portfólios, que acontece todo ano, desde 1995. O objetivo é descobrir novos talentos da fotografia, que terão seu trabalho apresentado em exposições individuais e coletivas na Casa da Fotografia Fuji.

A empresa também não esqueceu aqueles que têm uma queda natural para tirar retratos: os adolescentes. Buscando atingir esse público, a Casa da Fotografia Fuji põe em prática o projeto Fujiteen, que objetiva difundir a prática de fotografar entre jovens e adolescentes na faixa etária de 11 a 17 anos. Nesse projeto, só em 1998, a Fuji atendeu 3.300 adolescentes, distribuídos em 66 cursos. Desde a criação do projeto, aproximadamente 9.700 jovens fotógrafos já passaram pelo Fujiteen. O programa rendeu vários prêmios à empresa. Em abril de 1997, a revista Fhox, dirigida ao mercado fotográfico, elegeu-o como o melhor na categoria “Originalidade”. Em agosto do mesmo ano, a Câmara Municipal de São Paulo concedeu ao programa o prêmio Educação.

Tantas iniciativas assim já transformaram a Casa da Fotografia Fuji num ponto de referência. Aliás, no ano de sua fundação ela foi reconhecida pela Associação Paulista de Críticos de Arte como o melhor espaço de fotografia do Brasil. O local mantém uma biblioteca pública especializada, com um acervo de 1.500 títulos, entre livros e catálogos de exposições, 50 assinaturas de revistas nacionais e estrangeiras e uma coleção de recortes de jornal, organizados por assunto, além de um variado acervo de imagens digitais. Luciene diz que o objetivo básico de todas essas ações é “difundir a fotografia no país”. Multinacional de origem japonesa, a Fujifilm está há 42 anos atuando no Brasil. Tem duas fábricas, uma em Caçapava (SP) e a outra em Manaus (AM).

Serviço: Casa do Fotografia Fuji (0**11) 5091-4053. Matéria publicada na revista Marketing Cultural Nº33 Contato: (0**11) 3842-5090 – Internet: www.marketingcultural.com.br

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