Concessionárias usam o marketing cultural para atrair clientes

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Não é novidade que quanto mais pessoas circulam dentro de um estabelecimento comercial, maiores são as chances de fechar negócio. Mas como atrair esses consumidores?

Muitos empresários investem pesado para chamar a atenção da clientela e conseguir traze-la para dentro da loja. Tarefa fácil? Não, porque se a idéia não for criativa, pode causar efeito contrário: o afastamento do pessoal.

Algumas concessionárias estão usando o marketing cultural para convencer o cliente de que é um bom negócio fazer uma visita na loja e conhecer o trabalho de artistas locais. “O objetivo desses eventos não é somente vender. Atraindo as pessoas até a loja, a nossa marca será divulgada, o nosso espaço está sendo visitado, pois vem a família inteira”, afirma Walmir Luis Picolotto, diretor organizacional da Autovesa, concessionária Renault localizada em Curitiba, PR, que há mais de um ano é parceira de artistas locais, que quinzenalmente apresentam peças teatrais, exposições, lançamentos de livros e espetáculos de dança.

Seguindo a mesma linha, de integrar a comunidade com a cultura e a arte regional, somando ainda a educação, a concessionária Volkswagen Revesul, de Francisco Beltrão, PR, organizou o evento “Revesul Cultural” em duas etapas: primeiro realizou um desfile de moda comandado por um estilista convidado, em que compareceram mais de 500 pessoas. Na segunda fase, uniu se arte e educação, da qual mais de 1.500 alunos da rede pública de ensino participaram de oficinas de pintura. Tudo isso dentro da loja, no mesmo espaço onde ficam expostos os carros. Segundo Williams Costa, gerente de vendas da Revesul, “através dos eventos culturais estamos humanizando a parte comercial, valorizando nosso cliente como amigo e divulgando a arte e a cultura da nossa cidade”.

Essa é uma maneira diferente de fazer com que pessoas que nunca entraram na sua loja passem a freqüentá-la. Com o custo bem menor do que um comercial de TV, por exemplo, o marketing cultural é uma forma de fazer com que o fluxo de pessoas que circulam na loja seja grande, além de promover os talentos locais e contribuir com o crescimento cultural da sociedade E realmente, o custo de um carro é elevado e não pode se esperar que todas as pessoas que visitam o espaço cultural da concessionária saiam de carro novo. Mas Picolotto revela que alguns automóveis já foram vendidos a clientes que foram à loja em razão do evento, conheceram os carros e acabaram fechando negócio.

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