Comunicação e Resultados – novembro de 2004

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Algumas pessoas têm uma forte propensão para “pensar grande” e isso em geral pode ser traduzido por “sonhar”, isto é, a pessoa quer realizar grandes mudanças, atingir altos postos, fazer obras de destaque, enfim, conquistar grandes metas.

CARREIRA

Sede de realização

Por José Antônio Rosa

Algumas pessoas têm uma forte propensão para "pensar grande" e isso em geral pode ser traduzido por "sonhar", isto é, a pessoa quer realizar grandes mudanças, atingir altos postos, fazer obras de destaque, enfim, conquistar grandes metas. Esse “pensar grande” é bom, naturalmente, porque usualmente é uma das condições necessárias para realizações de alto valor. Quem quer pouco, pouco atingirá (pelo menos essa é a lógica!).

Porém, essa história de “sonhar grande”, para algumas pessoas, acaba sendo muito ruim. Isso ocorre quando os sonhos apresentam uma miragem maravilhosa e tornam o cenário do dia-a-dia completamente desestimulante, na visão do sonhador. Daí ele não tem energia para fazer as coisas do aqui/agora, vale dizer, recusa-se em subir os degraus que estão à sua frente, imaginando apenas o topo da escada. Chega à paralisação, o indivíduo não faz nada agora e não fará nada nunca, embora tivesse grandes sonhos!

§ Quais são seus grandes sonhos? Se não os tem, qual é o motivo? Não se acha capaz? Não tem vontade de fazer grandes coisas e quer simplesmente ir vivendo? Tente conhecer suas razões.

§ Seus grandes sonhos, se os têm, atrapalham o dia-a-dia? Que tal você perguntar a colegas e amigos sensatos sobre isso? Será que, vivendo para os grandes sonhos, você não estaria se esquecendo de subir os degraus?

§ Se tem grandes sonhos, o que fará hoje, esta semana, este mês e este ano para atingi-los? Se não vai fazer nada, será que o sonho vai um dia concretizar-se?

José Antônio Rosa é professor de pós-graduação em Administração no Instituto Nacional de Pós-Graduação, jornalista, editor e consultor da Manager Assessoria em Recursos Humanos. Visite o site: www.manager.com.br

Dica do mês

A síndrome do “quando”

A maioria das pessoas diz assim: “Quando eu me sentir bem comigo mesmo vou fazer isso, vou fazer aquilo, etc.” O caminho não é esse. Comece logo a fazer, que o sentimento aparece. Ao começar a agir, as coisas começam a mudar dentro e fora de você. Intenção sem ação só tem um nome: ilusão. Ouse fazer e o poder lhe será dado. Questionado sobre isso, William James, um grande filósofo e psicólogo americano disse: “Até agora eu pensava que, para agir, era preciso sentir. Hoje se sabe que, se começamos a agir, o sentimento aparece.”

E conclui: “O passarinho não canta porque está feliz, ele está feliz porque canta.”

Lair Ribeiro em Saber Viver Pessoalmente (Editora Leitura – www.editoraleitura.com.br)

CRIATIVIDADE

Sacudindo os neurônios para ter novas idéias

Por Gisela Kassoy

Você sabe por que os automóveis para táxis na Inglaterra são obrigatoriamente altos? Para dar espaço para as cartolas dos passageiros. Sabe por que as moedas são circulares? Porque em algum momento da história da humanidade fabricava-se moedas com materiais quebradiços. A forma de círculo ajudava, portanto, a evitar que os cantos quebrassem.

Os carros não precisam mais ser altos, nem as moedas circulares, mas eles simplesmente continuaram a ser como eram. Numa época em que questionar, modificar e inovar é vital, ainda estamos habituados a aceitar coisas tais como elas são. Segundo Edward de Bono, especialista em Criatividade, padecemos de uma espécie de continuísmo mental, o que dificulta nossa percepção de oportunidades para melhorias.

Uma boa forma de percebermos possibilidades de mudanças é justamente enfrentarmos as fontes de continuísmos e nos desafiarmos a pensar em alternativas. Veja os tipos mais freqüentes de continuísmos:

Negligência: nossa mente aprendeu a resolver problemas e deixa de perceber o que não incomoda. Dessa forma, tudo que ainda não virou problema tende a ser negligenciado. Pior ainda, a negligência é prima-irmã da arrogância: sempre que estamos satisfeitos com nosso trabalho ou produto, deixamos de aprimorá-los.

Seqüência: como as moedas e os automóveis ingleses, há inúmeros procedimentos, acessórios, cores e formatos que nunca foram modificados. Mas eles precisam mesmo ser assim?

