Crescer ou Não – GV n.131

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Crescer Ou Não Crescer?

 

Existe um ponto na vida de qualquer empresa de sucesso que pode ser considerado um autêntico “momento da verdade”. É um dilema: crescer ou não crescer?

 

Muitas empresas brasileiras ficam presas a esse dilema. Algumas crescem, perdem a identidade e acabam desaparecendo. Outras enfrentam problemas sérios, típicos do crescimento desordenado. Outras, ainda, passam por dificuldades financeiras.

 

Algumas poucas resistem a tudo isso e se tornam gigantes, com faturamento de centenas de milhões de reais por ano.

 

Mas existe um pequeno (mas forte) movimento contrário de empresas que querem e escolhem permanecer pequenas, de sócios e proprietários que não querem perder o controle, a identidade e o equilíbrio.

 

Principalmente, não querem perder a paixão e o orgulho pelo que fazem. Entendem que empresas de qualquer tamanho podem ser excelentes e querem mantê-las assim – pequenas e excelentes – sem perder o espírito empreendedor.

 

Durante um dos famosos encontros anuais na GE, Jack Welch explicou por que admirava as pequenas empresas de espírito empreendedor. “Para começar, elas se comunicam melhor, pois, sem os entraves da burocracia, as pessoas têm oportunidade de falar e também de escutar. E como existem menos pessoas envolvidas, elas se conhecem e se compreendem melhor. Segundo, pequenas empresas são mais ágeis, pois entendem o custo de parar no meio do caminho. Terceiro, com menos níveis hierárquicos e menos camuflagem, os líderes aparecem claramente, e suas performances e impactos são claros para todos. Quarto e último, empresas pequenas são muito mais eficientes contra o desperdício, pois gastam menos tempo em reuniões, comitês, política interna, papelada inútil. Como essas empresas têm menos pessoas, precisam trabalhar bem e realizar o que é realmente importante. A equipe de uma empresa verdadeiramente empreendedora canaliza todas suas energias e atenção para o mercado, e não para a burocracia e politicagem interna.”

 

Empresas com características empreendedoras são realmente diferentes das demais. Mas quais são essas características?

 

O especialista norte-americano Bo Burlingham, editor da revista Inc., e autor do livro Pequenos Gigantes, contou-me quando esteve no Brasil, no ano passado, para participar da nossa convenção ExpoVendaMais que, de acordo com suas pesquisas, as empresas que ele denominou pequenas gigantes têm algumas características em comum:

  1. Ao contrário de muitos empreendedores, os fundadores das pequenas gigantes entenderam todas as opções que tinham e escolheram claramente o caminho que desejavam seguir. Ou seja, tinham uma atitude proativa em relação ao seu crescimento.

 

  1. Os líderes enfrentaram pressões imensas para mudar de curso. Essas empresas poderiam ser maiores, talvez mais lucrativas, mas seus líderes decidiram focar na sua missão – em ser os melhores, e não os maiores. Tudo para preservar seu espírito empreendedor, sua liberdade e a excelência que tanto buscam.

 

  1. Essas empresas têm ligações extraordinariamente fortes com a comunidade local. Não é raro que ajudem o hospital local, a manter creches, escolas e parques, que patrocinem times esportivos, etc.

 

  1. Essas empresas cultivam fortes relações com clientes e fornecedores, com base em contato pessoal, atendimento e respeito mútuo.

 

  1. O ambiente de trabalho é excelente. Todos se conhecem, existe um forte sentimento de “grupo”, as pessoas realmente vestem a camisa e têm orgulho de trabalhar ali. A paixão dessas pessoas é sentida ao você pisar na empresa ou ao conversar com qualquer um dos funcionários (a propósito, paixão é justamente nossa próxima capa da VendaMais). Pequenos gigantes acreditam fortemente em criar um ambiente de trabalho que estimule e recompense as necessidades criativas, emocionais, espirituais, sociais e financeiras da sua equipe.

 

  1. A maior parte dessas empresas pratica o que se convencionou chamar de open book management ou administração aberta, na qual todos  têm acesso aos números, relatórios financeiros e de vendas, etc. Esse assunto geralmente é um tabu para a maior parte dos empresários, mas os defensores dessa prática juram (e demonstram) que isso faz a maior diferença na hora de destravartodo o potencial de uma empresa. Ao compartilhar informações com todos na empresa, de qualquer nível hierárquico, ensinando a todos o que aqueles relatórios significam e como cada um na empresa pode ajudar, a vida das pessoas muda para sempre.

 

 

Como acredito que temos também pequenas gigantes aqui no Brasil, lancei o concurso www.pequenosgigantesbrasil.com.br justamente para descobrir e divulgar o que essas empresas, que buscam a excelência sendo relativamente pequenas, têm em comum.

 

Se você acha que sua empresa se encaixa nesse perfil, faça sua inscrição no site para que possamos avaliá-la. E, se tiver alguma dúvida, ou se quiser indicar alguma empresa na qual você acredita ser uma pequena gigante, aproveite que é assinante do Gestão em Vendas e fale diretamente comigo, pelo e-mail: raul@gestaoemvendas.com.br.

 

Pretendo, a cada ano e junto com a comissão organizadora, eleger as pequenas gigantes brasileiras. Mostrando um pouco mais dos nossos grandes talentos empreendedores.

 

Enquanto isso, caso a sua empresa não seja pequena, nem gigante, posso te dizer que estão pelo menos no caminho certo: o fato de investirem em treinamento (como o Gestão em Vendas) mostra que vocês têm vontade. E esse é um quesito primordial para o sucesso.

 

Aproveite para reler a lista do que as pequenas gigantes têm em comum e como você pode implementar cada ítem na sua empresa. Com certeza seus funcionários, seus clientes e sua comunidade vão ficar muito orgulhosos!

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