Apesar dos sinais de desaquecimento da economia, a indústria automobilística dos Estados Unidos garantiu seu lucro em 2001 graças a dois fatores. Primeiro, a adoção de políticas de financiamentos para lá de camaradas e depois, com a onda de patriotismo que levou muitas pessoas a adiantarem a troca de carro simplesmente para ajudar a economia.
E correndo por fora, com números muito mais modestos, avançou a venda de carros via Internet. As montadoras não medem esforços para conquistar esse cliente que pesquisa, compara e compra veículos online. Tal transação tem diversas vantagens, mas fique apenas com a mais óbvia: a economia. Mais pessoas confiando na rede mundial para comprar seus carros significa menos dinheiro gasto em show-rooms, treinamento de vendedores, material de ponto-de-venda, test-drive, etc.
De acordo com o instituto de pesquisas Jupiter Media Matrix, as vendas de veículos pela Internet deve saltar de 13% em 2001 para 32% em 2006.
E manter um relacionamento através do site vale a pena, pois transforma prospects em fregueses de carteirinha, dentro e fora da rede.
Um exemplo desse relacionamento é o site da Ford (www.ford.com). Nesse endereço eletrônico, o consumidor pode escolher o carro que mais atende às suas necessidades. Após fornecer alguns dados pessoais, a página oferece ao visitante o endereço das concessionárias mais próximas à sua casa, e aquelas que possuem o modelo escolhido para pronta entrega.
Segundo a diretoria da Ford, as concessionárias escolhem se querem se cadastrar e informar seu estoque ou não. Mas as vantagens parecem convencer, pois 80% das empresas que vendem aquela marca nos Estados Unidos aderiram ao site. Geralmente, os clientes que passam antes pelo site têm mais possibilidade de fechar o negócio na loja: estudos mostram que 16% deles saem com o carro escolhido, uma porcentagem muito alta para o ramo de atividade.


