CORE RESOLVA ESSA QUESTÃO

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Existe uma diferença entre o que o Conselho dos Representantes Comerciais pode fazer e o que a classe deseja. Ajude o órgão a ajudar você

Muitos representantes de vendas encaminham, através do site e da revista VendaMais, várias reclamações sobre o CORE – Conselho Regional dos Representantes Comerciais, presente em 24 estados do Brasil.

Resolvemos pesquisar esse assunto e ouvir a versão dos conselhos, federal e estadual, dos associados, e também de alguns representantes que ainda não são filiados ao conselho.

Como a maioria das profissões, os representantes comerciais necessitam, por lei, serem reconhecidos por uma instituição de classe. No caso, pelo Conselho Federal dos Representantes Comerciais (CONFERE), que regulamenta e fiscaliza a categoria através de seus conselhos regionais, os COREs. Essa é a função e obrigação do CORE. Segundo José Paulo Pereira Brandão, presidente do CONFERE, quem deve e tem obrigação por lei de oferecer benefícios aos associados são os sindicatos da categoria.

Acontece que a maioria das reclamações em relação aos COREs, é quanto a assuntos, que segundo alguns presidentes dos conselhos regionais, não cabem ao CORE, como cursos, palestras, benefícios, etc., mas sim aos sindicatos. Surge aí um grande problema de comunicação entre o CORE e seus filiados.

Por que os representantes reclamam da falta de alguns benefícios que não cabem ao Conselho oferecer? Segundo Wellington Pedrosa, presidente do CORE – BA, “alguns representantes só sabem acusar, não procuram a informação, e geralmente são os maus pagadores, que estão mal de vida e não têm muita representação, e a maioria inadimplentes”.

Já os representantes, dizem que o CORE não informa, não dá orientações e deveria oferecer mais benefícios. Carlos David Chedid, de Sorocaba, SE afirma que só tem o CORE por ser obrigado por legislação, “Sou filiado desde 1999 e a única correspondência que recebo dessa entidade chama-se boleto bancário. Assim fica difícil eu achar algum tipo de benefício”.

“Tendo em vista o valor que se paga de anuidade do CORE, ele deveria mensalmente nos manter informados do que está ocorrendo na nossa área” diz Remerson Centeno, de Esteio, RS, estado em que o CORE está sob intervenção do CONFERE. Alguns representantes não filiados também expoem algumas reclamações e explicam o motivo pelo qual não são associados.

Valdez Kempim, de Cacoal, RO, diz que a anuidade é muito cara para só oferecer o código e não fazer mais nada.

? Quem faz – Por outro lado, vários representantes associados estão extremamente satisfeitos com a atuação dos Conselhos. “O CORE me orienta e apóia quando tenho dúvidas, oferece cursos de vendas e motivação”, fala Paulo Fettback. Lizangela Dalmarco acha que o registro auxilia e facilita o trabalho, porque muitas empresas solicitam, além do que é mais fácil conseguir boas representadas por isso. Os elogios vêm também de quem não é associado. Eilton Silva pensa que o registro facilitaria o trabalho, pois estaria em contato com pessoas da área.

Embora não sejam obrigados a oferecer esse algo mais aos filiados, alguns Conselhos são ativos e realizam esse diferencial ao representante. Arlindo Liberatti, presidente do CORE de São Paulo, comenta que essas ações dependem muito do presidente do Conselho, “querendo ele pode fazer. Se não puder fazer em parceria com o sindicato, ele pode fazer sozinho”.

O CORE de Minas Gerais realiza algumas ações no sentido da educação, do ensino e da atualização do representante. “Realizamos também, uma vez por mês, um happy-hour aqui na sede onde fazemos um bate-papo com os representantes” conta Wellington.
Com toda a discussão sobre o que o CORE faz ou não, o que deveria fazer ou o que tem a obrigação de fazer, quem sai perdendo é toda a classe.

Soluções – Os representantes brasileiros sentem a necessidade de cursos, informações, aprimoramentos pessoais. Há locais em que as instituições de classe fornecem esse serviço.

Em determinados lugares, não encontram isso nem no CORE nem no sindicato, pouco atuante para suas necessidades. Nesse caso, há duas saídas:

? Falar com os responsáveis pelos órgãos, apresentar idéias, alternativas, sugestões. Em alguns casos, tais entidades não sabem exatamente o que fazer para auxiliar os membros da profissão. Apresente um plano de ação, os dirigentes vão gostar.

? Tomar a ação para si. Caso você queira fazer um curso, e as instituições de classe não o fornecem, una-se a outros dez ou quinze representantes, procure o palestrante desejado e negocie diretamente com ele. Não permita que brigas políticas ou má-vontade de alguns prejudique sua carreira. Tome a iniciativa, junte-se a outros profissionais e comece a fazer a diferença.

Pontos negativos do CORE *

– Preço muito alto para a filiação

– Não oferece nada ao profissional

– Deveria facilitar a vida, mas não facilita

– Em alguns lugares faz vistas grossas, permitindo o trabalho irregular

– Deveria divulgar melhor os serviços

– Só traz gastos

– Deveria ser mais atuante no que diz respeito a redução da carga tributária atribuída aos representantes comerciais

– É indiferente com a classe

– É apenas uma exigência legal

– Não tem nenhum planejamento em relação ao aprimoramento da carreira como por exemplo palestras, debates, troca de experiências e etc.
Pontos positivos do CORE *

– Orienta e apóia na hora das dúvidas

– Oferece cursos de vendas e de motivação

– É uma ferramenta que ajuda profissionalmente

– Facilita o intercâmbio entre representantes de venda

– O representante consegue boas representadas por possuir o registro

– Oferece respaldo junto aos prospectados e clientes

– Mantém o representante informado sobre a atual economia/vendas, e giros de mercado

– Fortalece a profissão para que se evite ações de aventureiros e “prostitutos” do mercado

– O registro funciona como se fosse um aval, uma garantia de que o representante presta um bom serviço e é uma pessoa confiável

* segundo pesquisa realizada pelo site VendaMais

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