Clientes evoluíram e o atendimento deve fazer o mesmo

O que fazer agora que os clientes evoluíram Os clientes de hoje não são como os de ontem. Eles estão em franca evolução, um comportamento com tendências facilmente percebidas no dia-a-dia dos negócios.

Os clientes estão cada vez mais exigentes, detalhistas, desconfiados e entendidos sobre o que desejam consumir.

Em razão da expansão dos meios de comunicação que exploram em detalhes os mais diversos assuntos de mercado, hoje, os clientes se informam sobre qualquer produto com rapidez. Clientes estão se tornando profundos conhecedores dos produtos e serviços que pretendem levar para suas vidas ou negócios.

Uma de minhas paixões é o vinho. Em tempos anteriores, precisava-se de um especialista para informar à maioria dos consumidores desse produto sobre as suas características. Hoje, quem visita a Terroir Vinhos encontra o imperador do vinho: Lopes Elidio, que atende pessoas preparadas para discutir sobre o vinho, antes de comprá-lo.

A era do ?pseudocliente? acabou. Estamos na era do cliente que sabe o que quer e dita as regras de como deseja ser atendido.

Por outro lado, o atendimento, em seu maior percentual, ainda trata essa geração desenvolvida de clientes como ?pseudoclientes?. O mercado está repleto de vendedores com velhas táticas alimentadas por ?baboseiras-pitorescas? que ofendem a inteligência dessa nova geração de clientes.

Atendimento do passado não tem efeito nesse cliente do futuro. Evoluir o atendimento significa entender e decifrar essa nova geração de clientes que circula no mercado; significa mapeá-los, compreender as suas vocações, os seus desejos, as suas necessidades e a sua nova maneira de encarar o ato do consumo.

Um percentual muito elevado dos atendimentos no Brasil não faz venda, apenas auxilia na compra. Atendimento é despertar nesse novo cliente necessidades que ele ainda não percebeu, despertar nele o interesse por algo que pode lhe trazer benefícios pessoais e profissionais, impressioná-lo, transferir emoções, criar felicidade. Mas, para isso, o mercado em geral não está suficientemente preparado.

Caso os departamentos responsáveis pelo atendimento não decifrem esse novo paradigma, que é a evolução do cliente, em breve será melhor tirar os seus profissionais de cena e aperfeiçoar o auto-atendimento.

Em terra de cliente que agora tem olho o atendimento está cego.

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