Comunicação e Resultados – abril de 2006

Carreira

O emocional na carreira

Por Thomas Case

A emoção na carreira, muitas vezes, dá energia e esse é um bom efeito, particularmente quando gera empolgação com o trabalho. O problema é quando há perda do controle emocional.

Costumeiramente, vemos chefes que gritam, xingam e não são nada racionais em suas respostas. Eles são consumidos pela emoção e perdem o controle deles e do momento. Pense nas vezes em que você viu alguém perder o controle emocional. Não foi um desastre, tanto para quem perdeu o controle quanto para as outras que participaram do ocorrido?

Eu, pessoalmente, tenho visto muitas pessoas talentosas perderem oportunidades de progresso profissional por não saberem controlar seu lado emocional. Essas pessoas brigam com chefes, subordinados, colegas e sua utilidade para a empresa é reduzida enormemente.

Quero aconselhar você a aprender a ser frio como gelo nas decisões e nas brigas. É difícil? É! A emoção é difícil de ser superada, porém, quem sai ganhando é sempre a pessoa que mantém a cabeça fria, tomando as melhores decisões.

Em vez de responder a um confronto, fale que quer pensar, pois não está preparado para responder naquele momento. É maravilhoso como uma noite de sono ajuda a resolver problemas. O famoso empurrar com a barriga, nesses confrontos, funciona muito bem e, em geral, ajuda a vencer a batalha.

Pense em maneiras de não perder o controle emocional no trabalho. Conte até dez, mas nunca responda com a emoção, só com a razão. É muito melhor levar as coisas na esportiva. Em vez de brigar, saia com um comentário bem-humorado.

Thomas Case é fundador do Grupo Catho. Fonte: Jornal Carreira & Sucesso, 256ª edição Visite o site: www.catho.com.br/jcs

Dica do mês

Idéias valem ouro

Você tem idéia do quanto sua empresa pode ganhar treinando seus gerentes a incentivar os colaboradores a pensarem? Veja estas histórias:

– Um funcionário de hospital que tinha apenas estudado até a sexta série inventou uma maneira de manejar as portas dos quartos que poupou 15 mil dólares à instituição.

– Um trabalhador de madeireira resolveu um antigo problema que livrou seu patrão de 150 mil dólares por ano em custos trabalhistas.

A ironia: em ambos os casos, os funcionários disseram que tinham gerado suas idéias há um bom tempo. O funcionário do hospital disse pensar que ninguém se importaria com sua idéia. E o madeireiro disse: ?Ninguém nunca me perguntou?.

Fonte: Communication Briefings

Comunicação

Pelo resgate do contato pessoal

Por Adriane Werner

Ninguém é uma ilha! Será que a antiga crença ainda tem validade em plena época de internet, e-mails, teleconferências e ? quando muito ? telefonemas? Toda a tecnologia criada para reduzir distâncias e fronteiras tem resultado no distanciamento do contato físico, a mais genuína e franca forma de comunicação entre pessoas.

Como somos obrigados a correr contra o relógio, preferimos telefonar a fazer uma visita, mandar um e-mail a telefonar ou mesmo delegar a outra pessoa a tarefa de mandar um recado. E, francamente, quando telefonamos, muitas vezes, torcemos intimamente para que o telefonema seja atendido por uma secretária eletrônica, assim transmitimos a mensagem sem perder muito tempo.

Mas é somente com o contato pessoal que podemos saber exatamente a reação dos nossos interlocutores. Imagine que você precisa pedir um favor a um colega de trabalho. Se você manda um e-mail, ele pode responder: ?Tudo bem, sem problemas? ou ?Infelizmente não poderei ajudá-lo?. Se, ao invés do e-mail, você fizer o pedido por telefone, poderá perceber algumas intenções do seu colega pelas inflexões na voz. Mas se você tiver a oportunidade de falar pessoalmente, poderá ?ler? a linguagem corporal, perceber o olhar, a expressão facial, a postura. Na prática, você vai saber se ele disse sim querendo dizer não, se ele negou o favor para escapar de você e o grau de sinceridade na resposta do seu colega.

Para resgatar gradativamente a prática do contato pessoal, podemos pensar em uma ?escala de relacionamento?, na qual podemos subir passo a passo: ao invés de delegar o contato a uma terceira pessoa, faça você mesmo; ao invés de mandar um e-mail, telefone; ao invés de deixar recado na secretária eletrônica, insista em telefonar mais tarde e, ao invés de telefonar, procure o contato físico.

As inúmeras possibilidades de comunicação que o avanço tecnológico permite são fascinantes e, hoje, se tornaram até mesmo necessárias (quem pode se dar ao luxo de viver sem celular?), mas elas nos fizeram perder o costume do contato pessoal. Não precisamos sair de casa e nem encontrar pessoas para fazer compras, para trabalhar e, às vezes, nem para namorar! Viramos ilhas, ficamos isolados. Por isso propomos o resgate.

