Você não precisa ter as mesmas características dos grandes gênios, mas pode mudar de vida simplesmente agindo com atenção, copiando os bons modelos e sendo veloz na sua capacidade de adaptação Quando somos expostos às opiniões dos gurus, como Philip Kotler e Peter Drucker, por exemplo, parece que o mundo só tem saída para cerca de 10% de iluminados! “Sucesso é vender o que ninguém oferece”, por exemplo. Descubra necessidades não-atendidas e atenda-as! Simples, não é?
Peter Drucker, o grande guru da administração do século XX, afirma que a meta do marketing (conjunto de ações integradas numa empresa, com foco no mercado) é tornar a venda supérflua. Akio Morita, da Sony, declarava: “Nós não atendemos mercados. Nós criamos mercados”. É verdade, ninguém saiu por aí pedindo uma máquina copiadora da Xerox, antes de ser inventada, ninguém estava louco atrás de um “post-it”, não haviam filas de solicitações atrás de relógios que permitem mergulhar, para gente que nem sabe nadar, ou ainda relógios que permitem ver a hora em qualquer parte do mundo para gente que nunca viaja.
Os gurus e grandes publicitários ficam dedicados nas suas paixões aos grandes casos, ao sucesso global, ao resplendor de gênios inventores e empreendedores como Bill Gates. Também tivemos o nosso gênio, o homem mais rico do mundo, o querido Barão de Mauá. Mas faz tempo e já nos esquecemos… Esses seres superdotados, supertalentosos, representam 1% da humanidade.
Numa classe de MBA de uma universidade fica evidente que 10% dos alunos têm esse comportamento “talentoso”. E nós, os seres humanos normais e mortais, como ficamos? E se não nascemos com a genialidade virada para a lua? E se não tivermos o ímpeto desenfreado da loucura empreendedora? Ficamos condenados à mediocridade? Ou viramos um Silvio Santos ou não temos lugar no mundo? É isso? E, você, caro leitor? Dono, sócio de um pequeno negócio, em qualquer parte do Brasil? Ou profissional liberal? Um contador disputando o seu mercado num bairro da cidade? Um médio empresário, industrial – sem a luminosidade de Henry Ford?
A vida para 90% dos seres humanos não está escrita nos mesmos padrões das exaltações das grandes estrelas. No universo existem planetas, meteoros, satélites, poeira cósmica, distintos tipos de energia… e muito por descobrir. Assim somos nós, os humanos. Sempre que lemos essas verdadeiras exaltações aos super-heróis dos cérebros humanos, ficamos com um certo sentido de impotência, ou então, com um sentimento de candidatos ao diploma de “grão-burros” da humanidade.
Você pode vender mais, no seu negócio, seja onde for, simplesmente agindo com atenção, copiando os bons modelos e sendo veloz na sua capacidade de adaptação. Charles Darwin, o cientista, pai da tese da evolução, afirmava: “Os que prevalecem não são os mais fortes, são os mais velozes na sua capacidade para mudar”. Mudar. Esse sim é o nome do jogo. Você pode não ter o capital para a grande invenção tecnológica. Você pode não ter tido o “berço” para fazer MBA em Harvard. Você não precisa ser o Pelé do time. O que você precisa fazer, para ir melhor nas suas coisas, na sua vida é prestar atenção e saber mudar velozmente.
A vida não é a eternização da felicidade, como um ópio – é a provocação do desconhecido. Viver é enganar a morte. Morrer é a repetição sistemática das mesmas coisas, todos os dias, meses e anos. Na sua empresa, na sua atividade profissional, esteja aberto para mudar rapidamente. Fique atento ao mundo. Elimine os preconceitos da sua cabeça. E, principalmente, não acredite que para ser feliz precisará ser igual ao Jack Welch, ou à Giselle Bündchen. Seja você mesmo… mudando velozmente, jogando rápido!
José Luiz Tejon Megido é professor no MBA da ESPM e autor do livro O Vôo do Cisne. E-mail: tejon@oespmidia.com.br