Dependência: acontece quando a evolução de certos produtos ou procedimentos depende de fatores ou instituições que são vistos como atravancadores. Podemos, entretanto, usar nossa criatividade também para contornar os fatores. Digamos que você teve uma idéia cuja implementação é cara. Precisa parar por aí? Que tal gerar idéias para reduzir os custos de implementação?

Complacência: é o famoso “deixa quieto”. Acontece quando nos submetemos a crenças para deixar de criar, ou de lutar para que inovações sejam feitas. Você já ouviu frases como "O mercado não está preparado", “É inviável”. Questione-as também.

Quer gerar idéias? Olhe ao seu redor e pergunte-se: onde está a negligência? (e a seqüência, a dependência, a complacência?) Pergunte-se também “E se… ?”, “Por que isso é como é?”, “Dá para fazer diferente?” Pergunte-se principalmente “Por que não?”

Você vai adorar as respostas.

Gisela Kassoy é formada em Comunicação Social e em Metodologia do Ensino da Criatividade pela Creative Education Foundation da Universidade de Nova York. Atua com consultoria, seminários e palestras sobre Criatividade, Inovação e Transformações Organizacionais.

Fonte: www.empregos.com.br

COMUNICAÇÃO

Sac interno: quanto vale um funcionário satisfeito?

Funcionários que se sentem respeitados e valorizados geralmente tratam os clientes com cortesia e atenção, desempenhando serviços com melhores resultados

Por Carmen Maria Natali Nigro Doro

A partir dessa premissa, a Brasanitas Serviços Integrados, empresa privada que oferece prestação de serviços de limpeza, conservação e manutenção de hospitais, indústrias, instituições bancárias e órgãos públicos, instituiu o Serviço de Atendimento ao Cliente Interno.

"O SAC Interno da Brasanitas visa aperfeiçoar o relacionamento com mais de 13 mil funcionários, distribuídos em dois mil pontos de atuação. O funcionário não tem de esperar pelo encarregado para pedir orientação sobre benefícios, tirar dúvidas e dar sugestões de melhorias", diz Carmen Nigro Doro, diretora de RH. "Além disso, é um canal aberto entre o colaborador da área operacional e a diretoria executiva da empresa – o que, certamente, imprime maior segurança no relacionamento." Pendências podem ser resolvidas mais depressa, garantindo que o colaborador trabalhe com a mesma qualidade enquanto a equipe de atendimento encontra soluções.

"O link entre a atitude dos colaboradores e a satisfação do cliente pode ser constatado em diversos estudos (como o de Bavendam Research – www.bavendam.com) e até mesmo no dia-a-dia. Basta recordarmos as nossas próprias experiências. Quando nos sentimos destratados pelo funcionário de alguma empresa que nos presta serviço, raramente voltamos a recomendar a organização a alguém. Por outro lado, quando nos sentimos bem-tratados e valorizados como clientes, há grandes chances de indicarmos os serviços da empresa a um amigo. Assim, manter um funcionário satisfeito é, de fato, manter nossos clientes satisfeitos”, diz Carmen.

Sediada em São Paulo, a Brasanitas tem filiais no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.

Carmen Maria Natali Nigro Doro é diretora de recursos humanos da Brasanitas Serviços Integrados.

LIVROS

Vendas – 68 Lições do Dia-a-Dia

John Carroll

Com as analogias que faz entre as vendas e a vida doméstica, o autor nos ensina a apreciar o trabalho de vendas. Traz estratégias e táticas, macroconceitos e microidéias, que o ajudarão a dar impulso à sua carreira.

Editora: Cultrix

Preço: R$ 13,00*

Gestores, Gurus e Gênios – Suas Estratégias Administrativas

Marco Antonio de Araújo

Através do princípio mnemônico o autor aproveitou as iniciais de cinco ferramentas administrativas para formatar o checklist “DO JOB” – Downsizing, Outsourcing, Just in time, Objective, Benchmaking.

Editora: Qualitymark

Preço: R$ 65,00*

50 Idéias Poderosas para Você Ganhar Novos Clientes

Paul R. Timm

Esse livro mostra as estratégias mais eficazes para atingir seus objetivos e obter sucesso em um mercado cada vez mais competitivo. Fala sobre redes de relacionamento, propaganda e como construir uma reputação.