Adriane Werner é jornalista, âncora de TV e ministra cursos de oratória, media training e etiqueta profissional. E-mail: [email protected]

Comunicação na empresa

Todo mês uma história real de comunicação com final feliz

Desde junho de 2005, a Liberty Seguros disponibilizou o serviço de ouvidoria para auxiliar seus clientes, pessoas físicas e jurídicas, inclusos no processo como segurados, beneficiários, terceiros (vítimas de sinistros), diretamente ou por meio dos seus corretores.

A intenção foi abrir ainda mais o canal de comunicação entre a Liberty e seus clientes finais, atender mais rapidamente questionamentos, esclarecer deveres e solucionar possíveis conflitos, possibilitando o aperfeiçoamento de procedimentos internos.

“O fato de contarmos com o serviço de ouvidoria externa, independente e reconhecida pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), é muito importante e também um grande diferencial, pois assegura total imparcialidade nas tomadas de decisões ao rever assuntos que forem submetidos a ela”, declara o vice-presidente da Liberty, Carlos Magnarelli.

Os resultados são muito positivos. Só no período de 20 de junho a 17 de outubro, cerca de 80% das solicitações pertinentes à ouvidoria foram resolvidas satisfatoriamente. Embora o prazo para apresentação de soluções seja de 30 dias (regulamento reconhecido pela Susep), contados a partir do primeiro contato com o canal, a ouvidoria leva, hoje, menos da metade desse prazo para atender às solicitações, pois conta com o envolvimento de todas as áreas que trabalham em conjunto e a empresa espera reduzi-lo ainda mais em breve.

As impressões positivas foram rapidamente sentidas pelos corretores e clientes finais. “Enviamos o relato pela internet e rapidamente obtivemos resposta. Percebemos a seriedade da Liberty e seu compromisso em atender de forma imparcial seus clientes, o que facilita o trabalho do corretor”, conta Ednalva Araújo, da corretora paulista Campestre Seguros. O canal da ouvidoria ainda é muito confundido com os outros serviços de atendimento a clientes oferecidos pela Liberty. “Recebemos, ainda na ouvidoria, muitas ligações relacionadas a outros assuntos, como cotações e comissões, que não são pertinentes ao canal. Estas, logo que identificadas, são direcionadas para as áreas responsáveis”, comenta Magnarelli.

Visite o site: www.libertypaulista.com.br

Que tal você também contar o que está fazendo em sua empresa para melhorar a comunicação interna? Estamos esperando sua história. Basta escrever para o e-mail: [email protected], que entraremos em contato para fazer uma entrevista.

Livros

Alta Performance em vendas

Dale Carnegie, J. Oliver Crom & Michael Crom

Dale Carnegie, respeitado na área de treinamento de vendas e autor do livro Como Fazer Amigos e Influenciar as Pessoas apresenta agora este livro, que ensina ao leitor interessado em desvendar os segredos para fechar vendas e acabar com a resistência dos clientes mais reticentes.

Editora: Best Seller

Preço: R$ 34,90*

Blink: A Decisão Num Piscar de Olhos

Malcolm Gladwell

Uma ferramenta indispensável para quem deseja fazer mais e melhor com menos esforço. E isso, em todos os campos da existência: do trabalho ao lazer, passando pelas relações conjugais.

Editora: Rocco.

Preço: R$ 26,80*

Como Conseguir Dinheiro

Michael Lechter

O autor oferece ao leitor muito mais que um simples manual de captação de fundos, ressaltando não só as diversas formas de levantar recursos, mas também a maneira de utilizar legalmente o dinheiro de outras pessoas sem entregar o controle dos negócios.

Editora: Campus/Elsevier

Preço: R$ 49,00*

Onde encontrar: www.livrariascuritiba.com.br

*Preços e disponibilidade pesquisados em março/2006

Humor

Boas recomendações

Em uma entrevista de emprego, o dono da empresa pergunta:

? Por acaso o senhor tem alguma recomendação da empresa onde trabalhava?

? Claro que sim!

? E qual é essa recomendação?

? Eles me recomendaram que procurasse outra empresa.

Fonte: www.humortadela.com.br

Pensamentos

?Em dia de vitória ninguém fica cansado? Provérbio árabe

?Os pecados do ladrão são as virtudes do banqueiro? George Bernard Shaw

?A verdade deve ter escravos e não donos? Carlito Maia

?Percorra os parques da cidade. Você não encontrará nenhuma estátua de um comitê? David Ogilvy ?O tempo é um grande professor, pena que mate todos os seus alunos? Berlioz

?Todo progresso está baseado no desejo inato e universal de todo organismo vivo de viver acima de suas posses? Samuel Butler

?Não sei quem foi meu avô. Estou muito mais preocupado sem saber qual será o futuro do neto dele? Abraham Lincoln

Histórias de trabalho

Assembléia na carpintaria

Contam que na carpintaria houve, uma vez, uma estranha assembléia. Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças. Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria de renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo o tempo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.

Diante do ataque, o parafuso concordou, mas, por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito.

Nesse momento, entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu em um fino móvel. Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:

? Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos e concentremo-nos em nossos pontos fortes.

A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas e o metro era preciso e exato. Sentiram-se, então, como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalharem juntos.

Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.

Fonte: www.otimismoemrede.com

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