E-valor: o verdadeiro diferencial

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Faça com que seu site seja uma experiência prazerosa, onde a interatividade seja muito mais que preencher um cadastro para concorrer a prêmios. A grande ?i-nfovia? que conhecemos hoje começou com a promessa de volume e liberdade de acesso, gerando a democratização no consumo de informações, serviços e produtos. Isso aconteceu e acontece cada vez mais, só que agora isso é um problema.

Como diferenciar, como ser especial em um oceano virtual com ?zilhões? de endereços novos (mas nem por isso inovadores) a cada dia? No momento em que você está lendo estas linhas ? e é exatamente neste momento, pois a rede não fecha ? são criadas alguns milhares de ?ponto-com? novos, com algumas centenas de milhares de ?e-bobagens? e principalmente ?e-mesmices?. Como dizem Kjell Nordstrom e Jonas Ridderstrale, em seu livro Funky Business, estamos no estágio da “sociedade do excedente”, em que existe um excesso de empresas similares, que empregam pessoas similares, com formação similar, vindas com idéias similares, produzindo coisas similares por preços similares e qualidade similar. E isso ocorre em escala exponencial na web.

Então, qual é a saída? Ser criativo? Inovador? Ousado? Agressivo? Focado? Segmentado? Sem dúvida tudo isso, mas principalmente agregar valor. Os produtos da maior parte da cadeia produtiva estão, a cada dia, mais comoditizados. Até pouco tempo atrás, quando economistas referiam-se a commodities, imediatamente pensávamos em milho, soja, algodão. Mas, hoje, até chips são vendidos em sacos de linho. Olhe agora para o seu micro. Você faz alguma idéia, ou se faz, tem algum interesse (real) em saber se o processador da sua máquina é Intel, AMD ou Crusoe? E a marca do seu monitor, speakers, floppy, winchester e placa de fax modem?

Você só sabe responder algumas dessas perguntas se comprou um IBM, Compac, Dell, iMac ou outra marca consagrada. Por quê? Bingo! Valor agregado. Sem entrar no mérito de qualidade, quem opta por essas ou outras marcas consagradas, paga mais para ter confiabilidade, credibilidade, status e mais uma infinidade de conceitos intangíveis, que nunca se tornarão totalmente comuns. E se falarmos em geladeiras, fogões, lavadoras, TVs, vídeos e DVDs? Engana-se quem acha que compramos eletroeletrônicos. Estamos comprando serviços, prazer, satisfação, funcionalidade. Ou seja, valor agregado.

É exatamente isso que a internet precisa, e os internautas ? leia-se ?e-consumidores? ? querem desesperadamente. Contrate, para o seu negócio, pessoas de marketing, apaixonados por clientes e resultados, que sejam o pára-raios de tudo que o ?i-cliente? ainda nem tem consciência de que deseja e irá consumir. Descarte o marketeiro velho e empoeirado (falo de idade mental), viciado em pesquisas, gráficos, estatísticas e conseqüentemente em fazer tudo espetacularmente igual.

Mergulhe fundo no universo dos ?algo mais? que podem e devem ser oferecido. Antecipe-se, surpreenda, faça de seu visitante muito mais que um hospedeiro de cookies, use suas informações estrategicamente para torná-lo um apaixonado pelo seu serviço ou produto. Não tenha isso apenas como estratégia de marketing em seu negócio, faça disso o seu negócio. Seja obcecado pela antecipação e satisfação além das expectativas, peque sempre pelo excesso e nunca pela falta, e seja funcional. As pessoas não têm mais paciência com “páginas em construção”, “fale conosco” que demoram dias ? e até semanas ? para dar resposta.

Faça com que seu site seja realmente uma experiência prazerosa, com inicio, meio e final felizes, em que a interatividade seja muito mais que preencher um cadastro para concorrer a mais “espelhinhos e colares” do novo mundo digital. Não só deixe, como faça o internauta experimentar, interagir e usar suas soluções e serviços.

Nunca esqueço de uma das melhores definições que ouvi até hoje sobre marketing de sedução: ?Não venda o bife, mas sim seu suculento perfume?. Parece óbvio? Então, faça! E agora!

Esse é o grande desafio, não só agora, mas cada vez mais, pois enquanto você leu esta coluna, nasceram mais alguns ?e-filhotes?. Vamos lá, só depende de você!

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