CSN: Companhia Siderúrgica Nacional

Quer conversar com um especialista?
Entre em contato!

Um conjunto integrado que abrangeria desde a extração, o beneficiamento e o transporte de minérios e do carvão até a produção e laminação do aço, aproveitamento dos subprodutos da destilação do carvão, fabricação de ferros-liga, etc. Essa foi a concepção inicial da Companhia Siderúrgica Nacional quando foi constituída, em abril de 1941.

Para que o empreendimento se realizasse de imediato, o Governo Federal assumiu o seu controle acionário, em decorrência do tamanho e das características do investimento necessário.

Passaram mais de cinco anos até que as operações tivessem início, em outubro de 1946, na Usina Presidente Vargas, localizada em Volta Redonda, RJ, produzindo coque, peças fundidas de ferro-gusa e produtos longos.

Era apenas o começo da história da CSN, a primeira produtora integrada de aço plano no Brasil. Trata-se de um verdadeiro marco em nosso processo de industrialização, pois foi o seu aço que viabilizou a implantação das primeiras indústrias nacionais.

A estratégia integrada e alinhada ao negócio principal assegura posição de liderança no setor siderúrgico brasileiro. A aquisição dos ativos da Heartland Steel, nos Estados Unidos, em 2001, constituiu a CSN LLC e marcou o início do processo de internacionalização.

Atualmente, entre seus ativos, a companhia conta com uma usina siderúrgica integrada, cinco unidades industriais (sendo duas delas no exterior), minas de minério de ferro, calcário e dolomita, distribuidora de aços planos, terminais portuários, participações em estradas de ferro e em duas usinas hidrelétricas.

Com uma gestão firme e inovadora, a CSN acredita na força empreendedora do capital nacional e no enorme potencial brasileiro de competitividade no setor siderúrgico.

Privatização ? Em janeiro de 1992, a CSN foi incluída na relação das empresas privatizáveis. O processo de privatização foi concluído em abril do ano seguinte, mediante oferta de ações aos funcionários da instituição e leilão realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro para a transferência do controle acionário da companhia.

Vantagens competitivas ? O aço da CSN está presente em diversos segmentos, entre os quais se destacam o automotivo, construção civil, embalagem, linha branca e OEM. Para sustentar sua estratégia de crescimento, tem como fortes diferenciais competitivos solidez financeira, estrutura totalmente integrada, autosuficiência em quase todos os principais insumos e um dos menores custos de produção da siderurgia mundial.

Para atingir o objetivo de se consolidar como player global, a CSN tem como estratégia ampliar, cada vez mais, sua presença no Brasil e no exterior. A siderurgia continuará como foco de crescimento, com o objetivo de:

» Aumentar a capacidade de produção de aço no Brasil e elevar sua participação nas regiões em que já opera no exterior.

» Conquistar market-share em todos os seus produtos siderúrgicos, especialmente em produtos revestidos, de maior valor agregado.

» Crescer horizontalmente, em atividades que tenham sinergia com seu negócio principal, a siderurgia.

Produtos ? Para entender os negócios da CSN, nada melhor que falar sobre seus produtos, todos de alto valor agregado e menos suscetíveis a oscilações de preços no mercado internacional. O aço carbono, por exemplo, é o de tipo mais produzido e consumido em todo o mundo.

Da Usina Presidente Vargas, aquela que deu início à toda a produção na década de 40, sai o mais completo portfólio de aços planos da América Latina:

» Placas ? São produtos semiacabados utilizados para produção de bobinas e chapas laminadas a quente, laminadas a frio ou revestidas.

» Laminados a quente ? Consistem de bobinas e chapas de bitola pesada (utilizadas para fabricar peças de automóveis, tubos e materiais para construção mecânica) e bobinas e chapas de bitola leve (utilizadas para canos e tubulações soldados, peças para automóveis, botijões de gás, perfis leves formados a frio, canais e outros perfis para indústria de construção).

» Laminados a frio ? Consistem de bobinas e chapas laminadas a frio e, em geral, posteriormente recozidas. Comparados aos produtos laminados a quente, têm qualidade de superfície mais uniforme e melhor, sendo utilizados para aplicações, tais como: carrocerias de automóveis, aparelhos domésticos e perfis leves. Os produtos laminados a frio servem de aço de base para os produtos galvanizados e estanhados da companhia.

» Folhas metálicas ? Produz e comercializa aço para a confecção de embalagens para diversos segmentos de mercado. As folhas metálicas são fabricadas a partir de processos diversos, atendendo às demandas específicas de resistência, revestimento, acabamento e dimensão.

