Como anda seu marketing pessoal?

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Como anda seu marketing pessoal? ?À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta? já dizia a sabedoria popular nos tempos do Império Romano. Muitas coisas mudaram desde então, mas o valor atribuído ao alinhamento entre realidade e aparência na vida em sociedade não foi uma delas. Atualizando e aperfeiçoando o conceito nas diversas esferas da nossa atuação ? profissional, familiar, afetiva, acadêmica ? o marketing pessoal não pode ser ignorado. Especialmente no que se refere à nossa carreira e à forma como os outros nos percebem.

A ?percepção dos clientes?, conforme nos mostra a teoria e a prática do marketing, é determinante para o sucesso. Nos mercados atuais, não basta ser bom no que se faz, é importante deixar claro que nossos talentos e habilidades serão úteis às empresas ou aos clientes nos próximos meses, anos e, até mesmo, em novas e diferentes conjunturas.

Informalmente, quando o assunto é marketing pessoal, a maioria das pessoas, imediatamente, o associa a roupas ou ao corte de cabelo. Sem dúvida, esses fatores têm impacto, pois sabemos que não há uma segunda chance para causar a primeira impressão. Cuidados pessoais, higiene e vestuário adequado ao contexto e à ocasião são indicativos de discernimento e empatia ou de preocupação com o outro. É comum observarmos que existem pessoas que, nos fins de semana, em casa, não têm a mesma preocupação com os cuidados pessoais e, nesses casos, costumo refletir: onde ficam aqueles de quem essas pessoas realmente gostam, em casa ou no trabalho? Isso porque estar à vontade não significa estar sujo ou malvestido.

Mas existem vários outros fatores, uns mais complexos e ligados à personalidade, como a timidez; outros mais simples, como as boas maneiras. Afinal, nada substitui um ?bom-dia?, um ?por favor? ou um ?obrigado? no trato com um porteiro ou com um chefe de Estado. A força presencial é particularmente importante. E esse conceito vai muito além dos cuidados pessoais, é um somatório de inteligência emocional, habilidade em comunicação, autoridade moral e entusiasmo, entre outros. Sempre digo que quem tem uma boa idéia e não consegue vendê-la não tem idéia alguma.

Um erro comum é pensar que, ao considerar o marketing pessoal nas relações profissionais e sociais, estamos privilegiando a moldura em detrimento da tela do quadro. Em outras palavras, não devemos julgar apenas pelas aparências. Isso é fato, as virtudes devem ser sempre valorizadas, pois a melhor moldura não transformará uma pintura ruim em uma obra-prima. Mas também é fato que, antes de termos nossos papéis sociais de cônjuges, pais, funcionários ou líderes empresariais, somos seres humanos. Temos os mesmos valores profundos e modelos de valorização do bom, do justo e do belo.

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