Tão importante quanto a comunicação externa, a comunicação interna pode ser crucial em momentos decisivos dentro de uma empresa. Uma empresa transparente tem mais sucesso que aquelas em que não há comunicação! É cada vez maior a preocupação das empresas em fortalecer sua imagem perante a sociedade por meio de ações de comunicação empresarial: assessoria de imprensa, relações públicas, marketing, propaganda e design. Estas estão entre as áreas que mais têm sido procuradas para o fortalecimento das marcas. A atenção crescente em relação à melhora da comunicação é saudável para as empresas, para os consumidores e para o mercado como um todo.
Mas o importante é que as empresas percebam que a comunicação externa só terá efeito se, internamente, o fluxo de informações também fluir de maneira efetiva. O público interno de uma organização deve ser o primeiro foco de uma boa comunicação. É preciso que se crie um círculo virtuoso da clareza da comunicação interna em uma empresa.
Isso não significa apenas que a empresa precise manter canais formais de comunicação, como house organs (jornais internos), editais, informativos e memorandos, mas, principalmente, que ela deve proporcionar e estimular a transparência no fluxo interno de informações importantes. Quando as informações fluem com naturalidade, transparência e franqueza dentro de uma empresa, os trabalhadores são conquistados e respondem com maior comprometimento.
A ausência de clareza acarreta danos graves. A indústria do boato conhecida como ?rádio-corredor? ou ?rádio-peão? se prolifera na falta de informações claras. Por isso, por mais difícil que seja, é importante adotar a postura de ?falar a verdade, doa a quem doer?.
Uma situação típica de dificuldade de comunicação ocorre quando a empresa está prestes a fazer cortes de pessoal. A nuvenzinha preta, que ronda as chefias durante o processo de escolha dos que serão demitidos, é percebida de imediato por muitos dentro da empresa. Inevitavelmente, os boatos começam a circular. Muitas vezes, o demitido é como marido traído, o último a saber. E pior ainda é quando só se sabe que ?vão rolar cabeças?, mas não se sabe ?de quem?. Todos começam a procurar novos empregos. Os melhores encontram outras colocações ? e com certeza não estavam na lista dos que seriam desligados. A empresa perde seus melhores talentos por não ter sido franca ? e rápida ? em suas decisões e em sua comunicação.


