VENDA – De vender, do latim “vendere”, forma sincopada de “venundare” = dar por um preço.
COMPRA – Do latim “comparare”, de “cum” + “paro” = procurar para si. É o contrato pelo qual uma pessoa se obriga a transferir para outra o domínio de uma coisa, por preço determinado.
– Mas então é a mesma coisa? Comprar é igual a vender?
– Não. É igual, mas é diferente.
– !?!?!?
– São ações correlatas. Acontecem simultaneamente.
Como seu correlato venda, a compra constitui uma das atividades fundamentais numa sociedade onde tudo se mede pelo dinheiro. Pela divisão do trabalho, o homem se obriga a procurar aquilo que necessita através da compra e da venda. Por isso, durante muito tempo a “venda” era o lugar em que os moradores ou do bairro abasteciam-se dos artigos de primeira necessidade. Era o armazém em que se comprava fiado e que no fim do ano dava uma folhinha aos fregueses. Essa era a forma mais simples do mercado de varejo, em que as transações se faziam à base das relações pessoais.
– Sei, a famosa “vendinha” da esquina.
– Essa mesma. Hoje, as “vendas” desaparecem sob a pressão da concorrência das grandes cadeias de supermercados, mais eficientes e menos humanos, onde as relações são anônimas e impessoais.
Quanto ao sentido econômico do termo, voltamos à definição de que venda, como operação do mercado, é o correlato da compra. O homem vende seu trabalho para comprar a casa, os alimentos e mais os objetos que o valor de compra de seu trabalho permitir.
A esta altura da conversa entra, então, o consumo, do latim “consumere”, de “cum” + “sulnere” = tomar para si, fazer desaparecer alguma coisa utilizando-se dela.
– Ah! Consumir é dar fim em algo.
– Não exatamente.
Em geral é o uso de um bem. Em Economia, o termo designa a quarta e última fase do processo econômico, sendo precedido pela produção, a distribuição e a troca. Em última análise, constitui o somatório de atos individuais de pessoas, que usam bens e serviços para sobreviver
– Então, para sobreviver é preciso vender seu trabalho?
– É quase isso.
Três são os principais fatores de interferência no consumo: o poder aquisitivo do consumidor, a natureza do bem a consumir e a massa da produção.
– Veja se eu entendi.
– OK. Manda.
– Primeiro, é preciso ter dinheiro para comprar.
– Essa você “pegou” bem.
– Segundo, nem tudo que está à venda interessa por igual a todos os compradores.
– Beleza. Você está indo muito bem.
– Terceiro, quando se produz mais que o necessário, sobra, e o contrário é verdadeiro.
– Esse é o princípio básico. Nesse caso a lei da oferta e da procura regula os preços.
– Que mais?
– Tá esperto, hein?
É aí que surge a comunicação, do latim” communicatio”, de” communis” = comum. Ação de tornar algo comum a muitos. É o estabelecimento de uma corrente de informação, dirigida de um indivíduo a outro ou a muitos, com o fim de informar, divertir ou persuadir.
– Isso eu conheço. É aquela história de fonte, mensagem, receptor, não é?
– Exatamente.
Uma mensagem para atingir seu objetivo precisa estar ajustada ao destinatário, possuir conteúdo significativo, apresentar sentido claro, ser objetiva e, importantíssimo, ser oportuna.
– Marketing?
– Bingo.
Procure no site www.vendamais.com.br mais informações sobre esse tema: PALAVRAS-CHAVE Estratégia; consumo.
Para saber mais: A Empresa Totalmente Voltada para o Cliente, de Richard C. Whiteley – Ed. Campus.
Joana Del Guercio é escritora e publica artigos baseados em seus 13 anos de experiência bancária e contratação. E-mail: joanaguercio@hotmail.com


