E-bit deixa clientes darem nota às lojas virtuais

Quer conversar com um especialista?
Entre em contato!

Com o desenvolvimento do comércio eletrônico no País, começam a surgir empresas pontocom voltadas para a alavancarem desse tipo de atividade, através da intermediação de informações dos clientes para as lojas vice-versa. Um interessante exemplo disso é dado pela e-bit uma empresa criada em abril, com investimentos da ordem de US$ 2 milhões do Brasil Warrant Venture Capital (do Grupo Moreira Salles, controlador do Unibanco) e do francês Grupo Accor do Brasil.

Na verdade uma empresa de pesquisas, que se associou à tradicional Price Watterhouse Coppers, a e-bit montou uma interessante estrutura de coleta de dados sobre os consumidores de lojas virtuais. Através de uma sistemática de pontuações no site com premiações diárias para preenchimento de cadastros e permissão para recebimento de e-mails, conquista a participação dos internautas. Esses, por sua vez, podem se orientar através das informações no site www.ebit.com.br para comprar em mais de 550 lojas que vendem pela Internet no Brasil.

“Nossa equipe varreu a rede e conseguimos listar quase 95% das lojas eletrônicas”, assegura André Sapozink, presidente da e-bit, admitindo que em muito pouco tempo sua empresa já estará apta a oferecer ao mercado um perfil bem detalhado do comércio eletrônico no País. Seu papel no momento, segundo Sapozink, é o de “consultora de compras online” para os consumidores e de apoio e consultoria para as lojas.

O primeiro produto lançado pela e-bit é o bitRate, que lista no site as lojas virtuais com atualização semanal, oferecendo informações sobre elas para consulta dos usuários. Nessa listagem, há um perfil das lojas, com dados sobre as formas de pagamento que elas trabalham e prazo de entrega das compras. “Temos uma Lista Amarela inteligente”, compara Sapozink. Ele cuida para que seu site não seja confundido com um simples mecanismo de busca, porque oferece também esse serviço. O consumidor pode selecionar o grupo de lojas que está interessado, por exemplo pelo tipo de cartão de crédito que quer usar. Os links levam os usuários aos sites dos locais selecionados.

“Não cobramos nada pelo tráfego que geramos para os sites”, garante Sapozink, explicando que sua receita se origina basicamente da venda de pesquisas para as lojas.

Elas estão sendo contatadas – via visitas físicas, telefone ou cadastramento no site da e-bit -, para conveniar-se à empresa. Mais de 270 delas já fizeram isso, como é o caso da Americanas.com. Submarino, Amélia.com, Editora Quantum e Varig. Por esses acordos, as lojas se submetem à avaliação da satisfação do usuário com as compras realizadas e o serviço prestado.

O apelo do levantamento, que já tem sido realizado por outras empresas como a desconfiometro.com, é a realização da investigação imediatamente após a efetivação da transação. “Só nós garantimos a avaliação feita apenas por quem já comprou”, diz Sapozink. Assim, na última tela antes da finalização da compra, as lojas conveniadas oferecem um banner da e-bit, convidando o usuário a manifestar rapidamente sua opinião. Em um minuto, ele preenche cinco quesitos sobre a venda, dando notas para navegação, variedade de produtos, facilidade de compra, disponibilidade de informações e preços. Já na ocasião dá permissão para participar da segunda etapa da pesquisa, que seguirá alguns dias depois, por e-mail. Nessa fase, o consumidor vai avaliar entrega no prazo, política de privacidade, manuseio e envio do produto, qualidade deles e do atendimento ao cliente.

Com base na média dessas notas, o e-bit oferece mensalmente para os sites sua avaliação, através de relatórios e de medalhas – ouro, prata ou bronze -, para serem colocadas nas home pages. Em paralelo, como resultado de sua parceria com a Price, comercializa relatórios com dados demográficos dos clientes, perfil de consumo, horário de aceso dos compradores, entre outras informações.

Ainda em período de experiência, a e-bit divulgou alguns resultados de seu primeiro relatório, realizado com base em uma mostra de 1,2 mil usuários, dando conta que o horário de preferência da compra entre internautas é das 22h às 23h. No final de junho, a empresa informou que 79,9% de 1,5 mil usuários estavam satisfeitos com as compras, contra 12,8% insatisfeitos e 7,9% neutros.

“O resultado do nosso trabalho é que o lojista tem a oportunidade de saber exatamente qual a opinião de seu consumidor”, afirma Sapozink, que não cobra pelo convênio. Ele pondera que a Internet é um local de compras onde o usuário faz mais comparações de preços, já que para isso precisa apenas clicar, sem ter de sair de casa, da loja, do carro. “Damos elementos para os varejistas se diferenciarem da concorrência”, garante.

Ele sustenta que, se a loja conhecer melhor o perfil do seu consumidor e suas preferências, fatalmente poderá delinear melhor suas estratégias de vendas, pacotes de promoções, etc.

Os conveniados da e-bit, além das notas médias mensais, recebem um relatório sobre a opinião dos consumidores – os relatórios mais detalhados são vendidos à parte por preços que variam de T$ 500 a R$ 5 mil. Além disso, dispõe do serviço de e-mail marketing. No site da e-bit, há uma área chamada bit mail, onde os internautas, motivados por pontos e prêmios, preenchem cadastros, colocam seus interesses e dão sua permissão para serem contatados pelas lojas através de e-mails. Com isso, a e-bit pode oferecer também ao lojista endereços eletrônicos de consumidores por segmento.

Sponizk não revela o fluxo de internautas no seu site, mas adianta que já dispõe de uma amostra de sete mil compradores pela rede. “Segundo pesquisa do International Data Corporation (IDC), de 15 a 20% dos usuários de Internet no Brasil fazem compras pela rede, esse é nosso público-alvo”, ele diz. Para chegar lá, entregou uma verba de R$ 1 milhão nas mãos da Age, uma das mais badaladas agências de propaganda pelas pontocom brasileiras. Antes do final do mês deve ter início veiculação de uma campanha publicitária online e em mídia impressa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Conteúdos Relacionados

Como conduzir clientes indecisos e acelerar decisões comerciais

Como conduzir clientes indecisos e acelerar decisões comerciais

Como conduzir clientes indecisos O cliente não precisa ser pressionado. ...
Leia Mais →
Como ajudar vendedores a usarem IA melhor

Como ajudar vendedores a usarem IA melhor

Seu vendedor não resiste à tecnologia. Resiste ao trabalho que ...
Leia Mais →
Venda consultiva não é venda comportada

Venda consultiva não é venda comportada

10 verdades comerciais para recuperar o olho do tigre sem ...
Leia Mais →