E-commerce nas pequenas e médias empresas

Cinco mil pequenas empresas já fazem vendas na internet por meio de cartões de crédito e mais de dez mil fazem alguma transação on-line. Esse número não pára de crescer. Em 2005, ano em que completou uma década de existência no Brasil, a internet teve muito a comemorar. Esse imenso mercado digital confirma seu papel cada vez mais democrático na economia e na sociedade. Pesquisa divulgada pelo instituto E-bit indica que o número de e-consumidores do Brasil já passa de quatro milhões, crescimento de 30% ao ano. Outra pesquisa, apoiada pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, mostra que cerca de cinco mil pequenas empresas já fazem vendas na internet por meio de cartões de crédito e que mais de dez mil fazem alguma transação on-line. E esse número não pára de crescer.

Se a internet alcançou o nível de evolução que tem hoje, o e-business tem papel fundamental nesse processo. O surgimento dessa tendência, há uma década, foi impulsionado por empresas visionárias como Amazon.com e E-Bay, criando novos hábitos e transformando a rede, que até então era somente um espaço para a obtenção e troca de informações, via websites, e-mails ou chats, em um amplo mercado digital. A criação dessa nova demanda abriu os olhos das empresas, que passaram a acreditar no potencial de negócios da rede e a investir no desenvolvimento da internet. Na web, vende-se de tudo, compra-se de tudo, acha-se de tudo.

Conforme o comércio digital foi evoluindo e ganhando espaço no cotidiano das pessoas, a melhoria dos sistemas de segurança e de meios de pagamentos teve também papel fundamental para que o público ganhasse confiança para comprar pela internet. Nos primórdios do e-commerce, os processos de recebimento eram manuais, ou seja, um funcionário do portal recebia os dados dos cartões de crédito e emitia a fatura para as operadoras. Além da possibilidade das informações serem utilizadas de má-fé, havia sempre o perigo do espaço ser invadido por hackers e o usuário sair no prejuízo.

No cenário atual, comprar on-line é rápido e seguro. Com a evolução dos meios de pagamentos, o internauta compra em um ambiente criptografado e as informações do cliente são enviadas diretamente à operadora de cartão de crédito ou banco (no caso da compra por débito automático). Na maioria dos casos, as transações são autorizadas sem passar pela mão humana. Mesmo assim, convencer o consumidor de todas as idades e classes sociais de que o comércio eletrônico é seguro é ainda um dos principais desafios do setor.

No âmbito do business-to-business, a ampliação da segurança na rede também permitiu a criação de mecanismos como o E-procurement (cotações eletrônicas) e também de portais corporativos que integram fornecedores e clientes em tempo real e tornam mais ágil toda a cadeia de abastecimento. Quem sai ganhando com isso é, mais uma vez, o consumidor final.

E o que dizer da expansão do E-business nos próximos dez anos? Além de cair de vez no gosto do mercado brasileiro, veremos uma invasão das pequenas e médias empresas, que já começam a ver valor no comércio digital graças a um barateamento das soluções web. Mais do que isso, muitas dessas empresas abandonarão o ambiente físico para apostar somente em lojas virtuais, que não têm os altos custos operacionais das lojas comuns.

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