Easy Trade

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Há um ano instalada no país, a Easy Trade é resultado de uma joint venture entre duas multinacionais, uma norte-americana e outra portuguesa, ambas com know-how no desenvolvimento de softwares.

Desde que chegou ao Brasil, a Easy Trade já recebeu investimentos da ordem de US$ 12 milhões, mas só no último mês anunciou oficialmente a criação da Vertex, que engloba o portal verticais do segmento da construção, o Construservice, e se dispõe a ser um espaço para a reunião de grandes players do setor para a negociação conjunta, o chamado e-market.

De acordo com o gerente de negócios e alianças da Easy Trade, Railton de Carvalho, o interesse da empresa não é manter o portal para si. “Dispomos de tecnologia, infra-estrutura e softwares para oferecer a nossos clientes e desenvolver para eles o seu portal. Esse é nosso negócio”, diz Carvalho.

O serviço que tem sido oferecido pela empresa envolve desde o desenvolvimento e a concepção de portal, passando pela hospedagem e oferecimento de softwares. Ou seja, a Easy Trade tanto desenvolve os softwares como detém a licença de outros fabricantes para sua representação e os coloca à disposição dos clientes por Application Service Provider (ASP).

E o que é um ASP? A sistemática do ASP tem se desenvolvido muito no país para as pequenas e médias empresas que, em vez de comprarem softwares considerados muito caros, “alugam” o produto dos representantes autorizados, pagando apenas por sua utilização.

O desenvolvimento propriamente dito do portal é terceirizado pela Easy Trade, que trabalha com produtoras associadas. Em função disso, a empresa oferece o software de administração de conteúdo para seus clientes. “Tudo que o cliente quiser mudar ou atualizar, ele o faz através de uma ferramenta que oferece uma linguagem simples e amigável para sua utilização”, diz Carvalho.

Dentro dos portais, o foco da Easy Trade é o e-commerce business-to-business (B2B). Carvalho esclarece que o tipo de ferramentas utilizadas nos negócios B2B é bastante diferenciada das empregadas nos negócios feitos com o consumidor final (business-to-consumer, ou B2C), onde as compras normalmente são realizadas com cartão de crédito. “No B2B as compras são mais freqüentes e sua validação também, por isso os softwares têm características específicas”, explica.

Na verdade, a empresa encara os portais de uma forma bastante complexa e todas elas envolvem a utilização de ferramentas diferenciadas. Primeiro, o portal deve, necessariamente, englobar três grandes áreas. A primeira delas está voltada para a comunidade, oferecendo serviços como e-mails, fóruns e chats. Depois, o portal deve ter conteúdo relevante para a comunidade à qual se dirige, tais como informações sobre as entidades do setor, indicadores do setor e serviços acoplados. Por fim, o e-commerce.

A Easy Trade oferece serviços de logística para que seus clientes vendam eletronicamente, já que têm parceria com a NetEnvios, que faz a entrega os produtos. A em presa oferece também pareceria com bancos e com o SPC para a parte de pagamentos.

Segundo Carvalho, o comércio na rede tem várias funcionalidades e cada cliente deve estar alento a cada uma delas para poder explorá-las dentro de seu portal. Assim, dentro da área de e-commerce, além do comércio normal, pode haver negócios de leilão, cotação de produtos, compra por catálogo, onde o preço é negociado e a oferta de compra conjunta, quando o fabricante oferece um produto e vários compradores se somam, propondo o valor total a ser pago. “Temos ferramentas específicas para viabilizar cada uma dessas funcionalidades”, diz Carvalho.

O gerente da Easy Trade não revela qual é o investimento necessário para se montar um portal, mas assegura que o ideal para que qualquer pequena e média empresa marque presença na Internet é associar-se a um portal de sua área. “Sempre indico que a empresa se alie a alguém para dividir esforços e investimentos, mas é claro que isso depende do capital e da ousadia de cada um “, diz Carvalho. De qualquer forma, ele argumenta que para uma loja exclusiva ou um portal, um fornecedor como a Easy Trade evita, no mínimo, a obsolescência dos equipamentos, porque é ela quem os fornece. Afinal, para montar uma loja virtual o empresário poderá investir de R$ 500 mil, se fizer tudo sozinho, até R$ 6 a R$ 8 mil se aderir a um portal já estabelecido (esses valores na própria Easy Trade).

Mais informação: www.pararede.com.br

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