» Produtos galvanizados ? A galvanização é um dos processos mais eficazes e de baixo custo utilizado para proteger o aço contra a corrosão causada pela exposição à umidade e à atmosfera. Os produtos galvanizados são altamente versáteis e podem ser utilizados para fabricar uma ampla gama de produtos, tais como: carrocerias para automóveis, caminhões e ônibus; dutos para ar e peças para sistemas de ar quente, ventilação e resfriamento; bueiros, latas de lixo e outros receptáculos; tanques de armazenamento, recipientes para grãos e equipamentos agrícolas; painéis em geral e painéis de sinalização e peças pré-pintadas.

» Galvanew ? Além dos produtos galvanizados padronizados, a companhia produz o aço galvanizado, especialmente apropriado para fabricação de painéis de automóveis e aparelhos domésticos, pois permite melhor desempenho na soldagem e na pintura. O valor adicionado, proveniente do processo de galvanização, permite à companhia atribuir um preço com maior margem de lucro.

Recursos humanos ? A CSN não mede esforços para oferecer a seus colaboradores um ambiente de trabalho agradável e seguro, pois considera que o ser humano é o que faz a diferença nas empresas. Investe em formação educacional e profissional para capacitar a equipe aos desafios e ao nível de qualidade exigido no mundo dos negócios.

O modelo de gestão de pessoas tem como orientação estratégica desenvolver uma organização que disponha de competências e cultura orientadas para a excelência operacional e a maximização da geração de valor. O foco está na atração, no desenvolvimento e na retenção de talentos, para que seja referência em seu setor de atuação.

Aos 16 mil colaboradores são oferecidos desafios e oportunidades para o desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional, em um ambiente que favorece a aprendizagem e os valoriza com iniciativa, capacidade técnica, flexibilidade e orientação para resultados.

Possui ainda políticas de remuneração e benefícios compatíveis com empresas de seu porte, entre eles um Programa de Participação nos Resultados.

Política de qualidade ? A CSN se propõe a garantir o acrônimo COMPROMISSO:

» Cliente satisfeito
» Observação do mercado
» Melhoria contínua
» Progresso pessoal
» Redução de custos e desperdícios
» Objetividade gerencial
» Motivação e autoestima
» Igual ou melhor que a concorrência
» Segurança e meio ambiente
» Suporte aos fornecedores
» Opção pela qualidade nas compras e contratos

Valores ? Ética e transparência são valores muito presentes na cultura organizacional da CSN, tanto que afetam as decisões e o relacionamento da empresa com seus diversos públicos de interesse. Foi elaborado um código de ética com ampla participação de todos os colaboradores, que representa a identidade cultural e os compromissos profissionais e sociais assumidos por eles nos mercados e comunidades em que atuam.

Os valores éticos da companhia têm como base o respeito mútuo em benefício do bom relacionamento empresarial e social. Além disso, os princípios éticos que orientam a sua atuação se constituem no fundamento da sua própria imagem de empresa sólida e confiável, que acredita em uma concorrência leal, pautada pelos mais elevados padrões de conduta.

Ao reunir e expressar as diretrizes a serem praticadas por todos os seus funcionários e administradores, a CSN pretende alcançar os padrões éticos adequados ao exercício de suas atividades.

Responsabilidade social ? As operações industriais da CSN contam com tecnologia que garantem um ambiente de trabalho seguro e saudável, além de sistemas de gerenciamento da qualidade e meio ambiente certificados pelas normas ISO 9001 e ISO 14001, respectivamente. O objetivo é garantir uma conduta ambientalmente responsável em todas as unidades ? inclusive no exterior ? voltada para a preservação e evolução técnica constantes.

A atuação social também é permanente, em especial nas comunidades em que está presente. Um exemplo é a Fundação CSN, que atua em projetos que contribuem para a transformação social nas áreas de educação, desenvolvimento comunitário, saúde, cultura e esporte. Financia ainda iniciativas voltadas para a geração de trabalho e capacitação para o trabalho, por parte de entidades filantrópicas.

Mercado ? Segundo dados do Instituto Brasileiro de Siderurgia, o desempenho do mercado mostra que a produção nacional de aço se manteve aquecida no 3T08. A produção de aço bruto totalizou 9,4 milhões de toneladas, um incremento de 8,1% em relação ao trimestre anterior. Já a produção total de laminados cresceu 2,9% em relação ao 2T08, com um volume de 6,6 milhões de toneladas, com destaque para os laminados planos que atingiram 3,7 milhões de toneladas.

O volume comercializado de laminados no mercado interno nos nove primeiros meses de 2008 atingiu 16,9 milhões de toneladas, um crescimento de 15,8% em relação ao mesmo período de 2007. Nos 9M08, as vendas acumuladas de laminados planos no mercado interno atingiram 9,8 milhões de toneladas, 9,6% superiores aos 9M07.