Editora: Altabooks

Preço: R$ 32,00

Onde encontrar:

www.livrariascuritiba.com.br

*Preços e disponibilidade pesquisados em outubro/2004

GESTÃO E LIDERANÇA

Confiança e inspiração para virar o jogo

Por Roberto Shinyashiki

Uma das maiores batalhas da minha vida tem sido mudar a mentalidade das pessoas que tomam o tamanho dos seus problemas como o maior empecilho de serem felizes. É uma luta sangrenta: querem me convencer de que problemas grandes são sinônimo de infelicidade. Mentira! A vida é um constante exemplo de pessoas que são felizes apesar de problemas dramáticos.

As pessoas que eu mais admiro na vida não são aquelas que nasceram em berço esplêndido, mas aquelas que agem e realizam, apesar das dificuldades. Muita gente, mesmo em situações críticas, consegue ter paz no coração e atravessar o oceano de angústia com um sorriso no olhar. Ao passo que indivíduos com todo o tipo de conforto não encontram estímulo para sair da cama.

Há exemplos de empresários que perdem suas empresas e experimentam o gosto amargo do fracasso. Os inimigos chegam a comemorar a derrota, mas muitos conseguem dar a volta por cima e recriam seus negócios mais fortalecidos. Em períodos de crise, quantos profissionais são demitidos, mergulham em um novo projeto e voltam em uma empresa muito melhor? Quantas pessoas experimentam dramas na vida, mas fazem dessa dificuldade o alimento do seu espírito e transformam as suas vidas?

A tendência é cada um pensar que o seu problema é o pior do mundo. Mas as dificuldades não estão baseadas no tamanho dos problemas, e, sim, na capacidade de lutar para virar o jogo. Portanto, logo depois de sentir a dor gerada por uma adversidade, saia atrás de uma solução, porque esse é o caminho. Chorar em um momento de infortúnio é normal, mas ficar chorando a vida inteira é masoquismo.

Os líderes conseguem, em meio a uma desgraça, analisar a situação, pensar em novas opções e dar a grande virada na carreira e na empresa. São nesses momentos de dificuldade que você tem a oportunidade de ser o modelo para sua equipe. As pessoas sempre vão se inspirar em você mesmo que você não saiba. Se desanimar, elas também desanimarão. Se lutar com bravura, todos vão seguir o seu exemplo.

Eu, particularmente, fico muito feliz quando vejo o presidente da organização trabalhando junto à equipe com fé e determinação. Pois esse compromisso incendeia o time e todos superam os obstáculos com certeza e coragem.

Napoleão Bonaparte, sem dúvida, foi um dos maiores líderes que este mundo já conheceu. Certa vez, seu exército estava se preparando para uma importante batalha, contra um contingente três vezes superior e equipamento mais evoluído. Napoleão avisou os generais de que estava indo para a frente da batalha, e estes procuraram convencê-lo a mudar de idéia.

Tudo em vão, não houve nada que dissuadisse Napoleão da idéia. Disse ele: — É mais fácil puxar do que empurrar!

E Napoleão tem razão: quando você está junto, as pessoas deixam-se contagiar por sua energia vencedora. Quando o líder assume os riscos com a equipe, suas palavras ganham credibilidade. Quando o líder toma para si as conseqüências de suas decisões, obtém o respeito de seus colaboradores.

Quando você vai para a frente da batalha com seus funcionários, a sua equipe se sente protegida para arriscar. A simples presença do líder faz despertar a coragem e a confiança de todos.

Olho:

É mais fácil puxar do que empurrar!

Napoleão Bonaparte

Roberto Shinyashiki é escritor, conferencista e idealizador do programa de treinamento da Universidade de Líderes – As Estratégias das Vitórias

Visite o site: www.shinyashiki.com.br

COMUNICAÇÃO NA EMPRESA

Todo mês uma história real de comunicação com final feliz

Campanha da Caixa leva cinco mil empregados a abandonar o cigarro

Em cinco anos o número de empregados fumantes da Caixa Econômica Federal caiu 8%. Hoje, apenas 12% dos 60.013 empregados da empresa fumam e 75% querem parar com o hábito.

Os dados são da pesquisa realizada pela área de saúde da Caixa que mapeou o interesse dos empregados no combate ao fumo. O estudo, concluído em agosto, faz parte da campanha "Ambiente livre de fumaça", iniciada em abril para promover a qualidade de vida no ambiente de trabalho. O levantamento foi realizado por meio de um questionário enviado a todos os empregados.

Revelando interesse pela pesquisa, 27.749 empregados responderam às perguntas sobre hábito de fumar e tipos de tratamento considerados mais adequados para quem quer parar de fumar. O questionário também serviu para avaliar a campanha da Caixa.

