Como escolher um parceiro estratégico para desenvolver seu site?

Como escolher um desenvolvedor de sites?

Elaborar um site que otimize o relacionamento de sua empresa com seus clientes e garanta a credibilidade em relação aos seus produtos e serviços já deixou de ser uma estratégia mirabolante para se tornar obrigatoriedade.

 

Entretanto, como e onde encontrar um desenvolvedor? Na maioria das vezes, as empresas optam pela terceirização do serviço, já que não possuem a experiência necessária para desenvolver e manter um site. Para isso, é preciso escolher um parceiro estratégico que desenhe um projeto de acordo com o perfil de sua empresa. Mas como saber qual é a opção mais indicada?

 

Segundo Márcio Chleba, consultor de estratégias para a internet, uma dica que nunca sai de moda é seguir indicações. Peça para as empresas indicarem três clientes e ligue para saber sobre questões, como: prazo de entrega, resultado alcançado e qualidade de atendimento. Se as informações convencerem você de que o prestador de serviços possui ferramentas interessantes para implementar um projeto de qualidade, fique atento aos seguintes passos para constatar de vez se essa é a escolha certa:

 

  • Além da capacidade técnica, confira o conhecimento sobre marketing e as operações de e-commerce. “Tecnologia sem estratégia não leva você a lugar algum”, avalia Chleba.
  • Contrate aquele que tiver as melhores condições de ajudar seu negócio a crescer, e não o que possui menor preço. “Desconfie de promessas milagrosas ou anúncios, como: ‘Site em dois dias’, ‘Sites a partir de R$49,00’ e por aí vai”, exemplifica Alex Ribeiro, consultor em marketing digital.
  • Dê preferência para as empresas que estão há mais de três anos no mercado e com uma boa estrutura – é ideal que tenha pelo menos 4 ou 5 programadores, 1 designer, 1 responsável por texto e mais de 30 trabalhos já realizados.
  • Visite o fornecedor e analise o ambiente da empresa: organização do escritório, limpeza do local, apresentação dos funcionários, etc.
  • Quem já tem uma vasta experiência não começa o projeto da estaca zero, esperando que apenas o contratante lance suas ideias. O ideal é que o desenvolvedor apresente um conjunto de melhores práticas aplicadas em outras empresas para servirem de modelo para seu projeto.
  • Procure saber o que é terceirizado e o que é feito internamente.
  • Descubra se a empresa fornece consultoria, manutenção, suporte, entre outros serviços que serão importantes após a implementação.
  • Verifique se os sites que a empresa desenvolveu estão bem posicionados no Google em palavras-chave pertinentes a empresas, por exemplo: “Hotel Santa Mônica” na palavra “hotel fazenda”. Segundo Chleba, uma boa dica é verificar se o fornecedor tem um profissional especializado em Search Engine Marketing, ferramenta que auxilia no posicionamento dos links nas ferramentas de busca.
  • Avalie o layout/design dos projetos já realizados pela empresa e a adequação aos respectivos públicos. Conrado Adolpho, autor do livro Google marketing e diretor da Publiweb, agência de marketing digital, aconselha a compra de um layout já pronto no Monster Templates ou a contratação de um designer em um dos sites: www.freela.com.br, www.freelancenow.com.br ou www.carreirasolo.com.br. “É importante entender que um bom programador geralmente não é bom designer e vice-versa”, ressalta Adolpho.
  • Tenha um planejamento inicial (layout e escopo do site) e, depois, confira o escopo com o “entregável”. Para isso, acompanhe o andamento do projeto semanalmente.
  • Em conjunto com seu fornecedor, desenvolva um projeto compatível com sua marca, produto e público-alvo.
  • Na fase de customização e implementação do software, uma boa opção, apesar de não ser barata, é contratar uma empresa independente, como a SVLabs, para testá-lo. “Esses profissionais certamente eliminarão 99,9% dos erros”, garante Chleba.
  • Homologue o software, teste todas as integrações com seus outros sistemas e serviços de terceiros. Certamente, haverá algumas correções no momento da homologação. Nessa hora, atenção total aos e-mails dos clientes sobre eventuais problemas.
  • Desenvolva um plano de mídia on-line para divulgação do site.

 

É importante lembrar que a escolha do fornecedor também depende muito do momento pelo qual sua empresa está passando. Se a fase for mais de contenção que de investimentos, uma boa alternativa é contratar um desenvolvedor interno e terceirizar um consultor. Esse último irá orientar os passos do programador contratado e será responsável por avaliar sua competência.

 

E-commerce: impulso às vendas

Quando procurar um desenvolvedor de sites para e-commerce, tome os seguintes cuidados:

 

  • Veja se a empresa tem experiência em e-commerce.
  • Analise as funcionalidades de e-commerce que o fornecedor oferece, se tem integração com sistemas de antifraude, mídia on-line, análise de resultados e os de buscadores de preços.  
  • Verifique se oferecem um sistema de gestão de resultados, com dados relativos a pedidos aprovados. “Analisar os resultados com base em pedidos colocados e não aprovados é o erro mais grave que um gestor de e-commerce pode cometer”, afirma Chleba.

 

Natan Sztamfater, diretor da loja virtual Port Casa (www.portcasa.com.br), ressalta a importância de definir bem as datas de entrega e ferramentas disponíveis. “Negocie bem os prazos. Tempo é dinheiro. Também é fundamental avaliar como deve ser feito o desenvolvimento do site, em etapas (planejamento, orçamento, definição do fornecedor, proposta, montagem do site, teste de usabilidade, implementação final, etc.), pois 45% das empresas de e-commerce quebram no primeiro ano, principalmente por não se atentarem para o detalhe de que a internet é um novo ambiente, e não simplesmente uma nova mídia”, comenta.

 

Para saber mais:

Visite os sites:

www.alex.ribeiro.nom.br

www.chleba.net

www.publiweb.com.br

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