Apesar da esperada diminuição, as perspectivas para o setor no mercado interno ainda são otimistas. Até 2010, os investimentos em diversos setores (tubos, naval, equipamentos industriais, construção civil, etc.) e as boas expectativas para o setor automotivo incrementarão a demanda. Por outro lado, as vendas externas podem cair devido a menores investimentos, arrefecimento das principais economias mundiais e taxa de câmbio desvalorizado.

Há de se levar em conta, no entanto, o programa de investimento de Barack Obama, que pode injetar até US$1 trilhão na indústria siderúrgica dos Estados Unidos, com o objetivo de aumentar a demanda por aço para construir estradas, pontes, redes de energia elétrica, escolas, hospitais e unidades de tratamento de água.

O pacote constrói um novo cenário para o setor driblar a recessão, o que está fortalecendo inclusive a recomendação das corretoras para ações desse mercado. Em janeiro, por exemplo, a UBS Pactual colocou a CSN na lista de seus dez papéis preferidos, acreditando no potencial de alta das ações da companhia.

Fatos relevantes ? Em maio do ano passado, a CSN anunciou que irá investir US$2,2 bilhões até 2013 no Porto de Sepetiba. Um dos destaques desse projeto é a construção de um porto privativo em uma área pertencente à companhia, para atender a exportação de minério de ferro e produtos siderúrgicos.

Já em junho, anunciou a instalação de uma siderúrgica no Pólo Industrial e Portuário de Suape. Espera-se uma produção, em seis anos, de 3,5 milhões de toneladas de aços especiais de alto valor agregado por ano. O total do investimento é algo em torno de US$6 bilhões, a fim de atender todos os segmentos da indústria, desde a de linha branca à naval e automobilística.

Ainda em junho, a CSN assinou um contrato de longo prazo com a Gulf Industrial Investment (Barein), para o fornecimento de minério de ferro produzido pelas minas Casa de Pedra Namisa. O acordo tem um prazo de 25 anos, a partir de 2009.

Em agosto, informou que sua fábrica de cimentos estava na fase final de montagem, devendo começar a operar no início de 2009, com produção inicial estimada de um milhão de toneladas de cimento de alta qualidade. A matéria-prima para a produção do cimento será a escória resultante da produção de aço gerada na operação dos alto-fornos da Usina Presidente Vargas da CSN. A estimativa é que a capacidade de produção atinja 2,3 milhões de toneladas anuais, a partir do ano 2010.

Sobre a parceria estratégica envolvendo a alienação de 40% do capital da Namisa, a CSN informou em dezembro que a operação foi aprovada sem ressalvas pela Comissão das Comunidades Européias, permitindo que o closing aconteça. Essa transação, no entanto, não contempla a aquisição de participação na mina que fornecerá o minério de ferro para a Gulf.

Resultados ? Até o fechamento desta edição, os números mais recentes divulgados pela CSN eram do terceiro trimestre de 2008 (os números do 4T08 serão apresentados apenas em março/09). A receita líquida de R$4 bilhões é recorde da companhia, apresentando crescimento de 13% sobre a receita líquida do 2T08 e de 36% em relação à do 3T07. Esses aumentos são explicados pelos reajustes de preços siderúrgicos implementados e pela maior participação nas vendas para o mercado interno. Vale mencionar também o aumento no volume de vendas de minério de ferro no 3T08, que já representa 16% da receita líquida da companhia.

O ebitda acumulado dos nove primeiros meses de 2008, de R$5,1 bilhões, foi maior que qualquer ebitda anual apresentado pela CSN desde o início das operações da empresa. No 3T08, o ebitda alcançou R$2,1 bilhões e também é recorde da companhia, representando um crescimento expressivo de 60% em comparação ao ebitda do 3T07. Em relação ao trimestre anterior, o ebitda foi 23% maior, com destaque para os aumentos nos preços dos produtos siderúrgicos e maior participação do segmento de mineração nos resultados da empresa.

Por outro lado, a companhia apresentou no 3T08 um lucro líquido de R$40 milhões, o que representou uma redução de R$991 milhões em relação ao lucro líquido do 2T08. Já nos primeiros nove meses de 2008, o lucro líquido atingiu R$1,84 bilhão. Esse resultado foi influenciado positivamente pelo lucro bruto de R$5,04 bilhões do período e negativamente pelo resultado financeiro líquido de R$1,38 bilhão.

Nos primeiros nove meses de 2008, o volume comercializado pela CSN foi de 4,0 milhões de toneladas, em linha com o volume vendido no mesmo período de 2007. O volume vendido no 3T08 atingiu 1,3 milhão de toneladas.

