Desculpe, mas eu errei

Uma das coisas mais comuns em casa e principalmente na vida profissional é o fato de raras pessoas assumirem os erros que cometem. Uma das coisas mais comuns em casa e principalmente na vida profissional é o fato de raras pessoas assumirem os erros que cometem.

Sabe-se que errou, mas o silêncio toma conta do ambiente em que se questiona o erro. Errar, como já sabemos, é parte do processo de aprendizagem. Uma vez que não nascemos com o saber, buscamos por meio de tentativa, erro e acerto o nosso desenvolvimento.

A questão central desse tipo de comportamento de fuga é o medo. Ele imobiliza o ser humano, levando-o a um estado de ansiedade e pavor, e então, as suas respostas podem ocorrer de forma silenciosa, sem nada revelar, esperando que o tempo acalme tudo, ou ainda, mentir.

Entende-se que o medo é um mecanismo de defesa importante para a sobrevivência das pessoas. Mediante um evento considerado perigoso, arma-se uma estrutura psicológica, acionando o organismo através de seus hormônios, batimento cardíaco acelerado, predispondo o corpo a agir de alguma forma diferente. Porém, diante de circunstâncias comuns como os erros cotidianos, interpretamos e valorizamos de uma perspectiva muito maior do que a realidade dos fatos, levando-nos a acionar o esquema de defesa. Portanto, agimos defensivamente com o medo em muitas horas inadequadas.

Sabe-se que desde a infância o ser humano vive um modelo de educação, via de regra, que lhe proporciona esse hábito inoportuno. Pais que utilizam o medo para educar colaboram de forma consistente. É prudente conhecer o que nos retarda a evolução, e desenvolver a fé que sustenta, tal como em Salmos 56-4: ?Em Deus, cuja palavra eu louvo, em Deus ponho a minha confiança e não terei medo?.

Quando não assumimos os erros não os modificamos, podendo inclusive, permanecer neles. Ao contrário, assumindo-os, temos maior controle sobre os nossos pensamentos e atos, mudando e evoluindo progressivamente.

?Desculpe, mas eu errei? é acertar na forma de crescer e aumentar a maturidade necessária para uma melhor qualidade de vida e evolução pessoal e profissional.

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