No questionário, foram sugeridos alguns tratamentos e o mais votado foi o item "Medicamentos", escolhido por 31% dos entrevistados. Em relação à campanha, 97% dos empregados consideram importante a ação.

A Caixa realizou campanhas internas de sensibilização e de parceria com os empregados no custeio de medicamentos específicos. No ano de 1999, 20% dos empregados fumavam, em 2000 este índice caiu para 17,85%, e agora em 2004 baixou para 12%.

Este ano, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou o slogan: "Fumar é gol contra!", reforçando o tema do Dia Mundial sem Tabaco, comemorado em 31 de maio. No site do Inca (www.inca.gov.br/tabagismo), podem ser encontradas informações como: números sobre tabagismo, eventos e publicações sobre o tema, métodos para parar de fumar, legislação, entre outras.

Que tal você também contar o que está fazendo em sua empresa para melhorar a comunicação interna? Estamos esperando sua história. Basta escrever para o e-mail: aleassad@vendamais.com.br, que entraremos em contato para fazermos uma entrevista.

MOTIVAÇÃO

O jovem ideal

Por Marco Aurélio F. Vianna

Na minha opinião, oito atributos deveriam estar presentes no jovem ideal que se integrasse a uma empresa neste início do século XXI:

1. Vocação para a vitória.

2. Flexibilidade.

3. Vontade de aprender.

4. Gosto pelo trabalho de equipe.

5. Capacidade de assumir riscos.

6. Persistência.

7. Estar de bem com o mundo.

8. Estar energizado.

Você deve estar perguntando: “Como detectar as qualidades e atributos descritos nos jovens candidatos que são entrevistados?”. A saída é humanizar as contratações por meio do diálogo, saindo do viés meramente tecnocrático. Assim, peça currículo de gente, e não currículo de máquinas. Invente, com criatividade, novas formas de detectar os verdadeiros talentos para a sua empresa.

Marco Aurélio F. Vianna em Trabalhar, Para Quê? – A Motivação Profissional nas Equipes Realizadoras (Editora Gente – www.editoragente.com.br)

PENSAMENTOS

“A grande e gloriosa obra-prima do homem é saber como viver com um propósito” Montaigne

“Eu descobri que quando você faz um compromisso profundo, forças invisíveis vêm em seu auxílio”

Charles Lindbergh

“Nunca trabalhei um dia em minha vida. Foi tudo diversão”

Thomas Edison

“Estou procurando por um monte de pessoas que possuam uma capacidade infinita de não saber o que não pode ser feito”

Henry Ford

“A única hora em que você deve olhar para trás é quando deseja aprender alguma coisa”

Chuck Yeager

HISTÓRIAS DE TRABALHO

O filme de sua vida

Quando Steven Spielberg se dispõe a fazer um filme exótico de aventuras, ele não viaja pelo mundo, filma todas as cenas no roteiro para então se sentar e rever tudo o que foi filmado do início até o fim. Spielberg pode chegar ao final do processo e perceber que o clima na cena 43A não combina muito bem com o da cena 43B – e então se perguntar por que ele não percebeu isso enquanto ainda estava em Sumatra com o elenco e a equipe.

Esperar até o último momento para rever o que foi filmado é uma proposta perigosa. Em vez disso, um bom diretor dá uma olhada a cada dia no copião. Assim, ele pode avaliar cada uma das tomadas que irão, juntas, transformar-se em um filme – o filme que o diretor se dispôs a fazer.

Acredito que o mesmo processo se aplica ao filme da sua vida. E quem quer correr o risco de sabotar esse lançamento?

Todo dia, em algum momento, precisamos nos perguntar, “O que acaba de acontecer?” “Estou cumprindo meus objetivos?” “O que está dando certo? E errado?” essa é a maneira de assegurar que o filme de sua vida está se desenrolando da maneira como deveria estar.

Sem Limites – Quebrando as Barreiras no Desempenho Pessoal de Danny Cox

(Market Books – www.marketbooks.com.br)

Humor

Imagine o seu velório…

Numa dinâmica de grupo, não foi difícil adivinhar o candidato aprovado.

Esta era a pergunta:

O que você gostaria que falassem de você no seu velório?

O primeiro disse:

"Que eu fui um grande médico e um ótimo pai de família"

O segundo disse:

"Que eu fui um homem maravilhoso, excelente pai de família e um professor de grande influência no futuro das crianças."

Aí, o terceiro arrasou:

"Gostaria que eles dissessem 'Olha, ele está se mexendo!'…"

Fonte: Jornal Carreira & Sucesso – 197ª edição

www.catho.com.br/jcs

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