Novo nível de compreensão do internauta A população brasileira está longe de ser considerada a primeira do mundo no que diz respeito ao acesso à Internet – não passamos de 7%, enquanto os EUA já ultrapassaram a casa dos 50%. Por outro lado, mais de 20% dos nossos correntistas bancários utilizam a Internet para movimentar suas contas, enquanto nos EUA essa cifra não chega a 10%.
Devido a um histórico financeiro bem mais conturbado que o dos EUA, o brasileiro acostumou-se a fazer um acompanhamento quase diário das suas economias. Hábito que ajuda na redução de custos para o banco, pois uma transação feita pela Internet custa quatro vezes menos do que a realizada em terminais de auto-atendimento e dez vezes menos do que uma operação executada na agência. Esse fato levou os bancos a investirem pesado na Internet visando uma diminuição de custos operacionais e o Brasil foi um dos países pioneiros no serviço de Internet Banking.
Hoje, quase sete anos depois do surgimento dos primeiros lnternet Banks, o serviço deixou de ser um diferencial. Todas as instituições bancárias que têm um volume razoável de clientes o oferecem. A diferença agora está na qualidade desse serviço.
Os bancos se tornam cada vez mais prestadores de outros serviços, o que muitas vezes parece não ter a ver com seu segmento. Por esse motivo, investem cada vez mais em seus portais, incluindo uma série de produtos agregados, chegando, em alguns casos, a Ter mais de trinta sites associados ao do banco, que passa a oferecer uma série de novos serviços dentro do seu portal.
Há algum tempo, os bancos vêm investindo muito em Internet e o surgimento desse novo meio de comunicação veio acompanhado do conceito de Datawarehouse para Internet: o Data Webhouse.
A idéia é bem simples: fazer a análise do comportamento e perfil do usuário. Assim como no Datawarehouse, é possível saber por onde o usuário navega, o porquê de acessar aquela área específica, quais são os seus interesses, o que o faz percorrer um site e, essencialmente, o que o faz SAIR do site. Muito mais do que os antigos counters, os contadores de visitantes, o Data Webhouse se preocupa com a análise do histórico de navegação do usuário, focando-se não somente nas operações feitas, mas, principalmente, nas operações que não foram realizadas e que poderiam ter se concretizado.
Cite-se como exemplo um financiamento de automóvel: o cliente pode entrar no site, fazer uma simulação e não concretizar a operação. Mas por que ele não a realizou? Podemos entrar cm contato com esse cliente para descobrir o motivo da não continuidade da operação e trabalhar para que ele venha a efetuar o financiamento. É possível também trabalhar para que simples visitantes venham a ser clientes da empresa.
Enfim, o Data Webhouse é a fonte de informações que apoiará a automação de marketing na Internet. Afinal, as empresas não precisam de um serviço que simplesmente envie e-mails sem um critério específico, mas sim de um tipo de Automação que suporta uma série de campanhas segmentadas para cada tipo de cliente, podendo atender melhor às suas necessidades específicas e utilizando-se de um investimento de marketing mais preciso e eficiente.
Procure no site www.vendamais.com.br mais informações sobre esse tema: PALAVRAS-CHAVE Segmentação; mercados.
Para saber mais: Clientes.Com, de Patrícia B. Seybold – Makron Books.
Johnny Telles é gerente de Data Webhouse da Novabase do Brasil. E-mail: johnny.telles@novabase.com.br Homepage: www.novabase.com.br


