Empregabilidade ou medo de enfrentar novos desafios?

Muitos falam em empregabilidade, mas esquecem de falar no medo de crescer. É esse bicho papão que atrapalha a carreira e o mercado de trabalho. Muitos se escondem atrás de uma aparente “segurança do emprego” e não vão à luta para tentar ser, quem sabe, o empregador, dono do seu nariz e escolher seu caminho profissional. Muita gente fala em empregabilidade, mas esquece de falar no medo de crescer. É esse bicho papão que atrapalha a vida de muita gente no mercado de trabalho e até no âmbito pessoal. Muita gente se esconde atrás de uma aparente “segurança do emprego” e não vai a luta para tentar ser, quem sabe, o empregador, dono do seu nariz e escolher seu caminho profissional.

Claro que também para se manter na aparente segurança do emprego você, mais do que nunca, precisa estar dia-a-dia dentro do conceito de empregabilidade. Mas, a grande pergunta é: O seu emprego é o ideal? Com ele você conseguirá um plano de carreira, sair do estágio que se encontra para um acima? Você mantém as necessidades básicas: plano de saúde para a família, seguro de vida, carro próprio, casa própria, bons colégios, padrão dentro do aceitável para uma vida saudável? etc, etc e etc.

Eu já escrevi alguns artigos dentro do conceito de empregabilidade. Sem dúvida é a competência que dita as regras, quanto mais competente mais tempo no mercado. A regra é: “o mercado, a empresa é que deverão precisar de você e não você precisar da empresa”.

Recentemente recebi um e-mail do empresário Gualber Barros, da Abastecedora Cearense, quando fala que um dos maiores exemplos de empregabilidade no Brasil chama-se Hebe Camargo. Cita no seu texto: “uma das primeiras pessoas a aparecer na televisão brasileira, ao longo de todo esse tempo, há mais de 50 anos, ela vem mantendo o sucesso e a cada ano renova seu contrato com a emissora em que apresenta seu programa, o programa segue o mesmo estilo desde o começo, porém sempre com cenários modernos e entrevistados dos mais variados segmentos artísticos. Sua maneira simples de apresentar (às vezes com perguntas infantis), sustenta um público fiel durante todos estes anos. Sempre com muita elegância ””””””””a loira”””””””” que mesmo esbanjando suas jóias (verdadeiras), suas roupas de grifes famosas, conserva-se humilde na linguagem para todos os níveis inclusive para aclasse A. Qual melhor exemplo poderíamos dar de empregabilidade? Portanto, manter-se no emprego tanto tempo fazendo a mesma coisa é para poucos, tem que se utilizar do prestígio, da inteligência, do bom relacionamento com os colegas de trabalho”. Podemos considerar que alguns empregados são na verdade empregadores, conseguem se remunerar. O seu valor: ””””””””competência”””””””” vai muito além de uma simples relação entre empregado, patrão e realizar as tarefas com capacidade. Ele, muitas vezes, faz seu salário e dá muito mais lucros.

Recentemente um empresário convidou uma pessoa para trabalhar como vendedor autônomo, acreditava que ela se encaixava no perfil para ganhar bem e mudar de vida. A oportunidade oferecida dava a essa pessoa a possibilidade de ganhar de imediato, em uns 90 dias de trabalho, em média, umas 10 vezes mais do que ganhava por mês, no emprego com a “aparente segurança”. Claro que teria que correr riscos, e acima de tudo acreditar no seu taco. A resposta foi negativa, preferiu ficar com a aparente segurança do emprego, e seu medo falou mais alto. Medo este que muitas vezes batizo de “demônios ocultos”. O mais interessante nisso tudo é que o emprego dessa pessoa não lhe possibilitará ganhar ou crescer acima do estágio que se encontra, e ela sabe disso.

A verdade é que esses demônios atrapalham demais nossas vidas, e apesar da força conhecida dos brasileiros de superar obstáculos, quando somos chamados para um passo maior preferimos fechar os olhos para a oportunidade, não vê-la e nos escondermos atrás de nosso medo.

Será que existe quem nos ensine em nossa formação intelectual, profissional e pessoal, como combater o friozinho da barriga quando chegar uma oportunidade? Será que precisamos ser intempestivos ou apenas corajosos? Será que estamos no conceito de empregabilidade se não conseguimos sair do estágio que nos encontramos profissionalmente? Pois bem, podemos considerar que somos capazes, e por mais competentes que somos no nosso trabalho, se no momento de darmos um passo hesitamos e colocamos o pé atrás?

Há pouco tempo, conversando com um empresário, falei para ele que havia tomado uma decisão errada, mas estava irredutível. Acrescentei que precisava saber o que é sentir na pele a dor do aprendizado para poder amadurecer. Entretanto, jamais conseguiremos crescer em qualquer segmento da vida sem passar por aprovações, por dificuldades. No filme O Guarda Costas, em um determinado trecho, um dos protagonistas fala mais ou menos o seguinte, referindo-se ao guarda costas: “ele aprendeu a superar seus medos, e quando eles aparecem, os enfrenta”.

Talvez podemos dizer que empregabilidade é a capacidade de errar o mínimo possível, de acreditar em você mesmo, de ter projetos e colocá-los em prática, de arriscar sem medo e superá-los sem que a hesitação controle seus impulsos ao acerto. Por conseguinte a escolha é sua: crescer ou parar?

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