A participação da CSN no mercado interno de aços planos aumentou para 39% no 3T08, um aumento de 3p.p. em relação ao 3T07, com destaque para as folhas metálicas, laminados zincados, laminados a quente e laminados a frio, onde a CSN atingiu 98%, 48%, 35% e 26% das linhas de produtos, respectivamente.

Desempenho das ações ? Ao longo de 2008, as ações da CSN (CSNA3) apresentaram desvalorização de 20%, enquanto o Ibovespa teve uma queda de 22%.

Apesar de no primeiro semestre do ano as ações da CSN terem apresentado valorização de 39%, a instabilidade econômica global contagiou as bolsas de valores em todo o mundo, incluindo a Bovespa e a Nyse. Nesta última, os ADRs se desvalorizaram 27%, enquanto o índice Dow Jones se desvalorizou 19% ao longo do ano de 2008.

No 3T08, os volumes médios negociados com as ações da CSN se mantiveram estáveis na Bovespa, em torno de R$170 milhões por dia. Já na Nyse, o volume médio diário negociado cresceu 17%, passando de aproximadamente US$154 milhões no 2T08, para US$180 milhões no 3T08.

Opinião do especialista ? Francisco Schumacher, analista de siderurgia da corretora Raymond James, afirma que a CSN é a sua maior recomendação do setor, mas não deixa de contextualizá-la em meio à crise. ?Com as principais economias entrando em recessão e a China desacelerando, conjuntamente com a suspensão de comércio causado pela crise financeira global, as compras de aço tiveram uma queda expressiva nos últimos meses. As líderes da indústria e as pequenas produtoras com custo mais alto já reduziram produção na cadeia de valor do aço e minério de ferro. Os mercados de crédito tendem a se estabilizar, e como os preços internacionais de aço, minério de ferro e sucata já chegaram a preços-suporte, isso deve dar confiança para os compradores voltarem ao mercado. Vemos que os próximos trimestres vão ser complicados para a indústria, e depois tende a normalizar, mas num patamar menor que antes da crise?, explica.

Ele ressalta que como é difícil prever quanto tempo durará a crise, vê a CSN como uma empresa bem preparada para suportar as turbulências atuais, e justifica sua opinião. ?É a única com posição líquida de caixa que vai se tornar positiva com a venda de 40% da Namisa. Tem a mais alta margem ebitda em nosso universo de cobertura pela integração que possui, o que significa que apresentará margens positivas, até mesmo nos piores momentos. Além disso, a mina de Casa de Pedra deverá apresentar fluxo de caixa positivo, inclusive num cenário pessimista, porque tem uma margem ebitda de aproximadamente 70%, e os investimentos para a próxima expansão já estão quase terminados?, comenta.

Também conversamos com a equipe de análise da Socopa Corretora, que participou do conference call dos resultados do 3T08 da CSN. Acompanhe os principais pontos destacados por eles:

?A respeito dos US$3,12 bilhões referentes à venda de participação na Namisa, a CSN não forneceu guidance para a utilização dos recursos. A companhia reiterou a previsão de início das operações da unidade de cimento para o início de 2009, e a unidade de aços longos deverá entrar em atividade no fim do ano. O segmento de minério continua positivo e a empresa está operando a plena capacidade. A administração informou que alguns embarques para a Europa foram postergados em virtude da retração da demanda global.

A companhia confirmou o volume de vendas totais para o fim de 2008 de aproximadamente 5,3 milhões de toneladas de aço. A CSN fechou o 3T08 com vendas acumuladas de 4,0 milhões de toneladas (1,3 milhão apenas no 3T08). Confirmou que já está havendo movimento no mercado para tentar antecipar a negociação do preço do carvão metalúrgico que ocorre, normalmente, em julho de cada ano. Essa iniciativa das siderúrgicas é para reduzir parte do impacto do reajuste de 200% que começou a vigorar em julho de 2008.

Apesar dos sinais de otimismo apresentados pela CSN, mantemos nossa posição mais cautelosa e acreditamos que o setor siderúrgico deverá enfrentar um ciclo de arrefecimento mais acentuado nos próximos anos. Os cortes de produção anunciados pelos principais players globais e a queda dos preços spot das placas de aço já refletem o novo cenário de retração de demanda e suportam nossa tese de investimento. Ressaltamos a confortável posição financeira que a CSN apresentará após a liquidação da negociação da Namisa, fator bastante relevante em momento de redução do crédito disponível. Acreditamos nos fundamentos de longo prazo da CSN de tal forma que recomendamos compra para CSNA3?, conclui.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Conteúdos Relacionados